Lançamentos hoje
Aqui - do livro novo da Maria José Silveira, na Fnac (Park Shopping), a partir das 19h30.
No Rio de Janeiro - do livro Dicionário de pequenas solidões, do Ronaldo Cagiano, na Casa de Cultura Laura Alvim, a partir das 19h.
31 outubro 2006
26 outubro 2006
Nota de falecimento
Com pesar comunico - e lamento - o falecimento da revista Literatura, editada pelo escritor Nilto Maciel. No auge de sua adolescência, com 15 anos, morre de morte matada o resultado do comprometimento, da força de vontade e do amor pela literatura. Lamento, sem lamentar acriticamente as já lamentadas faltas de incentivo à leitura etc. etc. etc. Sem punhetas (e nada contra as punhetas não-pseudo-intelectuais). Lamento que um trabalho tão bacana, feito com escritores não badalados, e que reúne(iu) coisas interessantes, textos divertidos, experimentais etc., tenha se acabado.
Em breve, receberei alguns exemplares do n° 32, o último número, com um conto meu. Vou ter comigo o histórico último volume. Lamento. Lamento. Lamento. Mas devo confessar que ainda há alguma esperança em mim. Ressuscitará a falecida? Não sei. Será que não poderíamos pelo menos reencarná-la num outro canal (eletrônico)? Será que Nilto já não está fazendo isso nos seus sites? Vale dar uma olhada aqui, aqui e aqui.
Abaixo, veja o comunicado dele sobre o último número da revista e algumas notas de solidariedade.
Quando decidi voltar de vez ao Ceará, depois de 25 anos em Brasília, onde fundei a revista Literatura, em 1991, decidi também dar por concluído o meu tempo de editor. Entretanto, por insistência de alguns colaboradores, mudei de idéia. O mal, porém, não desapareceu com a mudança de idéia. Falo do mal que tomava conta de mim e me fazia cada vez mais enfastiado. O mal das vaidades, das incompreensões, das maledicências, da falta de apoio. Não de todos nem de muitos.
Desde o primeiro número a revista se editava às custas de alguns amigos. Tentei o sistema de assinaturas. Surgiram cerca de trinta interessados. Ora, o custo final da revista chegava a cerca de três mil reais. Precisaria, portanto, de trezentos assinantes, no mínimo. Nunca busquei patrocínio empresarial, porque nenhum empresário terá interesse em uma publicação de quinhentos a mil exemplares. E concluí: só resta o caminho do associativismo, do cooperativismo. Cada colaborador adquiriria dez a vinte exemplares. Alguns – sobretudo os colaboradores de primeira hora, como A. Isaías Ramires (até o nº 15), Anderson Braga Horta, Aracyldo Marques (falecido logo depois do nº 4), Batista de Lima, Carlos AA. de Sá (até o nº 9), Cleonice Rainho (até o nº 21), Dimas Macedo, Emanuel Medeiros Vieira, Eneás Athanázio, Francisco Carvalho, Francisco Miguel de Moura, Joanyr de Oliveira (até o nº 22), João Carlos Taveira, Jorge Pieiro, Leontino Filho, Sérgio Campos (falecido em 1994) e Uilcon Pereira (falecido em 1996) – alguns aceitaram de pronto o projeto. Mais tarde, juntaram-se ao grupo outros colaboradores, como Alice Spíndola, Ary Albuquerque, Aricy Curvello, Astrid Cabral, Caio Porfírio Carneiro, Clauder Arcanjo, Dilermando Rocha, Glauco Mattoso, Hamilton Monteiro, Henriques do Cerro Azul, Hiirís Lassorian, Jorge Tufic, José Hélder de Souza (falecido há pouco tempo), José Peixoto Júnior (até o nº 23), Nelson Hoffmann, Olney Borges Pinto de Souza, Paulo Nunes Batista, Romeu Jobim, Ronaldo Cagiano, Salomão Sousa e Soares Feitosa.
Os principais colaboradores de cada edição garantiam a quitação das despesas com a gráfica e recebiam vinte exemplares. Os demais (a maioria) recebiam um exemplar e nada pagavam.
Aos que nos procuravam eu explicava como a revista sobrevivia. Algumas respostas chegaram a me causar nojo, como aquela em que o “colaborador” me dizia: “Com trinta reais jantarei uma bela pizza com minha família”. Referia-se a três exemplares apenas.
Recentemente uma candidata a colaboradora me escreveu uma mensagem e me solicitou o envio do boneco da revista. Se tudo estivesse bem (a revisão do texto, a nota biográfica dela, etc), autorizaria a publicação do seu conto. Depois, que eu lhe enviasse um exemplar. E ponto final.
A gota d’água veio com a seguinte mensagem, de um colaborador mais ou menos antigo: “assim que tiver um exemplar disponível, por favor, me mande um urgentíssimo. Quero ver como ficou. Depois, conversamos, faço pedido. Se sair a contento, é claro”. E prosseguia: “conto com três coisas: a) Uma revista que me deixe bem; b) Um preço razoável; e c) um pouco de compreensão na maneira de fazer o pagamento”. Ora, de tudo ele já sabia: do preço do exemplar, da cota que lhe cabia, etc.
Cansado de tantos aborrecimentos, dou por concluída minha missão de divulgador literário ou editor de revista. Literatura chegou ao seu último número, o 32º. Como poucas no Brasil.
Fortaleza, 21 de outubro de 2006.
24/10/2006
Nilto querido, li a carta em anexo e fiquei muito triste. Fiquei chocada com a insensibilidade das pessoas. Se tivesses me dito, eu também poderia ter tentado ajudar. Não gosto tanto assim de pizza (se ainda se podem fazer piadas nesse momento). A virtualidade parece ser a alternativa para literatura no Brasil, que se faz cada vez mais de blogs e de revistas eletrônicas. Triste caminho. Os fetichistas, que gostam de algo palpável em forma de livro, são cada vez mais caros e parecem cada vez menos dispostos a pagar pelo objeto de desejo. Um abraço muito carinhoso, Ana Carolina da Costa e Fonseca (Berlim, Alemanha)
Caro Nilto,
Li o anexo do seu site sobre o fim da revista Literatura. A princípio, chocou-me a inesperada atitude tomada pelo amigo. Mas, depois, ao avaliar bem suas condições de editor, acabei te dando razão: não vale a pena continuar esse trabalho quixotesco num país em que tudo se pauta pelo valor da moeda. Creio que você, ao levar a revista ao número 32, foi um verdadeiro herói. Poucas publicações tiveram tantas edições ininterruptas quanto Literatura – Revista do Escritor Brasileiro. De todo jeito, meus parabéns pelo trabalho diligente feito ao longo de tantos anos. Estou com você. Conte comigo para o que der e vier.
João Carlos Taveira (Brasília)
25/10/2006
Caro Nilto: Gostei do desabafo. Por tudo que li, era mesmo insustentável que você ficasse fazendo essa revista, com tanta gente ingrata e má pagadora... O grande problema está aí, na leviandade das pessoas, mesmo das que supostamente deveriam ser mais interessadas. E gente bem-intencionada por vezes não tem um puto no bolso e não pode ajudar mesmo. Mas, o sujeito que prefere as pizzas é um autêntico personagem de nosso tempo, um pulha tranqüilo, um monstro impenitente, cuja desfaçatez é bem reveladora da época em que vivemos... Ele talvez represente, como um extremo grotesco de franqueza canalha, o que muitos outros pensam, mas não dizem... Outro dia, conversando com a Rosângela sobre o mundo literário, quando ela se queixou da pouca solidariedade das pessoas, algumas famosas, e das evasivas que essas dão quando expomos o problema de estarmos em busca de editoras, eu disse a ela que é assim mesmo... Acabei dizendo uma coisa que me parece quase invariável: eles, os que têm editoras e o mais, se portam como acomodados que, do convés de um navio, olham pra gente, que está em alto mar se afogando, e nos advertem para uma onda perigosa, para um tubarão, par isto ou aquilo, mas jamais, em nenhuma hipótese, em momento algum, nos atiram uma corda... Que fazer? O egoísmo humano está em tudo, mesmo nas profissões que gostam de parecer "nobres". E nestas a hipocrisia é ainda maior...(...) De qualquer modo, ainda voltando a teu desabafo, quero dizer que fico feliz de te ver livre do peso dessa publicação. Dê-se mais tempo pra simplesmente escrever teus contos, pra viver mais pra você mesmo. O grande problema é que ser muito corporativista e amigo, hoje em dia, não está valendo nada. As pessoas simplesmente são sórdidas e tendem a se aproveitar sem maiores escrúpulos. E o santo acaba sendo um otário que joga a sua própria vida fora em troca dos que engordam com suas gentilezas sem reciprocidade nenhuma... Tal é a decadência em que vivemos, debaixo desse capitalismo completa e irremediavelmente torpe.
Abraços. Chico Lopes (Poços de Caldas, MG)
Prezado NILTO, Li e lamento profundamente sua nostálgica despedida desse trabalho altruísta, abnegado e quixotesco. Quem perde é a Literatura brasileira. Depois de tantas incompreensões, motivadas pela vaidade, narcisismo e empáfia de alguns de nossos colegas de ofício, não dá para continuar a ser muro de pancada. Todos somos testemunhas de seu empenho nesses anos todos, tirando dinheiro do próprio bolso para cobrir as despesas de edição, correios, telefonemas etc. E ainda ter que agüentar desaforo. Lamentável também a inércia, indiferença e pouco-caso dos órgãos públicos. Apesar da Lei Rouanet e das leis de incentivo, preferem direcionar subsídios para projetos de mega exposição a dar uma minguada quantia a uma edição de 500 ou 1000 exemplares, que para eles, é pouca vitrine.Que pena!!!! Mas o seu trabalho ficou na história.Ronaldo Cagiano (Brasília)
Caro Nilto, lamento imensamente que a Revista não saia mais. Por outro lado, compreendo o seu ponto de vista. É de fato uma luta desigual... Assim, ao mesmo tempo que lamento a parada, cumprimento o amigo por ter tido ânimo para pôr na rua 32 números, ao longo de tantos anos. A Revista fez história, e isso conta. Grande abraço. Anderson Braga Horta (Brasília)
Seria uma perda lastimável a interrupção da revista. Principalmente em um momento onde há poucos canais sérios e legítimos para a divulgação da literatura. Li o anexo e, com toda razão, os custos não são baixos. Para aquelas pessoas que não compreendem o esforço empreendido, não apenas na confecção, mas na seleção dos textos, na elaboração, não compreendem o valor intrínseco que subjaz em cada número. Uma revista que chega ao número 32, principalmente nesse país, onde a escrita e a leitura ainda é para poucos, deveria estar sendo abraçada com carinho e protegida. Penso que existam outros meios de mantê-la em circulação. Talvez tornando-a semestral, ou até mesmo anual. Diminuir a tiragem, aumentar o preço de capa. Solicitar uma maior colaboração. Ora, o fim da revista seria uma perda lastimável. Foi através de você e da revista que pela primeira vez consegui publicar meus escritos e atingir lugares e pessoas que nem sonhava. Se você perde colaboradores antigos, ganha novos. Estou profundamente abalado. Friso novamente, a revista Literatura está fazendo a história da Literatura brasileira. Se depender de mim, aumente a minha cota, por favor, por aqui eu me viro. Cláudio Eugenio Luz (Santo André, SP)
Companheiro Nilto, foi com lágrimas nos olhos que concluí a leitura da sua decisão. Agora bato no peito e digo: a revista vai continuar. Vamos nos reunir, quem você quiser, e vamos discutir alternativas. Eu tenho idéias. Batista de Lima (Fortaleza, CE)
Prezado Nilto, lamentavelmente não poderei adquirir os números, não por negligência ou falta de interesse. Há pouco mais de um mês sofri um pequeno acidente aí em Fortaleza, o que me deixou desfalcado em quase todos os sentidos (principalmente física e financeiramente). Que pena a revista chegar ao fim. Infelizmente me sinto culpado (ainda que involuntariamente) pelo insucesso da revista. Abraço, Társio Pinheiro
Com pesar comunico - e lamento - o falecimento da revista Literatura, editada pelo escritor Nilto Maciel. No auge de sua adolescência, com 15 anos, morre de morte matada o resultado do comprometimento, da força de vontade e do amor pela literatura. Lamento, sem lamentar acriticamente as já lamentadas faltas de incentivo à leitura etc. etc. etc. Sem punhetas (e nada contra as punhetas não-pseudo-intelectuais). Lamento que um trabalho tão bacana, feito com escritores não badalados, e que reúne(iu) coisas interessantes, textos divertidos, experimentais etc., tenha se acabado.
Em breve, receberei alguns exemplares do n° 32, o último número, com um conto meu. Vou ter comigo o histórico último volume. Lamento. Lamento. Lamento. Mas devo confessar que ainda há alguma esperança em mim. Ressuscitará a falecida? Não sei. Será que não poderíamos pelo menos reencarná-la num outro canal (eletrônico)? Será que Nilto já não está fazendo isso nos seus sites? Vale dar uma olhada aqui, aqui e aqui.
Abaixo, veja o comunicado dele sobre o último número da revista e algumas notas de solidariedade.
ÚLTIMO NÚMERO DA REVISTA LITERATURA
Quando decidi voltar de vez ao Ceará, depois de 25 anos em Brasília, onde fundei a revista Literatura, em 1991, decidi também dar por concluído o meu tempo de editor. Entretanto, por insistência de alguns colaboradores, mudei de idéia. O mal, porém, não desapareceu com a mudança de idéia. Falo do mal que tomava conta de mim e me fazia cada vez mais enfastiado. O mal das vaidades, das incompreensões, das maledicências, da falta de apoio. Não de todos nem de muitos.
Desde o primeiro número a revista se editava às custas de alguns amigos. Tentei o sistema de assinaturas. Surgiram cerca de trinta interessados. Ora, o custo final da revista chegava a cerca de três mil reais. Precisaria, portanto, de trezentos assinantes, no mínimo. Nunca busquei patrocínio empresarial, porque nenhum empresário terá interesse em uma publicação de quinhentos a mil exemplares. E concluí: só resta o caminho do associativismo, do cooperativismo. Cada colaborador adquiriria dez a vinte exemplares. Alguns – sobretudo os colaboradores de primeira hora, como A. Isaías Ramires (até o nº 15), Anderson Braga Horta, Aracyldo Marques (falecido logo depois do nº 4), Batista de Lima, Carlos AA. de Sá (até o nº 9), Cleonice Rainho (até o nº 21), Dimas Macedo, Emanuel Medeiros Vieira, Eneás Athanázio, Francisco Carvalho, Francisco Miguel de Moura, Joanyr de Oliveira (até o nº 22), João Carlos Taveira, Jorge Pieiro, Leontino Filho, Sérgio Campos (falecido em 1994) e Uilcon Pereira (falecido em 1996) – alguns aceitaram de pronto o projeto. Mais tarde, juntaram-se ao grupo outros colaboradores, como Alice Spíndola, Ary Albuquerque, Aricy Curvello, Astrid Cabral, Caio Porfírio Carneiro, Clauder Arcanjo, Dilermando Rocha, Glauco Mattoso, Hamilton Monteiro, Henriques do Cerro Azul, Hiirís Lassorian, Jorge Tufic, José Hélder de Souza (falecido há pouco tempo), José Peixoto Júnior (até o nº 23), Nelson Hoffmann, Olney Borges Pinto de Souza, Paulo Nunes Batista, Romeu Jobim, Ronaldo Cagiano, Salomão Sousa e Soares Feitosa.
Os principais colaboradores de cada edição garantiam a quitação das despesas com a gráfica e recebiam vinte exemplares. Os demais (a maioria) recebiam um exemplar e nada pagavam.
Aos que nos procuravam eu explicava como a revista sobrevivia. Algumas respostas chegaram a me causar nojo, como aquela em que o “colaborador” me dizia: “Com trinta reais jantarei uma bela pizza com minha família”. Referia-se a três exemplares apenas.
Recentemente uma candidata a colaboradora me escreveu uma mensagem e me solicitou o envio do boneco da revista. Se tudo estivesse bem (a revisão do texto, a nota biográfica dela, etc), autorizaria a publicação do seu conto. Depois, que eu lhe enviasse um exemplar. E ponto final.
A gota d’água veio com a seguinte mensagem, de um colaborador mais ou menos antigo: “assim que tiver um exemplar disponível, por favor, me mande um urgentíssimo. Quero ver como ficou. Depois, conversamos, faço pedido. Se sair a contento, é claro”. E prosseguia: “conto com três coisas: a) Uma revista que me deixe bem; b) Um preço razoável; e c) um pouco de compreensão na maneira de fazer o pagamento”. Ora, de tudo ele já sabia: do preço do exemplar, da cota que lhe cabia, etc.
Cansado de tantos aborrecimentos, dou por concluída minha missão de divulgador literário ou editor de revista. Literatura chegou ao seu último número, o 32º. Como poucas no Brasil.
Fortaleza, 21 de outubro de 2006.
***
Nilto querido, li a carta em anexo e fiquei muito triste. Fiquei chocada com a insensibilidade das pessoas. Se tivesses me dito, eu também poderia ter tentado ajudar. Não gosto tanto assim de pizza (se ainda se podem fazer piadas nesse momento). A virtualidade parece ser a alternativa para literatura no Brasil, que se faz cada vez mais de blogs e de revistas eletrônicas. Triste caminho. Os fetichistas, que gostam de algo palpável em forma de livro, são cada vez mais caros e parecem cada vez menos dispostos a pagar pelo objeto de desejo. Um abraço muito carinhoso, Ana Carolina da Costa e Fonseca (Berlim, Alemanha)
Caro Nilto,
Li o anexo do seu site sobre o fim da revista Literatura. A princípio, chocou-me a inesperada atitude tomada pelo amigo. Mas, depois, ao avaliar bem suas condições de editor, acabei te dando razão: não vale a pena continuar esse trabalho quixotesco num país em que tudo se pauta pelo valor da moeda. Creio que você, ao levar a revista ao número 32, foi um verdadeiro herói. Poucas publicações tiveram tantas edições ininterruptas quanto Literatura – Revista do Escritor Brasileiro. De todo jeito, meus parabéns pelo trabalho diligente feito ao longo de tantos anos. Estou com você. Conte comigo para o que der e vier.
João Carlos Taveira (Brasília)
25/10/2006
Caro Nilto: Gostei do desabafo. Por tudo que li, era mesmo insustentável que você ficasse fazendo essa revista, com tanta gente ingrata e má pagadora... O grande problema está aí, na leviandade das pessoas, mesmo das que supostamente deveriam ser mais interessadas. E gente bem-intencionada por vezes não tem um puto no bolso e não pode ajudar mesmo. Mas, o sujeito que prefere as pizzas é um autêntico personagem de nosso tempo, um pulha tranqüilo, um monstro impenitente, cuja desfaçatez é bem reveladora da época em que vivemos... Ele talvez represente, como um extremo grotesco de franqueza canalha, o que muitos outros pensam, mas não dizem... Outro dia, conversando com a Rosângela sobre o mundo literário, quando ela se queixou da pouca solidariedade das pessoas, algumas famosas, e das evasivas que essas dão quando expomos o problema de estarmos em busca de editoras, eu disse a ela que é assim mesmo... Acabei dizendo uma coisa que me parece quase invariável: eles, os que têm editoras e o mais, se portam como acomodados que, do convés de um navio, olham pra gente, que está em alto mar se afogando, e nos advertem para uma onda perigosa, para um tubarão, par isto ou aquilo, mas jamais, em nenhuma hipótese, em momento algum, nos atiram uma corda... Que fazer? O egoísmo humano está em tudo, mesmo nas profissões que gostam de parecer "nobres". E nestas a hipocrisia é ainda maior...(...) De qualquer modo, ainda voltando a teu desabafo, quero dizer que fico feliz de te ver livre do peso dessa publicação. Dê-se mais tempo pra simplesmente escrever teus contos, pra viver mais pra você mesmo. O grande problema é que ser muito corporativista e amigo, hoje em dia, não está valendo nada. As pessoas simplesmente são sórdidas e tendem a se aproveitar sem maiores escrúpulos. E o santo acaba sendo um otário que joga a sua própria vida fora em troca dos que engordam com suas gentilezas sem reciprocidade nenhuma... Tal é a decadência em que vivemos, debaixo desse capitalismo completa e irremediavelmente torpe.
Abraços. Chico Lopes (Poços de Caldas, MG)
Prezado NILTO, Li e lamento profundamente sua nostálgica despedida desse trabalho altruísta, abnegado e quixotesco. Quem perde é a Literatura brasileira. Depois de tantas incompreensões, motivadas pela vaidade, narcisismo e empáfia de alguns de nossos colegas de ofício, não dá para continuar a ser muro de pancada. Todos somos testemunhas de seu empenho nesses anos todos, tirando dinheiro do próprio bolso para cobrir as despesas de edição, correios, telefonemas etc. E ainda ter que agüentar desaforo. Lamentável também a inércia, indiferença e pouco-caso dos órgãos públicos. Apesar da Lei Rouanet e das leis de incentivo, preferem direcionar subsídios para projetos de mega exposição a dar uma minguada quantia a uma edição de 500 ou 1000 exemplares, que para eles, é pouca vitrine.Que pena!!!! Mas o seu trabalho ficou na história.Ronaldo Cagiano (Brasília)
Caro Nilto, lamento imensamente que a Revista não saia mais. Por outro lado, compreendo o seu ponto de vista. É de fato uma luta desigual... Assim, ao mesmo tempo que lamento a parada, cumprimento o amigo por ter tido ânimo para pôr na rua 32 números, ao longo de tantos anos. A Revista fez história, e isso conta. Grande abraço. Anderson Braga Horta (Brasília)
Seria uma perda lastimável a interrupção da revista. Principalmente em um momento onde há poucos canais sérios e legítimos para a divulgação da literatura. Li o anexo e, com toda razão, os custos não são baixos. Para aquelas pessoas que não compreendem o esforço empreendido, não apenas na confecção, mas na seleção dos textos, na elaboração, não compreendem o valor intrínseco que subjaz em cada número. Uma revista que chega ao número 32, principalmente nesse país, onde a escrita e a leitura ainda é para poucos, deveria estar sendo abraçada com carinho e protegida. Penso que existam outros meios de mantê-la em circulação. Talvez tornando-a semestral, ou até mesmo anual. Diminuir a tiragem, aumentar o preço de capa. Solicitar uma maior colaboração. Ora, o fim da revista seria uma perda lastimável. Foi através de você e da revista que pela primeira vez consegui publicar meus escritos e atingir lugares e pessoas que nem sonhava. Se você perde colaboradores antigos, ganha novos. Estou profundamente abalado. Friso novamente, a revista Literatura está fazendo a história da Literatura brasileira. Se depender de mim, aumente a minha cota, por favor, por aqui eu me viro. Cláudio Eugenio Luz (Santo André, SP)
Companheiro Nilto, foi com lágrimas nos olhos que concluí a leitura da sua decisão. Agora bato no peito e digo: a revista vai continuar. Vamos nos reunir, quem você quiser, e vamos discutir alternativas. Eu tenho idéias. Batista de Lima (Fortaleza, CE)
Prezado Nilto, lamentavelmente não poderei adquirir os números, não por negligência ou falta de interesse. Há pouco mais de um mês sofri um pequeno acidente aí em Fortaleza, o que me deixou desfalcado em quase todos os sentidos (principalmente física e financeiramente). Que pena a revista chegar ao fim. Infelizmente me sinto culpado (ainda que involuntariamente) pelo insucesso da revista. Abraço, Társio Pinheiro
24 outubro 2006
Cinco atividades para o resto de outubro
1) Concursos: Promoção Universia halloween de contos. Inscrições até dia 31. Aqui. e 1º Concurso Literário Guemanisse de Crônicas e Trovas. Inscrições até dia 30. Aqui.
2) Próxima quinta: 4° Festival Literário e Poético do colégio Stella dos Cherubins, em Planaltina. A partir de 19h30.
3) A Revista Ártemis recebe até o dia 31 artigos, ensaios, resenhas e relatos de pesquisa sobre estudos de gênero, sexualidades, teoria feminista e multiculturalismo. Normas e outras informações aqui.
4) Dia 31 também tem lançamento do livro Guerra no coração do cerrado, de Maria José Silveira. Na Fnac (Park Shopping), a partir das 19h30.
5) Acabo de receber o livro Minimalistas, com os contos e haicais vencedores do 1° Concurso Guemanisse de Minicontos e Haicais. Nele, o meu "Francisco", que recebeu menção honrosa.
Cinco promessas para novembro
1) Cronicamente Viável, com Nirlando Beirão e Wellington Pereira, no auditório do CCBB. Dia 3, às 19h30. Entrada franca.
2) A partir do dia 9: VIII Festival Internacional de Cinema de Brasília, o FIC Brasília, com exibições na Academia de Tênis.
3) Dias 16 e 17, tem a Jornada de Gênero, organizada pela profa. Paloma Vidal, na UnB. Logo logo dou outras informações.
4) 1ª Mostra Internacional de Literatura - Poesia & Prosa "Diadema - Território Livre da Palavra", de 17 a 30, em Diadema-SP, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e pelo Grupo Palavreiros. Outras informações aqui.
5) Dia 21 começa o 39° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com mostras competitivas em 35mm e 16mm, além de encontros, cursos, debates, seminários, homenagens, mostras paralelas de filmes nas cidades satélites.
1) Concursos: Promoção Universia halloween de contos. Inscrições até dia 31. Aqui. e 1º Concurso Literário Guemanisse de Crônicas e Trovas. Inscrições até dia 30. Aqui.
2) Próxima quinta: 4° Festival Literário e Poético do colégio Stella dos Cherubins, em Planaltina. A partir de 19h30.
3) A Revista Ártemis recebe até o dia 31 artigos, ensaios, resenhas e relatos de pesquisa sobre estudos de gênero, sexualidades, teoria feminista e multiculturalismo. Normas e outras informações aqui.
4) Dia 31 também tem lançamento do livro Guerra no coração do cerrado, de Maria José Silveira. Na Fnac (Park Shopping), a partir das 19h30.
5) Acabo de receber o livro Minimalistas, com os contos e haicais vencedores do 1° Concurso Guemanisse de Minicontos e Haicais. Nele, o meu "Francisco", que recebeu menção honrosa.
Cinco promessas para novembro
1) Cronicamente Viável, com Nirlando Beirão e Wellington Pereira, no auditório do CCBB. Dia 3, às 19h30. Entrada franca.
2) A partir do dia 9: VIII Festival Internacional de Cinema de Brasília, o FIC Brasília, com exibições na Academia de Tênis.
3) Dias 16 e 17, tem a Jornada de Gênero, organizada pela profa. Paloma Vidal, na UnB. Logo logo dou outras informações.
4) 1ª Mostra Internacional de Literatura - Poesia & Prosa "Diadema - Território Livre da Palavra", de 17 a 30, em Diadema-SP, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e pelo Grupo Palavreiros. Outras informações aqui.
5) Dia 21 começa o 39° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com mostras competitivas em 35mm e 16mm, além de encontros, cursos, debates, seminários, homenagens, mostras paralelas de filmes nas cidades satélites.
18 outubro 2006
São Paulo badalada
Começa amanhã o mega evento Baladas Literárias, em São Paulo. Idealizado por Marcelino Freire, tem como objetivo reunir escritores, músicos, atores, dramaturgos em lançamentos, debates e, principalmente, cervejas, na Vila Madalena e na Praça Roosvelt. A balada começa com o lançamento do livro Sonho interrompido por guilhotina (ed. Casa da Palavra), de Joca Reiners Terron, na Mercearia São Pedro, a partir das 20h. No dia 20, destaque para a mesa n° 3, em que Xico Sá recebe Nelson de Oliveira, Santiago Nazarian e Sérgio Sant’Anna (às 17h, na Livraria da Vila). Em seguida tem o lançamento da antologia Quartas histórias: contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa (ed. Garamond), organizada por Rinaldo de Fernandes. Nela, alguns nomes da nova geração, como André Sant'Anna, José Rezende Jr. e Marcelino Freire, e da geração anterior, como o grande escritor cearense Nilto Maciel (às 20h, na Mercearia São Pedro). Dia 21, Ivana Arruda Leite recebe Flávio Moreira da Costa, Luiz Roberto Guedes e Rinaldo de Fernandes (às 10, na Livraria da Vila). O poeta mato-grossense-brasiliense Nicolas Behr participará da mesa seguinte, às 14h30, no mesmo local. As Baladas seguem até o dia 31. Para saber das outras atrações, clique aqui.
Depois do fantasma, a guerra
Maria José Silveira lança em Brasília, em 31/10, o livro Guerra no coração do cerrado (ed. Record). Dela, estou lendo neste momento O fantasma de Luis Buñuel (ed. Francis), que conta a história de um grupo de amigos que conviveram na Brasília dos anos 1960, sob a Ditadura Militar. Um bom romance (ainda não terminei) e um belo registro histórico. O lançamento acontece a partir das 19h30, na Fnac do Park Shopping.
Vaga Lume
Acabo de conhecer, por aqui, a Associação Vaga Lume, ong que tem como missão promover o desenvolvimento cultural e educacional de comunidades rurais e contribuir com a troca de conhecimento entre a população da Amazônia e outras regiões do país. Entre as atividades, há algumas que têm como foco o incentivo à leitura. Vale conhecer o projeto Expedição Vaga Lume e passear pelo site.
Começa amanhã o mega evento Baladas Literárias, em São Paulo. Idealizado por Marcelino Freire, tem como objetivo reunir escritores, músicos, atores, dramaturgos em lançamentos, debates e, principalmente, cervejas, na Vila Madalena e na Praça Roosvelt. A balada começa com o lançamento do livro Sonho interrompido por guilhotina (ed. Casa da Palavra), de Joca Reiners Terron, na Mercearia São Pedro, a partir das 20h. No dia 20, destaque para a mesa n° 3, em que Xico Sá recebe Nelson de Oliveira, Santiago Nazarian e Sérgio Sant’Anna (às 17h, na Livraria da Vila). Em seguida tem o lançamento da antologia Quartas histórias: contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa (ed. Garamond), organizada por Rinaldo de Fernandes. Nela, alguns nomes da nova geração, como André Sant'Anna, José Rezende Jr. e Marcelino Freire, e da geração anterior, como o grande escritor cearense Nilto Maciel (às 20h, na Mercearia São Pedro). Dia 21, Ivana Arruda Leite recebe Flávio Moreira da Costa, Luiz Roberto Guedes e Rinaldo de Fernandes (às 10, na Livraria da Vila). O poeta mato-grossense-brasiliense Nicolas Behr participará da mesa seguinte, às 14h30, no mesmo local. As Baladas seguem até o dia 31. Para saber das outras atrações, clique aqui. Depois do fantasma, a guerra
Maria José Silveira lança em Brasília, em 31/10, o livro Guerra no coração do cerrado (ed. Record). Dela, estou lendo neste momento O fantasma de Luis Buñuel (ed. Francis), que conta a história de um grupo de amigos que conviveram na Brasília dos anos 1960, sob a Ditadura Militar. Um bom romance (ainda não terminei) e um belo registro histórico. O lançamento acontece a partir das 19h30, na Fnac do Park Shopping.
Vaga Lume
Acabo de conhecer, por aqui, a Associação Vaga Lume, ong que tem como missão promover o desenvolvimento cultural e educacional de comunidades rurais e contribuir com a troca de conhecimento entre a população da Amazônia e outras regiões do país. Entre as atividades, há algumas que têm como foco o incentivo à leitura. Vale conhecer o projeto Expedição Vaga Lume e passear pelo site.
16 outubro 2006
Dicas para a semana
Próxima quarta tem bate-papo com Moacyr Scliar no quinto encontro do programa Vertentes Literárias, às 19h, no auditório do Centro Cultural do Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul).
Na quinta, haverá o lançamento da revista Cerrados, da UnB. O tema desse número é "Literatura e práticas sociais" e tem um artigo meu, em parceria com a poeta Laeticia Eble (veja alguns poemas dela aqui). No lançamento, haverá mesa de debates com a profa. Dra. Sara Almarza e prof. Dr. João Vianney Nuto, coordenada pela profa. Sylvia H. Cyntrão. Às 16h, no auditório Dois Candangos, na UnB.
Dicas para novembro
Em novembro, Brasília ferve com dois festivais bacanas de cinema. A partir do dia 9, teremos o VIII Festival Internacional de Cinema de Brasília, o FIC Brasília, com exibições na Academia de Tênis. A novidade é o grande espaço reservado ao cinema brasileiro. E por falar em filmes nacionais, no dia 21, é a vez do 39° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com mostras competitivas em 35mm e 16mm, além de encontros, cursos, debates, seminários, homenagens, mostras paralelas de filmes nas cidades satélites. Imperdíveis.
Próxima quarta tem bate-papo com Moacyr Scliar no quinto encontro do programa Vertentes Literárias, às 19h, no auditório do Centro Cultural do Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul).
Na quinta, haverá o lançamento da revista Cerrados, da UnB. O tema desse número é "Literatura e práticas sociais" e tem um artigo meu, em parceria com a poeta Laeticia Eble (veja alguns poemas dela aqui). No lançamento, haverá mesa de debates com a profa. Dra. Sara Almarza e prof. Dr. João Vianney Nuto, coordenada pela profa. Sylvia H. Cyntrão. Às 16h, no auditório Dois Candangos, na UnB.
Dicas para novembro
Em novembro, Brasília ferve com dois festivais bacanas de cinema. A partir do dia 9, teremos o VIII Festival Internacional de Cinema de Brasília, o FIC Brasília, com exibições na Academia de Tênis. A novidade é o grande espaço reservado ao cinema brasileiro. E por falar em filmes nacionais, no dia 21, é a vez do 39° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com mostras competitivas em 35mm e 16mm, além de encontros, cursos, debates, seminários, homenagens, mostras paralelas de filmes nas cidades satélites. Imperdíveis.
11 outubro 2006
Cenas poéticas
De 17 a 19 deste mês, acontece o Cenas poéticas, como parte da programação da IV Semana de Extensão, na UnB. São apresentações, debates, espetáculos, que misturam literatura e outras artes. Veja a programação completa abaixo e clique aqui para outras informações.
17/10
19h30 - Abertura
Apresentação do Grupo Madrigal de Brasília
Auditório Dois Candangos
21h - Espetáculo poético-teatral
Chacal e Ricardo Corona
Teatro Helena Barcelos ( Artes Cênicas)
18/10
9h - Mesa Temática: Literatura e estudos interartes
JORGE DE LIMA, ENTRE ORFEU E MIRA-CELI, profa. Dra. Gênese Andrade (USP)
A POESIA DE MARIO DE ANDRADE: O MUNDO HABITÁVEL, profa. Dra. Adna Cândido de Paula (UnB)
RESPIRADOUROS NA CIDADE: LITERATURA E ARTE NO CHILE DITATORIAL, profa. Dra. Paloma Vidal (UnB)
Auditório Dois Candangos
11h30 - "Cora Coralina: o chamado das pedras", direção de Waldir de Pina
"A vida não vive", direção de Amarildo Pessoa e Kátia Jacarandá
Auditório Dois Candangos
14h - Leitura Dramática: FAZENDO CENA COM CARPINEJAR, direção de Julliany Mucury
Auditório Dois Candangos
16h - Oficina Poesia não é elogio: desaforando a Vida, por Fabrício Carpinejar
17h30 "Clandestina Felicidade”, direção de Beto Normal e Marcelo Gomes
"Por causa do Papai Noel", direção e roteiro de Mara Salla
19h30 - Leitura e Debate: Elizabeth Hazin, Ana Agra e Dora Duarte
Auditório Dois Candangos
21h - Espetáculo poético musical
"Miolo de Pote da Cacimba de Beber do Povo Lindo Misturado"
Teatro Helena Barcelos (Artes Cênicas)
19/10
9h30 - Mesa temática:A poesia e o teatro de Hilda Hilst
A ESCATOLOGIA DO PORVIR - METAFÍSICA E HISTÓRIA NO TEATRO LÍRICO DE HILDA HILST, prof. Dr. Gilberto Martins (UNESP – ASSIS)
TRADUZIR HILDA HILST, prof. Dr. Álvaro Faleiros (UnB)
Auditório Dois Candangos
11h30 - "Clandestina Felicidade", direção de Beto Normal e Marcelo Gomes
"Por causa do Papai Noel", direção e roteiro: Mara Salla
14h30 - Mesa temática: Diálogos teatrais, com Marcos Antunes
Conexões em cena: a luta pela terra em dois momentos do teatro brasileiro, com Rafael Villa Boas (Doutorando – UnB)
16h - Lançamento da Revista Cerrados nº 21
Tema: Literatura e Práticas Sociais
Mesa de Debates: profa. Dra. Sara Almarza e prof. Dr. João Vianney Nuto, com coordenação de Sylvia H. Cyntrão
Auditório Dois Candangos
17h30 - "Cora Coralina: o chamado das pedras", direção de Waldir de Pina
"A vida não vive", direção: Amarildo Pessoa e Kátia Jacarandá
Auditório Dois Candangos
19h30 - A poesia de ALICE RUIZ
21h - Encerramento
Apresentação do espetáculo Elas.com, direção de André Luís Gomes
Teatro Helena Barcelos (Artes Cênicas)
De 17 a 19 deste mês, acontece o Cenas poéticas, como parte da programação da IV Semana de Extensão, na UnB. São apresentações, debates, espetáculos, que misturam literatura e outras artes. Veja a programação completa abaixo e clique aqui para outras informações.
17/10
19h30 - Abertura
Apresentação do Grupo Madrigal de Brasília
Auditório Dois Candangos
21h - Espetáculo poético-teatral
Chacal e Ricardo Corona
Teatro Helena Barcelos ( Artes Cênicas)
18/10
9h - Mesa Temática: Literatura e estudos interartes
JORGE DE LIMA, ENTRE ORFEU E MIRA-CELI, profa. Dra. Gênese Andrade (USP)
A POESIA DE MARIO DE ANDRADE: O MUNDO HABITÁVEL, profa. Dra. Adna Cândido de Paula (UnB)
RESPIRADOUROS NA CIDADE: LITERATURA E ARTE NO CHILE DITATORIAL, profa. Dra. Paloma Vidal (UnB)
Auditório Dois Candangos
11h30 - "Cora Coralina: o chamado das pedras", direção de Waldir de Pina
"A vida não vive", direção de Amarildo Pessoa e Kátia Jacarandá
Auditório Dois Candangos
14h - Leitura Dramática: FAZENDO CENA COM CARPINEJAR, direção de Julliany Mucury
Auditório Dois Candangos
16h - Oficina Poesia não é elogio: desaforando a Vida, por Fabrício Carpinejar
17h30 "Clandestina Felicidade”, direção de Beto Normal e Marcelo Gomes
"Por causa do Papai Noel", direção e roteiro de Mara Salla
19h30 - Leitura e Debate: Elizabeth Hazin, Ana Agra e Dora Duarte
Auditório Dois Candangos
21h - Espetáculo poético musical
"Miolo de Pote da Cacimba de Beber do Povo Lindo Misturado"
Teatro Helena Barcelos (Artes Cênicas)
19/10
9h30 - Mesa temática:A poesia e o teatro de Hilda Hilst
A ESCATOLOGIA DO PORVIR - METAFÍSICA E HISTÓRIA NO TEATRO LÍRICO DE HILDA HILST, prof. Dr. Gilberto Martins (UNESP – ASSIS)
TRADUZIR HILDA HILST, prof. Dr. Álvaro Faleiros (UnB)
Auditório Dois Candangos
11h30 - "Clandestina Felicidade", direção de Beto Normal e Marcelo Gomes
"Por causa do Papai Noel", direção e roteiro: Mara Salla
14h30 - Mesa temática: Diálogos teatrais, com Marcos Antunes
Conexões em cena: a luta pela terra em dois momentos do teatro brasileiro, com Rafael Villa Boas (Doutorando – UnB)
16h - Lançamento da Revista Cerrados nº 21
Tema: Literatura e Práticas Sociais
Mesa de Debates: profa. Dra. Sara Almarza e prof. Dr. João Vianney Nuto, com coordenação de Sylvia H. Cyntrão
Auditório Dois Candangos
17h30 - "Cora Coralina: o chamado das pedras", direção de Waldir de Pina
"A vida não vive", direção: Amarildo Pessoa e Kátia Jacarandá
Auditório Dois Candangos
19h30 - A poesia de ALICE RUIZ
21h - Encerramento
Apresentação do espetáculo Elas.com, direção de André Luís Gomes
Teatro Helena Barcelos (Artes Cênicas)
10 outubro 2006
Recomendo
A leitura de A rosa gótica (ed. Thesaurus), de Nilto Maciel. No romance, vencedor do Prêmio Cruz e Souza, Victor Hugo narra a história (real ou fictícia?) de um romance medieval (real ou fictício?) escrito ou traduzido por um primo (real ou fictício?). Conciso e cheio de divagações, o livro traz, de modo transversal, um olhar sobre a velhice. Vale a leitura.
O download e leitura do livro Dentes guardados, do Daniel Galera. Com contos novos de um autor jovem, com seus narradores recém saídos da adolescência. Boas histórias, com olhar novo ou requentado sobre o amor, as relações, a interação com a vida. Baixe aqui.
A reserva de alguns minutos para ouvir o novo disco do Cordel do Fogo Encantado. O show, como disse, é visceral. O novo cd, Transfiguração, é o menos percusivo, o mais melodioso. As letras são deslumbrantes. Informações e download de algumas músicas, aqui.
Divulgo
O novo livro de Luiz Ruffato: Vista parcial da noite (ed. Record). Não li ainda, mas o release diz que "dá continuidade às histórias da série Inferno Provisório, cujos dois primeiros volumes conquistaram o Prêmio APCA de melhor romance de 2005". Esses volumes são Mamma, son tanto felice e O mundo inimigo (da mesma editora). "Por meio das existências mesquinhas e miseráveis de seus personagens, ele constrói um quadro pungente da realidade brasileira. O cenário das narrativas que compõem o romance é a mesma cidade de Cataguases feita de palavras, tendo o Beco do Zé Pinto como eixo aglutinador de fatos e de personagens". E mais: no livro, "intensifica-se o processo de degradação dos personagens; o Inferno Provisório parece tornar-se mais explícito para seus ocupantes". Vista parcial da noite deve chegar às livrarias em 17 de outubro.
Conclamo
Paulistanos ou aqueles que estejam de visita à maior cidade brasileira para participarem do Balada Literária. De 19 a 22 de outubro, escritores, músicos, fotógrafos, atores etc. se reunirão na Vila Madalena e na Praça Roosvelt para conversas, lançamentos, performances, exposições, shows e cervejas. Outras informações aqui.
A leitura de A rosa gótica (ed. Thesaurus), de Nilto Maciel. No romance, vencedor do Prêmio Cruz e Souza, Victor Hugo narra a história (real ou fictícia?) de um romance medieval (real ou fictício?) escrito ou traduzido por um primo (real ou fictício?). Conciso e cheio de divagações, o livro traz, de modo transversal, um olhar sobre a velhice. Vale a leitura.
O download e leitura do livro Dentes guardados, do Daniel Galera. Com contos novos de um autor jovem, com seus narradores recém saídos da adolescência. Boas histórias, com olhar novo ou requentado sobre o amor, as relações, a interação com a vida. Baixe aqui.
A reserva de alguns minutos para ouvir o novo disco do Cordel do Fogo Encantado. O show, como disse, é visceral. O novo cd, Transfiguração, é o menos percusivo, o mais melodioso. As letras são deslumbrantes. Informações e download de algumas músicas, aqui.
Divulgo
O novo livro de Luiz Ruffato: Vista parcial da noite (ed. Record). Não li ainda, mas o release diz que "dá continuidade às histórias da série Inferno Provisório, cujos dois primeiros volumes conquistaram o Prêmio APCA de melhor romance de 2005". Esses volumes são Mamma, son tanto felice e O mundo inimigo (da mesma editora). "Por meio das existências mesquinhas e miseráveis de seus personagens, ele constrói um quadro pungente da realidade brasileira. O cenário das narrativas que compõem o romance é a mesma cidade de Cataguases feita de palavras, tendo o Beco do Zé Pinto como eixo aglutinador de fatos e de personagens". E mais: no livro, "intensifica-se o processo de degradação dos personagens; o Inferno Provisório parece tornar-se mais explícito para seus ocupantes". Vista parcial da noite deve chegar às livrarias em 17 de outubro.
Conclamo
Paulistanos ou aqueles que estejam de visita à maior cidade brasileira para participarem do Balada Literária. De 19 a 22 de outubro, escritores, músicos, fotógrafos, atores etc. se reunirão na Vila Madalena e na Praça Roosvelt para conversas, lançamentos, performances, exposições, shows e cervejas. Outras informações aqui.
09 outubro 2006
Igualdade de gênero
Estão abertas até o dia 31 de outubro as inscrições para o 2° Prêmio Construindo Igualdade de Gênero, promovido pelo CNPq. O objetivo é estimular estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação a refletirem sobre o porquê da existência de relações desiguais entre mulheres e homens. São duas categorias: artigos científicos e redações. A primeira, abrangerá trabalhos de alunos de graduação e pós-graduação de qualquer instituição de ensino superior reconhecida. A segunda, textos de estudantes do ensino médio de todo o país. Os prêmios para estudantes do ensino médio são computadores ou computadores com impressoara, de acordo com a subcategoria; para os de graduação e pós-graduação os prêmios são em dinheiro e variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Clique aqui para outras informações.
Som-on-line
O poeta Marcelo Sahea está musicando/sonorizando alguns de seus poemas concretos. Vida mais concreta aos versos quebrados, fragmentados, rompidos. Escute aqui. E leia um deles abaixo.
Encontro Gelco
Começou hoje o III Encontro Nacional do Gelco (Grupo de Estudos de Linguagem do Centro-Oeste). O grupo, criado em outubro de 2000, reúne profissionais das áreas de lingüística, línguas e literaturas na região centro-oeste do Brasil. O encontro vai até quarta, dia 11, e tem como tema "Línguas, Literaturas e Culturas". Para acessar a programação e outras informações, clique aqui.
Estão abertas até o dia 31 de outubro as inscrições para o 2° Prêmio Construindo Igualdade de Gênero, promovido pelo CNPq. O objetivo é estimular estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação a refletirem sobre o porquê da existência de relações desiguais entre mulheres e homens. São duas categorias: artigos científicos e redações. A primeira, abrangerá trabalhos de alunos de graduação e pós-graduação de qualquer instituição de ensino superior reconhecida. A segunda, textos de estudantes do ensino médio de todo o país. Os prêmios para estudantes do ensino médio são computadores ou computadores com impressoara, de acordo com a subcategoria; para os de graduação e pós-graduação os prêmios são em dinheiro e variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Clique aqui para outras informações.
Som-on-line
O poeta Marcelo Sahea está musicando/sonorizando alguns de seus poemas concretos. Vida mais concreta aos versos quebrados, fragmentados, rompidos. Escute aqui. E leia um deles abaixo.
as cores ficaram azuis
as coisas ficaram luz
as casas viraram iglus
os becos viraram cus
os corpos ficaram nus
os corvos e os urubus
obstáculos e íncubos
os súcubos e a cruz
as putas e o sus
os últimos ônibus
os ois e os adeus
os teus e os meus
exus e deus
Encontro Gelco
Começou hoje o III Encontro Nacional do Gelco (Grupo de Estudos de Linguagem do Centro-Oeste). O grupo, criado em outubro de 2000, reúne profissionais das áreas de lingüística, línguas e literaturas na região centro-oeste do Brasil. O encontro vai até quarta, dia 11, e tem como tema "Línguas, Literaturas e Culturas". Para acessar a programação e outras informações, clique aqui.
06 outubro 2006
Na UnB
Hannah Arendt - De 9 a 14 de outubro, o Departamento de Filosofia e o Instituto de Ciência Política da UnB promovem o simpósio A vida como amor mundi: Hannah Arendt entre a filosofia e a política. Clique aqui para outras informações e veja abaixo a programação de segunda-feira.
9h - minicurso 1 (Sala de mestrado do FIL – ICC Norte) "Hannah Arendt e Karl Jaspers", com Ana Miriam Wuensch (UnB) e Gerson Brea (UnB);
9h - minicurso 2 (Auditório do IH – ICC Norte) "Hannah Arendt e Nietzsche", com Rogério Basali;
14h30 - mesa-redonda 1 (Salão de Atos da Reitoria) "Hannah Arendt e a justiça", com Christina Ribas (UFPG) e "A política no pensamento de Hannah Arendt", com Maria Francisca Coelho (UnB);
17h - solenidade e conferência (Salão de Atos da Reitoria) A idéia de liberdade como práxis política na “Teoria da ação Comunicativa” de Hannah Arendt, com Carlos Kohn (Universidade Central de Venezuela) .
Extensão - Termina segunda o prazo para se inscrever pela internet na VI Semana de Extensão promovida pelo Decanato de Extensão da UnB. Depois dessa data, só nos balcões do Minhocão (até o dia 20). O evento, que começa dia 17, tem como tema "Criatividade e produção do conhecimento" e é aberto ao público. Outras informações aqui.
No Caixa Cultural
O cantor e compositor paraibano Chico César se apresenta no teatro do Caixa Cultural, nos dias 7 e 8. É o show De uns tempos pra cá, uma parceria com o grupo de cordas Quinteto da Paraíba, lançado no ano passado. Sábado, às 21h, e domingo, às 20h. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10.
No CCBB
O programa Vertentes Literárias traz Moacyr Sclyar no dia 18 de outubro, às 19h. A entrada é franca.
Nas árvores
O Barão... e eu, quase. Puta que pariu, você tem que ouvir a música "Sobre as folhas", do Cordel do Fogo Encantado. Dá pra fazer download aqui.
Hannah Arendt - De 9 a 14 de outubro, o Departamento de Filosofia e o Instituto de Ciência Política da UnB promovem o simpósio A vida como amor mundi: Hannah Arendt entre a filosofia e a política. Clique aqui para outras informações e veja abaixo a programação de segunda-feira.
9h - minicurso 1 (Sala de mestrado do FIL – ICC Norte) "Hannah Arendt e Karl Jaspers", com Ana Miriam Wuensch (UnB) e Gerson Brea (UnB);
9h - minicurso 2 (Auditório do IH – ICC Norte) "Hannah Arendt e Nietzsche", com Rogério Basali;
14h30 - mesa-redonda 1 (Salão de Atos da Reitoria) "Hannah Arendt e a justiça", com Christina Ribas (UFPG) e "A política no pensamento de Hannah Arendt", com Maria Francisca Coelho (UnB);
17h - solenidade e conferência (Salão de Atos da Reitoria) A idéia de liberdade como práxis política na “Teoria da ação Comunicativa” de Hannah Arendt, com Carlos Kohn (Universidade Central de Venezuela) .
Extensão - Termina segunda o prazo para se inscrever pela internet na VI Semana de Extensão promovida pelo Decanato de Extensão da UnB. Depois dessa data, só nos balcões do Minhocão (até o dia 20). O evento, que começa dia 17, tem como tema "Criatividade e produção do conhecimento" e é aberto ao público. Outras informações aqui.
No Caixa Cultural
O cantor e compositor paraibano Chico César se apresenta no teatro do Caixa Cultural, nos dias 7 e 8. É o show De uns tempos pra cá, uma parceria com o grupo de cordas Quinteto da Paraíba, lançado no ano passado. Sábado, às 21h, e domingo, às 20h. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10.
No CCBB
O programa Vertentes Literárias traz Moacyr Sclyar no dia 18 de outubro, às 19h. A entrada é franca.
Nas árvores
O Barão... e eu, quase. Puta que pariu, você tem que ouvir a música "Sobre as folhas", do Cordel do Fogo Encantado. Dá pra fazer download aqui.
03 outubro 2006
Escritores do mal
Hoje, apenas uma dica imperdível: o site/blog Mal de Montano, cheio de textos, escritores, palavras, pessoas, entrevistas, fotos, um monte de coisa. Tudo setorizado, como Brasília: contos, poemas, resenhas, mal do dia, debates, montano por um dia etc. etc. etc. Só passeando por lá. Por aqui.
Hoje, apenas uma dica imperdível: o site/blog Mal de Montano, cheio de textos, escritores, palavras, pessoas, entrevistas, fotos, um monte de coisa. Tudo setorizado, como Brasília: contos, poemas, resenhas, mal do dia, debates, montano por um dia etc. etc. etc. Só passeando por lá. Por aqui.
28 setembro 2006
Universidade e preconceito - último dia
Amanhã, é o último dia do seminário Universidade e Preconceito. Diversos temas relativos a preconceito racial, contra gênero, deficiências etc. têm sido debatidos calorosamente. Às 12h, mediarei a mesa redonda "Preconceito, arte e educação", formada pelas professoras Regina Dalcastagnè (Literatura), Rita Segato (Antropologia) e Maria Luiza Angelim (Educação). Abaixo, a programação do dia.
Dia 29 de setembro de 2006
12h Mesa redonda sobre “Preconceito, Arte e Educação”
Profª Dr. Regina Dalcastagnè (TEL – UnB)
Profª Drª Rita Laura Segato (DAN - UnB)
Profª Drª Maria Luiza Pereira Angelim (FE - UnB)
Mediadora: Liana Aragão (mestranda TEL - UnB)
17h “Raça: conceito biológico, construção psicológica”
Prof. Drª Silviene Fabiana de Oliveira (GEM/IB - UnB)
Profª Maria da Consolação André (doutoranda PSI - UnB)
Mediadora: Profª Drª Nilda Maria Diniz (GEM/IB- UnB)
18h Apresentação do filme: A negação do Brasil, de Joel Zito de Araújo (duração 90 minutos), seguida de debate com Carlos Henrique Siqueira (doutorando CEPPAC - UnB).
Mediadores: PET - Ciência Política.
O documentário é uma viagem na história da telenovela no Brasil e uma análise do papel nelas atribuído aos atores negros, que representam personagens estereotipados e negativos. Baseado em suas memórias e em pesquisas, o diretor aponta as influências das telenovelas nos processos de identidade étnica dos afro-brasileiros e faz um manifesto pela incorporação positiva do negro nas imagens televisivas do país.
Sexta tem teatro e show
Para encerrar o seminário Universidade e Preconceito, o grupo Entrecenas apresenta o espetáculo Elas.com, sobre o qual já falei várias vezes aqui. É uma ótima montagem, feita a partir de textos de escritoras brasileiras, como Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector e Ivana Arruda Leite. É imperdível. E mais: é possível que essa seja uma das últimas apresentações, pois o grupo já está preparando novos espetáculos. Dia 29, às 20h, no anfiteatro 9 (ICC Sul - UnB).
E reforço a dica do show do Cordel do Fogo Encantado, com lançamento do terceiro cd do grupo de Arcoverde. O show é uma coisa, uma mistura: música, teatro, poesia, circo. Em uma palavra: visceral. O show acontece no Arena (Setor de Clubes Sul), às 22h. Os ingressos estão sendo vendidos nas pizzarias Dom Bosco. Dá tempo de ir ver Elas.com e ir pro show do Cordel. Overdose de coisa boa.
Amanhã, é o último dia do seminário Universidade e Preconceito. Diversos temas relativos a preconceito racial, contra gênero, deficiências etc. têm sido debatidos calorosamente. Às 12h, mediarei a mesa redonda "Preconceito, arte e educação", formada pelas professoras Regina Dalcastagnè (Literatura), Rita Segato (Antropologia) e Maria Luiza Angelim (Educação). Abaixo, a programação do dia.
Dia 29 de setembro de 2006
12h Mesa redonda sobre “Preconceito, Arte e Educação”
Profª Dr. Regina Dalcastagnè (TEL – UnB)
Profª Drª Rita Laura Segato (DAN - UnB)
Profª Drª Maria Luiza Pereira Angelim (FE - UnB)
Mediadora: Liana Aragão (mestranda TEL - UnB)
17h “Raça: conceito biológico, construção psicológica”
Prof. Drª Silviene Fabiana de Oliveira (GEM/IB - UnB)
Profª Maria da Consolação André (doutoranda PSI - UnB)
Mediadora: Profª Drª Nilda Maria Diniz (GEM/IB- UnB)
18h Apresentação do filme: A negação do Brasil, de Joel Zito de Araújo (duração 90 minutos), seguida de debate com Carlos Henrique Siqueira (doutorando CEPPAC - UnB).
Mediadores: PET - Ciência Política.
O documentário é uma viagem na história da telenovela no Brasil e uma análise do papel nelas atribuído aos atores negros, que representam personagens estereotipados e negativos. Baseado em suas memórias e em pesquisas, o diretor aponta as influências das telenovelas nos processos de identidade étnica dos afro-brasileiros e faz um manifesto pela incorporação positiva do negro nas imagens televisivas do país.
Sexta tem teatro e show
Para encerrar o seminário Universidade e Preconceito, o grupo Entrecenas apresenta o espetáculo Elas.com, sobre o qual já falei várias vezes aqui. É uma ótima montagem, feita a partir de textos de escritoras brasileiras, como Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector e Ivana Arruda Leite. É imperdível. E mais: é possível que essa seja uma das últimas apresentações, pois o grupo já está preparando novos espetáculos. Dia 29, às 20h, no anfiteatro 9 (ICC Sul - UnB).
E reforço a dica do show do Cordel do Fogo Encantado, com lançamento do terceiro cd do grupo de Arcoverde. O show é uma coisa, uma mistura: música, teatro, poesia, circo. Em uma palavra: visceral. O show acontece no Arena (Setor de Clubes Sul), às 22h. Os ingressos estão sendo vendidos nas pizzarias Dom Bosco. Dá tempo de ir ver Elas.com e ir pro show do Cordel. Overdose de coisa boa.
26 setembro 2006
Concursos literários
Há, no momento, vários concursos literários com inscrições abertas. Veja ao lado o link que nos leva à lista mais completa da internet. Abaixo, destaco dois.
Prêmio SESC de Literatura 2006
Quem promove: SESC Nacional
Categorias: "Romance" e "Livro de contos"
Tema: livre
Término do prazo de inscrição: 31 de outubro
Valor da inscrição: gratuita
Prêmios: publicação pela editora Record e 10% no valor de capa de cada exemplar comercializado
Site para inscrição e outras informações: www.sesc.com.br
1º Concurso Literário Guemanisse de Crônicas e Trovas / 2006
Quem promove: Editora Guemanisse
Categorias: "Crônicas" e "Trovas"
Tema: livre
Término do prazo de inscrição: 30 de outubro
Valor da inscrição: R$ 20
Prêmios: R$ 1.200 (primeiro lugar); R$ 800 (segundo); R$ 400 (terceiro); e publicação em livro, inclusive para os agraciados com menção honrosa.
Site para inscrição e outras informações: www.guemanisse.com.br
Há, no momento, vários concursos literários com inscrições abertas. Veja ao lado o link que nos leva à lista mais completa da internet. Abaixo, destaco dois.
Prêmio SESC de Literatura 2006
Quem promove: SESC Nacional
Categorias: "Romance" e "Livro de contos"
Tema: livre
Término do prazo de inscrição: 31 de outubro
Valor da inscrição: gratuita
Prêmios: publicação pela editora Record e 10% no valor de capa de cada exemplar comercializado
Site para inscrição e outras informações: www.sesc.com.br
1º Concurso Literário Guemanisse de Crônicas e Trovas / 2006
Quem promove: Editora Guemanisse
Categorias: "Crônicas" e "Trovas"
Tema: livre
Término do prazo de inscrição: 30 de outubro
Valor da inscrição: R$ 20
Prêmios: R$ 1.200 (primeiro lugar); R$ 800 (segundo); R$ 400 (terceiro); e publicação em livro, inclusive para os agraciados com menção honrosa.
Site para inscrição e outras informações: www.guemanisse.com.br
25 setembro 2006
Show de poesia
Próxima sexta tem show do Cordel do Fogo Encantado em Brasília. A banda pernambucana de Arcoverde apresentará o espetáculo "Transfiguração" e lançará o novo cd. Para quem conhece, não há porque fazer propaganda. Para quem não conhece, digo: o Cordel faz coisas que você nunca viu. Uma mistura deliciosa de instrumentos percusivos, sons crus, e uma poesia densa, rasgada, doída, sem igual. Algumas músicas podem ser ouvidas aqui. O show é sexta-feira, dia 29, a partir das 22h, no Arena (Setor de Clubes Sul). Os ingressos estão sendo vendidos nas pizzarias Dom Bosco e custam R$ 30.
Universidade e preconceito
Começou hoje o seminário Universidade e preconceito, na UnB. Hoje, foi debatido o tema "desigualdades", em mesa redonda, às 12h, e foi lançada a pesquisa Retrato das desigualdades 2, do IPEA/UNIFEM. Logo mais tem debate. Veja a programação de hoje e amanhã abaixo e acesse o site do evento aqui.
Hoje
17h “Vozes contra o preconceito”, debate com representantes de grupos de afirmação identitária da UnB(ANFITEATRO 5)KLAUS: Douglas Gomes (graduando Serviço Social - UnB)Ciranda: Carla Bezerra (graduanda Direito - UnB)EnegreSer: Murilo Mangabeira Chaves (graduando Ciências Sociais - UnB)Mediadora: Elisângela Karlinski (graduanda Sociologia, Coordenadoria de Movimentos Sociais e Formação Política do DCE - UnB)
18h “O preconceito lingüístico”Prof. Dr. Marcos Bagno (LIV – UnB) Mediadora: Susana Moreira de Lima (doutoranda TEL - UnB)
Amanhã
12h Mesa redonda sobre “Mulheres”Sra. Teresa Nascimento (Secretária Adjunta da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres)Prof. Dr. Luis Felipe Miguel (IPOL – UnB)Profª Drª Lourdes Bandeira (SOL - UnB)Mediador: Anderson Luís Nunes da Mata (doutorando TEL- UnB)
17h "Transexualidade: rompendo silêncios, construindo visibilidades"Sra. Andréa Stefanie (vice-presidente do Estruturação - Grupo LGBT de Brasília)Profª Drª Berenice Bento (SOL - UnB)Drª Tatiana Lionço (consultora do Comitê Técnico Saúde da População LGBT do Ministério da Saúde)Mediadora: Profª Drª Paloma Vidal (TEL - UnB)
Próxima sexta tem show do Cordel do Fogo Encantado em Brasília. A banda pernambucana de Arcoverde apresentará o espetáculo "Transfiguração" e lançará o novo cd. Para quem conhece, não há porque fazer propaganda. Para quem não conhece, digo: o Cordel faz coisas que você nunca viu. Uma mistura deliciosa de instrumentos percusivos, sons crus, e uma poesia densa, rasgada, doída, sem igual. Algumas músicas podem ser ouvidas aqui. O show é sexta-feira, dia 29, a partir das 22h, no Arena (Setor de Clubes Sul). Os ingressos estão sendo vendidos nas pizzarias Dom Bosco e custam R$ 30.
Universidade e preconceito
Começou hoje o seminário Universidade e preconceito, na UnB. Hoje, foi debatido o tema "desigualdades", em mesa redonda, às 12h, e foi lançada a pesquisa Retrato das desigualdades 2, do IPEA/UNIFEM. Logo mais tem debate. Veja a programação de hoje e amanhã abaixo e acesse o site do evento aqui.
Hoje
17h “Vozes contra o preconceito”, debate com representantes de grupos de afirmação identitária da UnB(ANFITEATRO 5)KLAUS: Douglas Gomes (graduando Serviço Social - UnB)Ciranda: Carla Bezerra (graduanda Direito - UnB)EnegreSer: Murilo Mangabeira Chaves (graduando Ciências Sociais - UnB)Mediadora: Elisângela Karlinski (graduanda Sociologia, Coordenadoria de Movimentos Sociais e Formação Política do DCE - UnB)
18h “O preconceito lingüístico”Prof. Dr. Marcos Bagno (LIV – UnB) Mediadora: Susana Moreira de Lima (doutoranda TEL - UnB)
Amanhã
12h Mesa redonda sobre “Mulheres”Sra. Teresa Nascimento (Secretária Adjunta da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres)Prof. Dr. Luis Felipe Miguel (IPOL – UnB)Profª Drª Lourdes Bandeira (SOL - UnB)Mediador: Anderson Luís Nunes da Mata (doutorando TEL- UnB)
17h "Transexualidade: rompendo silêncios, construindo visibilidades"Sra. Andréa Stefanie (vice-presidente do Estruturação - Grupo LGBT de Brasília)Profª Drª Berenice Bento (SOL - UnB)Drª Tatiana Lionço (consultora do Comitê Técnico Saúde da População LGBT do Ministério da Saúde)Mediadora: Profª Drª Paloma Vidal (TEL - UnB)
22 setembro 2006
Três lembretes e uma novidade
Amanhã tem o lançamento do Nicolas Behr na cidade (veja os posts abaixo), o folhetim da Ivana Arruda Leite está ótimo (link ao lado) e as inscrições para o seminário Universidade e Preconceito já podem ser feitas no site do evento. O seminário começa segunda-feira.
A novidade, roubada do blog do Marcelino Freire, é a iniciativa do Fabrício Carpinejar de fazer com que a galera coloque os mini contos pra fora. Fazer circular, gerar discussão etc. Tudo on line. Uma espécie de oficina virtual. Trata-se do Desafio literário, vinculado à Unisinos, universidade onde Carpinejar coordena o curso de graduação para escritores e agentes literários. Vale conferir e participar. Já tem um super mini conto meu lá. Confira aqui.
Amanhã tem o lançamento do Nicolas Behr na cidade (veja os posts abaixo), o folhetim da Ivana Arruda Leite está ótimo (link ao lado) e as inscrições para o seminário Universidade e Preconceito já podem ser feitas no site do evento. O seminário começa segunda-feira.
A novidade, roubada do blog do Marcelino Freire, é a iniciativa do Fabrício Carpinejar de fazer com que a galera coloque os mini contos pra fora. Fazer circular, gerar discussão etc. Tudo on line. Uma espécie de oficina virtual. Trata-se do Desafio literário, vinculado à Unisinos, universidade onde Carpinejar coordena o curso de graduação para escritores e agentes literários. Vale conferir e participar. Já tem um super mini conto meu lá. Confira aqui.
20 setembro 2006
Lourenço Mutarelli no CCBB
Hoje tem bate-papo com Lourenço Mutarelli, considerado um dos maiores nomes dos quadrinhos brasileiros, no programa Vertentes Literárias. Mutarelli é autor de O cheiro do ralo (romance), O dobro de cinco e O rei do ponto e já teve trabalhos publicados em Portugal. Veja o site dele aqui. A conversa começa às 19h, no CCBB, com entrada franca.
Festival de teatro
Teve início ontem o Cena Contemporânea, Festival Internacional de Teatro de Brasília. Hoje, haverá sessão com a peça Sonho de um Homem Ridículo, às 21h. Dias 29 e 30 de setembro e 1° de outubro, será encenada Caetana, às 19h30. Os espetáculos acontecem no teatro Caixa Cultural, no Setor Bancário Sul.
Hoje tem bate-papo com Lourenço Mutarelli, considerado um dos maiores nomes dos quadrinhos brasileiros, no programa Vertentes Literárias. Mutarelli é autor de O cheiro do ralo (romance), O dobro de cinco e O rei do ponto e já teve trabalhos publicados em Portugal. Veja o site dele aqui. A conversa começa às 19h, no CCBB, com entrada franca.
Festival de teatro
Teve início ontem o Cena Contemporânea, Festival Internacional de Teatro de Brasília. Hoje, haverá sessão com a peça Sonho de um Homem Ridículo, às 21h. Dias 29 e 30 de setembro e 1° de outubro, será encenada Caetana, às 19h30. Os espetáculos acontecem no teatro Caixa Cultural, no Setor Bancário Sul.
18 setembro 2006
Preconceito, gerações, árvores com sorvete e polêmicas
UnB contra o preconceito - Terá início na próxima segunda-feira, dia 25, o seminário Universidade e Preconceito, organizado pelas professoras Flávia Biroli, do Instituto de Ciências Políticas da UnB, e Regina Dalcastagnè (minha orientadora), do Departamento de Teoria Literária e Literaturas. A idéia é trazer à tona mais uma reflexão sobre o preconceito e suas diversas manifestações, levando em consideração a persistência de formas discriminatórias. Tem muita gente séria nas mesas. Vale a presença e a participação. Veja a programação e outras informações aqui.
Lançamento - Foi bacana o lançamento do livro Todas as gerações, organizado por Ronaldo Cagiano, no último sábado na Siciliano do Pátio Brasil. Representantes de todas as gerações de escritores de Brasília, já devidamente contemplados com espaço no livro, participaram do lançamento, interagiram com o público, deram autógrafos etc.
Lembrete - Não esqueça que no próximo sábado, dia 23, tem lançamento de Iniciação à dendrolatria, do Nicolas Behr, com poemas cuja temática é o meio ambiente. Como a edição é do autor, o lançamento acontece durante todo o dia, das 9h às 17h, no Viveiro Pau-Brasilia - Polo Verde (entre a Ponte do Bragheto e o Balão do Torto). E vai ter sorvete de jatobá, pequi, capim santo, uvaia e outros (entre eles alguns tradicionais) da Sorbê.
Blog - E o blog do Mirisola continua firme e forte com seu princípio de gerar polêmica, incômodo etc. Destaque para o texto sobre Páginas da vida, a novela. Égua! O link está aqui ao lado.
UnB contra o preconceito - Terá início na próxima segunda-feira, dia 25, o seminário Universidade e Preconceito, organizado pelas professoras Flávia Biroli, do Instituto de Ciências Políticas da UnB, e Regina Dalcastagnè (minha orientadora), do Departamento de Teoria Literária e Literaturas. A idéia é trazer à tona mais uma reflexão sobre o preconceito e suas diversas manifestações, levando em consideração a persistência de formas discriminatórias. Tem muita gente séria nas mesas. Vale a presença e a participação. Veja a programação e outras informações aqui.
Lançamento - Foi bacana o lançamento do livro Todas as gerações, organizado por Ronaldo Cagiano, no último sábado na Siciliano do Pátio Brasil. Representantes de todas as gerações de escritores de Brasília, já devidamente contemplados com espaço no livro, participaram do lançamento, interagiram com o público, deram autógrafos etc.
Lembrete - Não esqueça que no próximo sábado, dia 23, tem lançamento de Iniciação à dendrolatria, do Nicolas Behr, com poemas cuja temática é o meio ambiente. Como a edição é do autor, o lançamento acontece durante todo o dia, das 9h às 17h, no Viveiro Pau-Brasilia - Polo Verde (entre a Ponte do Bragheto e o Balão do Torto). E vai ter sorvete de jatobá, pequi, capim santo, uvaia e outros (entre eles alguns tradicionais) da Sorbê.
Blog - E o blog do Mirisola continua firme e forte com seu princípio de gerar polêmica, incômodo etc. Destaque para o texto sobre Páginas da vida, a novela. Égua! O link está aqui ao lado.
15 setembro 2006
Digo de novo: lançamento sábado
E será no próximo sábado o lançamento de Todas as gerações, que reúne contos de 102 escritores de Brasília. Melhor: 101 escritores e uma bancária/estudante (yo). Vá, compre, leia, critique e vamos conversar.
Blog do Mirisola
Imprescindível a leitura - e a eventual dor de barriga - do blog do Marcelo Mirisola. Para começar, uma crônica que põe em crise o júri do Portugal Telecom. Sobram cacos pontiagudos e possibilidades de diversão under, que é o que o Mirisola costuma provocar. Tem link ao lado e aqui.
Concursos Guemanisse
Saiu a lista dos contos e poemas pré-selecionados no 3° Concurso Guemanisse de contos e poesias. Há dois contos meus na lista. E essa ao lado é a capa do livro com minicontos e haicais dos vencedores do 1° Concurso Guemanisse de minicontos e haicais. Estou entre eles, com o conto "Francisco". Veja trecho abaixo.
"Eu disse chega e fui saindo de fininho, sem correr. Rezando pra ele não me pegar de volta. Saí com dignidade. Ele não veio não. Continuou sentado, sem entender. E eu com medo, ainda. Doze anos juntos. (...) Quando conheci Francisco, achei o homem mais lindo do mundo. Os olhos verdes, parecendo de rico. Já dei pra ele na primeira noite. Apaixonada. E ele, claro, me chamou de vagabunda. Mas foi lá, na cama, no envolvimento."
E será no próximo sábado o lançamento de Todas as gerações, que reúne contos de 102 escritores de Brasília. Melhor: 101 escritores e uma bancária/estudante (yo). Vá, compre, leia, critique e vamos conversar.
Blog do Mirisola
Imprescindível a leitura - e a eventual dor de barriga - do blog do Marcelo Mirisola. Para começar, uma crônica que põe em crise o júri do Portugal Telecom. Sobram cacos pontiagudos e possibilidades de diversão under, que é o que o Mirisola costuma provocar. Tem link ao lado e aqui.
Concursos Guemanisse
Saiu a lista dos contos e poemas pré-selecionados no 3° Concurso Guemanisse de contos e poesias. Há dois contos meus na lista. E essa ao lado é a capa do livro com minicontos e haicais dos vencedores do 1° Concurso Guemanisse de minicontos e haicais. Estou entre eles, com o conto "Francisco". Veja trecho abaixo. "Eu disse chega e fui saindo de fininho, sem correr. Rezando pra ele não me pegar de volta. Saí com dignidade. Ele não veio não. Continuou sentado, sem entender. E eu com medo, ainda. Doze anos juntos. (...) Quando conheci Francisco, achei o homem mais lindo do mundo. Os olhos verdes, parecendo de rico. Já dei pra ele na primeira noite. Apaixonada. E ele, claro, me chamou de vagabunda. Mas foi lá, na cama, no envolvimento."
12 setembro 2006
Lançamento sábado
Dentes do Galera
Conheci melhor ontem o site do Daniel Galera. Lá, além dos textos e do leiaute criativos, você encontra um livro para download. É o Dentes guardados, publicado com o selo Livros do mal, criado por Galera, em parceria com Daniel Pellizzari e Guilherme Pilla. Há bons contos ali. Para acessar o livro, clique aqui.
11 setembro 2006
Adeus e lenha na fogueira
Um dia depois do falecimento do poeta Fernando Mendes Vianna, lamentado publicamente por vários escritores da cidade, lanço a discussão: o que seria, afinal, a 'alta literatura' ou 'literatura de alta qualidade' etc. etc. etc.? Alguém aí topa debater? Antes, leia uma entrevista com Ronaldo Cagiano aqui.
Um dia depois do falecimento do poeta Fernando Mendes Vianna, lamentado publicamente por vários escritores da cidade, lanço a discussão: o que seria, afinal, a 'alta literatura' ou 'literatura de alta qualidade' etc. etc. etc.? Alguém aí topa debater? Antes, leia uma entrevista com Ronaldo Cagiano aqui.
07 setembro 2006
Sedex literário
Recebi hoje, em casa, cem exemplares do jornal O Casulo, lançado na FLAP! 2006. Nele, entrevistas, poemas e um conto meu chamado "Buraco". Deixei alguns na Feira do Livro (último dia hoje) e o resto vou distribuir entre amigos. Quem se interessar, lianaaragao@hotmail.com. A FLAP! nasceu de uma necessidade de fazer crítica à Festa Literária Internacional de Parati, a FLIP, e assim como O Casulo é iniciativa do Projeto Identidade.
Semana passada, recebi um romance, um fanzine e um jornal de literatura, direto de Fortaleza, do escritor e amigo Nilto Maciel. E já estou numa coceira só para ler A rosa gótica, o primeiro romance dele a que tenho acesso. Maciel nasceu em 1945 e escreve algumas das coisas que eu mais gosto de ler hoje. São textos leves, enxutos e com um humor delicioso. Para conhecer um pouco mais sobre ele, clique aqui ou aqui.
Novidades de Ivana Arruda Leite
Para quem está em Porto Alegre, é imperdível a oficina de minicontos que será ministrada por Ivana Arruda Leite, promovida pela Casa Verde. São duas turmas, nos dias 29 e 30 de setembro. As inscrições devem ser feitas até o dia 22. Mais informações, aqui.
A outra novidade é o folhetim virtual divertidíssimo que Ivana está escrevendo. A novela se chama Eu não sou a mulher maravilha e está "no ar" desde 29 de agosto, com duas atualizações semanais. Para acessar, clique aqui.
Palestra sobre Mário de Andrade
O professor Marcos Antônio Moraes ministra palestra com o título "Correspondência de Mário de Andrade", na próxima segunda-feira, dia 11, no auditório Agostinho Silva, no Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB. O evento começa às 10h e é aberto ao público.
Recebi hoje, em casa, cem exemplares do jornal O Casulo, lançado na FLAP! 2006. Nele, entrevistas, poemas e um conto meu chamado "Buraco". Deixei alguns na Feira do Livro (último dia hoje) e o resto vou distribuir entre amigos. Quem se interessar, lianaaragao@hotmail.com. A FLAP! nasceu de uma necessidade de fazer crítica à Festa Literária Internacional de Parati, a FLIP, e assim como O Casulo é iniciativa do Projeto Identidade.
Semana passada, recebi um romance, um fanzine e um jornal de literatura, direto de Fortaleza, do escritor e amigo Nilto Maciel. E já estou numa coceira só para ler A rosa gótica, o primeiro romance dele a que tenho acesso. Maciel nasceu em 1945 e escreve algumas das coisas que eu mais gosto de ler hoje. São textos leves, enxutos e com um humor delicioso. Para conhecer um pouco mais sobre ele, clique aqui ou aqui.
Novidades de Ivana Arruda Leite
Para quem está em Porto Alegre, é imperdível a oficina de minicontos que será ministrada por Ivana Arruda Leite, promovida pela Casa Verde. São duas turmas, nos dias 29 e 30 de setembro. As inscrições devem ser feitas até o dia 22. Mais informações, aqui.
A outra novidade é o folhetim virtual divertidíssimo que Ivana está escrevendo. A novela se chama Eu não sou a mulher maravilha e está "no ar" desde 29 de agosto, com duas atualizações semanais. Para acessar, clique aqui.
Palestra sobre Mário de Andrade
O professor Marcos Antônio Moraes ministra palestra com o título "Correspondência de Mário de Andrade", na próxima segunda-feira, dia 11, no auditório Agostinho Silva, no Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB. O evento começa às 10h e é aberto ao público.
06 setembro 2006
Dendrolatria e despedida
O poeta Nicolas Behr lança no dia 23 de setembro (em comemoração à Semana da Árvore) o livro Iniciação à dendrolatria, com poemas cuja temática é o meio ambiente. Das 9h às 17h, no Viveiro Pau-Brasilia - Polo Verde (entre a Ponte do Bragheto e o Balão do Torto), com direito a provas de sorvetes da Sorbê.
E amanhã é o último dia da Feira do Livro. Aproveite, pois é na despedida que acontecem as melhores promoções.
O poeta Nicolas Behr lança no dia 23 de setembro (em comemoração à Semana da Árvore) o livro Iniciação à dendrolatria, com poemas cuja temática é o meio ambiente. Das 9h às 17h, no Viveiro Pau-Brasilia - Polo Verde (entre a Ponte do Bragheto e o Balão do Torto), com direito a provas de sorvetes da Sorbê.
E amanhã é o último dia da Feira do Livro. Aproveite, pois é na despedida que acontecem as melhores promoções.
04 setembro 2006
Sempre um Papo
Affonso Romano de Sant’Anna e Marina Colasanti falam, no próximo dia 11 de setembro, sobre o tema “O universo a dois”. Também autografam os livros Vestígios (vencedor do Prêmio Jabuti 2006), de Sant’Anna, e 23 histórias de um viajante, de Colasanti. O Sempre um papo é promovido pela Caixa e pelo Correio Braziliense e acontece na Caixa Cultural, no Setor Bancário Sul, às 19h30. A entrada é franca.
Na UnB
Pós-graduação – Estão abertas as inscrições para o "Curso de Especialização em Literatura brasileira", promovido pelo Programa de Pós-graduação em Teoria Literária e Literaturas da UnB. As inscrições estão abertas até o dia 15 de setembro e a seleção constará da análise de currículo do candidato e uma dissertação com tema relacionado à literatura brasileira. Uma prova de conhecimentos será aplicada no último dia do prazo. O público-alvo do curso são os profissionais formados em Letras ou áreas afins. Para se inscrever, o candidato deve ir até a Escola de Línguas da UnB (SCS, quadra 4). A taxa de inscrição é R$ 50. Outras informações pelo e-mail cursolatolit@unb.br.
François Jost – No próximo dia 6, a UnB recebe um dos mais importantes estudiosos sobre mídia na França, o professor François Jost. Ele vai ministrar a palestra “Literatura e cinema: das virtudes heurísticas da intermidialidade”, na aula inaugural do semestre do Programa de Pós-Graduação em Teoria Literária e Literatura. Jost é professor de estudos de televisão e semiologia audiovisual na Universidade de Paris III e é especialista em imagem, com formação literária, publicou obras de referência nos estudos de cinema e mídia. A aula acontece às 10h, no Auditório da Reitoria.
Affonso Romano de Sant’Anna e Marina Colasanti falam, no próximo dia 11 de setembro, sobre o tema “O universo a dois”. Também autografam os livros Vestígios (vencedor do Prêmio Jabuti 2006), de Sant’Anna, e 23 histórias de um viajante, de Colasanti. O Sempre um papo é promovido pela Caixa e pelo Correio Braziliense e acontece na Caixa Cultural, no Setor Bancário Sul, às 19h30. A entrada é franca.
Na UnB
Pós-graduação – Estão abertas as inscrições para o "Curso de Especialização em Literatura brasileira", promovido pelo Programa de Pós-graduação em Teoria Literária e Literaturas da UnB. As inscrições estão abertas até o dia 15 de setembro e a seleção constará da análise de currículo do candidato e uma dissertação com tema relacionado à literatura brasileira. Uma prova de conhecimentos será aplicada no último dia do prazo. O público-alvo do curso são os profissionais formados em Letras ou áreas afins. Para se inscrever, o candidato deve ir até a Escola de Línguas da UnB (SCS, quadra 4). A taxa de inscrição é R$ 50. Outras informações pelo e-mail cursolatolit@unb.br.
François Jost – No próximo dia 6, a UnB recebe um dos mais importantes estudiosos sobre mídia na França, o professor François Jost. Ele vai ministrar a palestra “Literatura e cinema: das virtudes heurísticas da intermidialidade”, na aula inaugural do semestre do Programa de Pós-Graduação em Teoria Literária e Literatura. Jost é professor de estudos de televisão e semiologia audiovisual na Universidade de Paris III e é especialista em imagem, com formação literária, publicou obras de referência nos estudos de cinema e mídia. A aula acontece às 10h, no Auditório da Reitoria.
01 setembro 2006
Resenha no Doidivana e Cronópios
Além de no Portal Feminista, minha resenha sobre Ao homem que não me quis, de Ivana Arruda Leite, está publicada no blog da autora, o Doidivana, e no Cronópios.
Freire hoje, Galera domingo
Hoje tem Marcelino Freire na Feira do Livro, às 20h30. Além de falar de literatura, ele deve dar os seus já conhecidos shows de leitura de textos, ao vivo e em cores. Imperdível. E domingo Daniel Galera conversa com o público, às 18h30, no Café Literário da Feira. Galera é autor de Mãos de cavalo e um dos idealizadores da editora Livros do Mal. Leia mais no site dele.
Além de no Portal Feminista, minha resenha sobre Ao homem que não me quis, de Ivana Arruda Leite, está publicada no blog da autora, o Doidivana, e no Cronópios.
Freire hoje, Galera domingo
Hoje tem Marcelino Freire na Feira do Livro, às 20h30. Além de falar de literatura, ele deve dar os seus já conhecidos shows de leitura de textos, ao vivo e em cores. Imperdível. E domingo Daniel Galera conversa com o público, às 18h30, no Café Literário da Feira. Galera é autor de Mãos de cavalo e um dos idealizadores da editora Livros do Mal. Leia mais no site dele.
31 agosto 2006
Na Feira
Antologia - No dia 27/8, quando aconteceu o lançamento da antologia Todas as gerações, eu estava em Florianópolis participando do congresso Fazendo Gênero (sobre o qual falarei depois que minhas idéias se organizarem). Mas já recebi a notícia que lá no lançamento os exemplares se esgotaram e que o debate foi muito bom. Uma segunda edição já está sendo impressa e haverá outro lançamento na cidade em breve.
Bate-papo imperdível - Amanhã tem Marcelino Freire, no Café Literário, na Feira. O bate-papo começa às 20h30 e as inscrições devem ser feitas antecipadamente, aqui.
Lançamento - Salomão Sousa lança hoje o livro Ruínas ao sol, um dos vencedores do Prêmio Goyás de Poesia, às 18h, também na Feira.
Cagiano premiado
O livro Concerto para arranha-céus, de Ronaldo Cagiano, ganhou o Prêmio Especial do Júri do Concurso Aníbal Machado. Depois dou mais notícias.
Porra
Recebi há poucos dias em casa o livro O fantasma de Luís Buñuel, de Maria José Silveira. O romance já começa de um jeito que me encanta: "Porra." é a primeira linha. Vou ler e logo comentarei. O próximo romance dela será lançado em outubro, pela Record, e tem como tema a figura histórica de Goiás Damiana da Cunha.
Eu fiz gênero
Ainda com as idéias desorganizadas, opino: o VII Fazendo Gênero foi ótimo. Mais de duas mil pessoas participando ativamente de um congresso específico sobre questões de gênero, feminismo, ações afirmativas, (bi-trans-multi-pan) sexualidade, literatura, psicologia, antropologia, história, educação, sociologia etc. etc. etc.. Boas apresentações, ótimos debates. Depois falarei mais. Agora, destaco o espetáculo Elas.com, apresentado lá no congresso no dia 29. Sala cheia, entupida. Atrizes, texto, diretor aplaudidos de pé.
Antologia - No dia 27/8, quando aconteceu o lançamento da antologia Todas as gerações, eu estava em Florianópolis participando do congresso Fazendo Gênero (sobre o qual falarei depois que minhas idéias se organizarem). Mas já recebi a notícia que lá no lançamento os exemplares se esgotaram e que o debate foi muito bom. Uma segunda edição já está sendo impressa e haverá outro lançamento na cidade em breve.
Bate-papo imperdível - Amanhã tem Marcelino Freire, no Café Literário, na Feira. O bate-papo começa às 20h30 e as inscrições devem ser feitas antecipadamente, aqui.
Lançamento - Salomão Sousa lança hoje o livro Ruínas ao sol, um dos vencedores do Prêmio Goyás de Poesia, às 18h, também na Feira.
Cagiano premiado
O livro Concerto para arranha-céus, de Ronaldo Cagiano, ganhou o Prêmio Especial do Júri do Concurso Aníbal Machado. Depois dou mais notícias.
Porra
Recebi há poucos dias em casa o livro O fantasma de Luís Buñuel, de Maria José Silveira. O romance já começa de um jeito que me encanta: "Porra." é a primeira linha. Vou ler e logo comentarei. O próximo romance dela será lançado em outubro, pela Record, e tem como tema a figura histórica de Goiás Damiana da Cunha.
Eu fiz gênero
Ainda com as idéias desorganizadas, opino: o VII Fazendo Gênero foi ótimo. Mais de duas mil pessoas participando ativamente de um congresso específico sobre questões de gênero, feminismo, ações afirmativas, (bi-trans-multi-pan) sexualidade, literatura, psicologia, antropologia, história, educação, sociologia etc. etc. etc.. Boas apresentações, ótimos debates. Depois falarei mais. Agora, destaco o espetáculo Elas.com, apresentado lá no congresso no dia 29. Sala cheia, entupida. Atrizes, texto, diretor aplaudidos de pé.
27 agosto 2006
Atenção: Todas as gerações hoje
Direto de Florianópolis fui informada que o lançamento da antologia Todas as gerações é hoje, dia 27, e não dia 31, como anunciei. Houve um problema com a programação da Feira, ao que parece. Será às 18h30, no Café Literário. Haverá debate com o organizador e alguns autores. Então, apaguem a informação anterior e chamem seus amigos para prestigiar.
Direto de Florianópolis fui informada que o lançamento da antologia Todas as gerações é hoje, dia 27, e não dia 31, como anunciei. Houve um problema com a programação da Feira, ao que parece. Será às 18h30, no Café Literário. Haverá debate com o organizador e alguns autores. Então, apaguem a informação anterior e chamem seus amigos para prestigiar.
25 agosto 2006

Todas as gerações
Atenção, Atenção: Será lançada no próximo dia 31 a antologia Todas as gerações – o conto brasiliense contemporâneo (Editora LGE). Organizada pelo poeta e contista Ronaldo Cagiano, ela traz contos de mais de cem escritores que vivem em Brasília e exprime a diversidade do que se produz hoje em termos de literatura no Planalto Central. Há contos de veteranos, como Lourenço Cazarré e Nilto Maciel, de poetas ousados, como Marcelo Sahea, de contistas jovens e que já têm o seu espaço, como José Rezende Jr., e iniciantes completos, como eu. O lançamento acontece na 25ª Feira do Livro e será seguido de debate. Leia sobre a antologia aqui.
Curto-circuito
Acabo de saber que dia 12 aconteceu o primeiro Curto-circuito poético, que reuniu cerca de 30 poetas em sarau que durou cerca de duas horas, no Conic (Setor de Diversões Sul). A iniciativa é de Ivan da Presença, que mantém um sebo cultural lá no Conic, em frente ao Teatro Dulcina. O Curto-circuito vai acontecer todo segundo sábado de cada mês até o fim do ano, no mesmo local.
24 agosto 2006
Várias coisas acontecendo
Congresso - Dia 28 começa o VII Fazendo Gênero. É um congresso internacional, que este ano acontece em Florianópolis, na UFSC, com o tema "Gênero e preconceitos". Eu chego na cidade no domingo, 27, e já na segunda apresento o trabalho Clarah Averbuck e Ivana Arruda Leite: novas escritoras, novos olhares?. Veja a programação aqui.
Papo - E por conta do Fazendo Gênero, eu vou perder o bate-papo "Ronaldo Cagiano + cem contistas", no dia 27, às 18h30, no Café Literário da 25ª Feira do Livro de Brasília. O papo decorre do lançamento da antologia Todas as gerações (LGE), organizada por Cagiano, que reúne cem escritores de Brasília. Entre eles, eu, com o conto "No metrô". Participem, comprem o livro e me contem o que acharam, ok?
Outros destaques da Feira - 1) a oficina "Como escrever um romance de sucesso", com Alexandre Lobão, dia 26, às 14h (como será isso?); 2) a peça de teatro Elas.com, no dia 3/9, às 18h, na Arena Cultural, encenada maravilhosamente por quatro amigas minhas. Imperdível; 3) os bate-papos com Marcelino Freire (dia 1/9, às 20h30) e Daniel Galera (dia 3/9, às 18h30), ambos no Café Literário; e o recital com o grande ator Adeilton Lima, dia 6/9, às 20h30, também no Café.
FLIP - E pra finalizar, depois de autorização do próprio, publico abaixo o texto de Marcelo Mirisola, a respeito da FLIP. Antes, explico: Mirisola foi convidado a cobrir o evento por um jornal e, na volta, eles não quiseram publicá-lo. Por que será?
(Marcelo Mirisola)
Congresso - Dia 28 começa o VII Fazendo Gênero. É um congresso internacional, que este ano acontece em Florianópolis, na UFSC, com o tema "Gênero e preconceitos". Eu chego na cidade no domingo, 27, e já na segunda apresento o trabalho Clarah Averbuck e Ivana Arruda Leite: novas escritoras, novos olhares?. Veja a programação aqui.
Papo - E por conta do Fazendo Gênero, eu vou perder o bate-papo "Ronaldo Cagiano + cem contistas", no dia 27, às 18h30, no Café Literário da 25ª Feira do Livro de Brasília. O papo decorre do lançamento da antologia Todas as gerações (LGE), organizada por Cagiano, que reúne cem escritores de Brasília. Entre eles, eu, com o conto "No metrô". Participem, comprem o livro e me contem o que acharam, ok?
Outros destaques da Feira - 1) a oficina "Como escrever um romance de sucesso", com Alexandre Lobão, dia 26, às 14h (como será isso?); 2) a peça de teatro Elas.com, no dia 3/9, às 18h, na Arena Cultural, encenada maravilhosamente por quatro amigas minhas. Imperdível; 3) os bate-papos com Marcelino Freire (dia 1/9, às 20h30) e Daniel Galera (dia 3/9, às 18h30), ambos no Café Literário; e o recital com o grande ator Adeilton Lima, dia 6/9, às 20h30, também no Café.
FLIP - E pra finalizar, depois de autorização do próprio, publico abaixo o texto de Marcelo Mirisola, a respeito da FLIP. Antes, explico: Mirisola foi convidado a cobrir o evento por um jornal e, na volta, eles não quiseram publicá-lo. Por que será?
Paraty 2006
Não me convidaram para essa festa pobre. Nem a mim nem ao Cazuza. Ele porque já foi pro beleléu, eu porque sou um falastrão,e devo representar alguma espécie de ameaça ao convívio de tão ilustres,sociais e educados escribas. O mundo das letras (digo a indústria, a máquina de fazer dinheiro) é colorido, e fofo. E pode – como uma propaganda do Unibanco –, ser irresponsável, e perigoso. Da mesma forma que inventa idílios em Paraty, ajambra periferias e escritores para propagandear qualquer lugar que lhe convém; desde esse insuspeito arraial literário até alcançar o Piauí, não, não é o Estado do qual Nelson Rodrigues duvidava da existência, trata-se da "Revista Piauí" – que será – dizem... – oportunamente lançada nessa simpática Paraty sem rede de esgoto. João Moreira Salles, além de editor da revista, cineasta premiado e mauricinho lírico incontestável, é dono do banco supracitado, e patrocinador da festa. Não conheço Joãozinho Salles, nem vi a revista. Só sei dizer que devo um dinheirão de juros pros bancos. Mas nem é preciso especular para saber que a qualidade gráfica da "Revista Piauí" deve ser Suíça. E os textos... milionários. Não, também não me convidaram para escrever na "Piauí". Estou aqui – é bom avisar – na condição de escritor profissional, ou, se preferirem, correspondente de guerra. Dava na mesma se me enviassem para a fronteira da Síria com o Líbano. Meu espírito é esse. Sempre foi, é bom que se diga. O legal da história é que passarei quatro dias enchendo a cara, e flanando por conta dessa festinha caipira, e – como não poderia deixar de ser – claro, ainda vou ganhar uns trocados. Bicão mas sem perder a elegância. Quem arrumou para mim esse Spa que inclui transporte, hospedagem, fuzis, e tudo na faixa, foi o Marcelino Freire. Paraty – para mim – começou ontem à noite na Mercearia São Pedro. Um lugar em São Paulo, na Vila Madalena (para o leitor desavisado do Zero Hora) onde se faz negócios, conchavos, sexo no banheiro, fala-se bem dos amigos e mal dos inimigos e na maioria dos casos purga-se a falta de talento enchendo-se a cara até o dia amanhecer. Às vezes os autores da casa publicam antologias. Às vezes quebram o bar. Nada demais. A diferença pros outros butecos é o sanduíche de carne assada e a simpatia de Marquinhos, dono do buteco. O primeiro item é meio caro mas justifica o segundo;ou seja,o sorriso impagável de Marquinhos, atrás do balcão. De uns tempos pra cá, o "agitador" Marcelino Freire anda – merecidamente... – festejado no meio literário, e desfruta de camarote na Mercearia São Pedro. Foi lá que apiedou-se desse escriba nada modesto, e resolveu mandá-lo para Paraty antes de ser solicitado no sentido de arrumar-lhe um emprego,dinheiro emprestado,favores sexuais e/ou algo mais sórdido do tipo...um Jabuti. Na verdade, iria lhe pedir as horas. Só isso. Ele que insistiu na garrafa de "Periquita". Fazer o quê?
Agora estou aqui nessa cidadezinha de merda, cercado por chiliques nacionais e internacionais, pela paisagem sonífera que encantou Debret, e pedras a judiar dos meus ligamentos; ladeado por escritores "engajados"... (me pergunto: "engajados no quê? Na chatice?") e – evidentemente – atrás de uma maria-rodapé pra comer acompanhada com feijão grosso e costelinha de porco. Fiquei sabendo que não me convidaram para essa festa porque, entre uma maria-rodapé comida no almoço e um porre de cachaça seguido dos vexames de praxe, eu poderia falar ao vivo e a cores as mesmas coisas desagradáveis que estou escrevendo aqui e agora: de frente para o mar e para a bandeja de queijadinhas. Tolos. Quanto ao homenageado dessa edição, acertaram na mosca. Jorge Amado, esse xarope filhinho de papai Stálin, é o autor perfeito para se prestar homenagens; perfeito em vida e mais perfeito depois de morto. Existem autores com essa vocação. A outra categoria são os que fazem literatura pra valer. Esses dispensam homenagens. Melhor mesmo lê-los. Uma dica. Leiam "O Sobrinho de Wittgenstein",de Thomas Bernhardt. Nada a ver com esse ar civilizado de Paraty, nada, nadinha a ver com barquinhos ancorados defronte cafezinhos metidos a besta. Talvez "Árvores Abatidas" do mesmo Bernhardt tenha mais afinidade com a atmosfera de falcatrua dessa Paraty.Ora,leiam toda a obra de Bernhardt, e concordarão comigo. Penso mesmo que Jorge Amado, o "baiano profundo", não tem cacife sequer para ser a micose de unha de um Juliano Garcia Pessanha, que – a propósito – é admirador número um da obra de Bernhardt. Menos mal que esse ano tenham convidado Pessanha. A palestra dele foi a melhor coisa que podia ter acontecido nessas plagas. Para quem não o conhece, J.P, além de ganhar a vida ensinando Blanchot e Cioran para as madames de Higienópolis, é autor de um livro fundamental chamado "Certeza do Agora". A vida é simples. Os livros do Juliano esgotados.
Um esclarecimento: Maria-rodapé não é um quitute que a mãe de Thomas Mann preparava quando sentia nostalgia de Veneza, mas sim um avanço tecnológico das antigas groupies dos tempos áureos do Rock and Roll. São garotas que, em suma, dão pros caras porque eles aparecem nos jornais, ou tem uma bandinha, ou, sei lá, usam camisetas pretas, ou nesse caso específico, frequentam jornais, antologias e revistas especializadas do circuito Vila Madalena-Paraty. Ou seja,tipos descolados que assobiam,chupam e entornam uma cana ao mesmo tempo, e não necessariamente escrevem coisas que valham a pena ser lidas. Isso é um detalhe, concorda dona Zélia? Outro detalhe é o não-cachê dos escribas brasileiros. Nossos ilustres figurantes comparecerão por conta da militância. Isto é, ou acreditam nas causas do Unibanco, da TIM ou nas causas do marqueting próprio. Que o diga Gabriel Chalita – o ex-secretário da Educação do Estado de São Paulo – que, embora não tenha sido convidado oficialmente pela Flip, encarna o que os místicos chamariam de "espírito" da coisa. Chalita lançará (é o que diz o site dele) o livro de poesias chamado "Estações" aqui em Paraty. Um mimo esse rapaz. Os escritores gringos, na certa, além dos dólares (ou alguém pensa que um Christopher Hitchens da vida viaja de graça?), levarão cocares, mulatas, belos suvenires de nossa amada pátria, e lembranças dos tempos em que a colonização era somente um pretexto para arrancar nossas alminhas caipiras do respectivos couros. Depois de 500 anos, esgarçadas as alminhas, os gringos não precisam sequer de pretextos. Ninguém aqui tem coisa diferente de tubérculos no lugar do caráter, esses gringos tem mais é que se esbaldar.Viramos mandiocas. Bela festa, ainda bem que não fui convidado. Na mesa em que eu participaria – sim, meu nome foi malandramente limado pela organização do Festival – puseram um cara meio deprimido e engraçado a falar de quadrinhos, remédios e literatura. Boa performance. Claro que fiquei contrariado. E, antes que me acusem de gordinho recalcado, me antecipo. Sou recalcado porém emagreci. Esse texto tem, portanto, endereço e gênese ululantes: produto da minha pequenez e arrogância. Apesar disso, Reinaldo Moraes desembestou a tagarelar, e salvou o encontro. Felizmente dona Zélia Gattai não compareceu. Tropeçou no próprio autismo, e se machucou. Estou livre do casamento perfeito, dos causos e da lenga-lenga imortal dessa senhora. Ricardo Piglia também não veio. No seu lugar, chamaram José Miguel Wisnik. Quero estar bem longe na hora em que o professor da USP disser que o Caetano é um gênio. A velha lenga-lenga. Ah, Paraty. Ah, meu saco. Também não tenho nenhuma curiosidade em assistir a palestra de estrelas do jornalismo americano. Isso aqui não é uma festa "literária"? Não tenho nenhum interesse por apêndices ou restolhos de gênio "A" ou gênio "B". Será que a leitura da obra dos caras não é o suficiente? A mim me bastam minhas gambiarras e vaidade. Não estou nem aí com os "perfis" e eventuais entrevistas, excêntricidades e lapis apontados por fulaninho genial. Nem aqui, nem alhures. Se esses jornalistas misturam gêneros,talvez por timidez, ou algum tipo de ambicão risco-zero,eu criei um estilo. Igualmente não faço diferença entre o velho e o mar, o melhor amigo, ou o barbeiro de Hemingway. Em tempo: também não acredito em biografias e na publicação de cartas de autores defuntos, acho isso de um oportunismo tosco, uma falta de delicadeza. Sobretudo não creio em "recriação". Mas creio em vampiros! Lilliam Ross, a famosa editora da New Yorker, está evidentemente puxando a sardinha para o lado dela. Independente do charme e do talento dessa senhora e de seus assemelhados, eles, a meu ver, jamais passarão de coadjuvantes. No máximo – e com muita boa vontade – eu diria que são fofoqueiros chiques. Bobagem da senhora Ross afirmar que o "romance-reportagem" remonta a uma tradição que vem de Daniel Defoe.Um livro - independente do gênero - se for bom,não precisa de alvarás para existir. Tanto faz se o autor é cozinheiro, alpinista, caixa de supermercado, ou um jornalista pararicado por seus iguais. Esse argumento é fajuto e facilmente contestado pelo simples fato de que na época em que Daniel Dafoe escreveu "Diário do Ano da Peste" ele, antes de ser comerciante, dono de jornal ou qualquer outra coisa, era um ESCRITOR, e o "Novo Jornalismo" era uma balela a ser inventada muitas décadas depois para dar um verniz a jornalistas bem-sucedidos metidos a estrelas de festa de pobre. Minha arrogância e vaidade não são nada perto da timidez ambiciosa dessa gente. Tenho que ser grosso e bater forte nesse caso. Isso aqui, caro leitor, é um serviço de utilidade pública. Um aviso para garotões sarados da nossa imprensa não se meterem a besta. Talvez não tenha utilidade alguma. Quem sou eu? Se um Daniel Piza da vida cismar que reinventou Machado de Assis, ninguém - nem a justiça que livrou a barra de Pimenta Neves - irá segurá-lo. Quem avisa amigo é. A única coisa animada nessa cidade é a arquitetura brega de um Supermercado que destoa da monotonia da paisagem e das vendinhas furrecas que o cercam. Devia chamar Supermercado Companhia das Letras (leia-se Unibanco). Seria a única coisa honesta que eventualmente poderia acontecer nesse lugar. João Ubaldo Ribeiro entendeu o safári que era isso aqui, e declinou do convite. Ou ainda. O vaivém de artistas e gente metida a artista para cima e para baixo é uma invenção dessa editora-agência bancária para promover seus autores, e futuros devedores. Nada mais do que isso. Foi assim até a segunda ou terceira edição. O negócio cresceu, a mídia mordeu a isca, e já estava dando muito na cara. Não podia ficar desse jeito. Aí convidaram uma enxurrada de pangarés de outras editoras, rappers, caetanos, chicos e tipos afins metidos a escritores para animar a festa. Até o Gugu Liberato, na segunda ou terceira edicão, apareceu por aqui. Dos "artístas", a meu ver, o animador de auditório foi o mais autêntico. Uma vez que não teve de representar nada diferente do que efetivamente faz e do que realmente é. Um palhaço sem talento no picadeiro de um riquíssimo cirquinho de horrores. Paraty, 2006.Agora estou aqui nessa cidadezinha de merda, cercado por chiliques nacionais e internacionais, pela paisagem sonífera que encantou Debret, e pedras a judiar dos meus ligamentos; ladeado por escritores "engajados"... (me pergunto: "engajados no quê? Na chatice?") e – evidentemente – atrás de uma maria-rodapé pra comer acompanhada com feijão grosso e costelinha de porco. Fiquei sabendo que não me convidaram para essa festa porque, entre uma maria-rodapé comida no almoço e um porre de cachaça seguido dos vexames de praxe, eu poderia falar ao vivo e a cores as mesmas coisas desagradáveis que estou escrevendo aqui e agora: de frente para o mar e para a bandeja de queijadinhas. Tolos. Quanto ao homenageado dessa edição, acertaram na mosca. Jorge Amado, esse xarope filhinho de papai Stálin, é o autor perfeito para se prestar homenagens; perfeito em vida e mais perfeito depois de morto. Existem autores com essa vocação. A outra categoria são os que fazem literatura pra valer. Esses dispensam homenagens. Melhor mesmo lê-los. Uma dica. Leiam "O Sobrinho de Wittgenstein",de Thomas Bernhardt. Nada a ver com esse ar civilizado de Paraty, nada, nadinha a ver com barquinhos ancorados defronte cafezinhos metidos a besta. Talvez "Árvores Abatidas" do mesmo Bernhardt tenha mais afinidade com a atmosfera de falcatrua dessa Paraty.Ora,leiam toda a obra de Bernhardt, e concordarão comigo. Penso mesmo que Jorge Amado, o "baiano profundo", não tem cacife sequer para ser a micose de unha de um Juliano Garcia Pessanha, que – a propósito – é admirador número um da obra de Bernhardt. Menos mal que esse ano tenham convidado Pessanha. A palestra dele foi a melhor coisa que podia ter acontecido nessas plagas. Para quem não o conhece, J.P, além de ganhar a vida ensinando Blanchot e Cioran para as madames de Higienópolis, é autor de um livro fundamental chamado "Certeza do Agora". A vida é simples. Os livros do Juliano esgotados.
(Marcelo Mirisola)
21 agosto 2006
Resenha na Revista Estudos Feministas
O volume 14 da Revista Estudos Feministas, da UFSC, foi lançado e está disponível em html (veja aqui). O tema é Raça, sexualidade e saúde e entre os trabalhos há uma resenha minha a respeito do livro Ao homem que não me quis, da Ivana Arruda Leite.
Arte cubana no CCBB
Até 24 de setembro, estão expostas mais de cem obras de 61 artistas cubanos, no CCBB. Os trabalhos, expostos sob um panorama histórico, são oriundos do acervo do Museu Nacional de Bellas Artes de Cuba e de coleções dos próprios artistas. Eu já vi o conjunto, em São Paulo, e é realmente fabuloso. Vale conferir.
25ª Feira do livro de Brasília
Semana que vem, em 25 de agosto, começa a 25ª Feira do livro de Brasília. O homenagedo da edição é Mário Quintana. Entre os convidados, estão Ignácio de Loyola Brandão, Milton Hatoum, Marcelo Rubens Paiva e Marcelino Freire. A participação nas palestras e nos bate-papos do Café Literário requerem inscrição prévia. Informações no site.
O volume 14 da Revista Estudos Feministas, da UFSC, foi lançado e está disponível em html (veja aqui). O tema é Raça, sexualidade e saúde e entre os trabalhos há uma resenha minha a respeito do livro Ao homem que não me quis, da Ivana Arruda Leite.
Arte cubana no CCBB
Até 24 de setembro, estão expostas mais de cem obras de 61 artistas cubanos, no CCBB. Os trabalhos, expostos sob um panorama histórico, são oriundos do acervo do Museu Nacional de Bellas Artes de Cuba e de coleções dos próprios artistas. Eu já vi o conjunto, em São Paulo, e é realmente fabuloso. Vale conferir.
25ª Feira do livro de Brasília
Semana que vem, em 25 de agosto, começa a 25ª Feira do livro de Brasília. O homenagedo da edição é Mário Quintana. Entre os convidados, estão Ignácio de Loyola Brandão, Milton Hatoum, Marcelo Rubens Paiva e Marcelino Freire. A participação nas palestras e nos bate-papos do Café Literário requerem inscrição prévia. Informações no site.
17 agosto 2006
Palestra sobre o Festival do Minuto
A coordenadora do Festival Regional do Minuto de Brasília, Anna Karina de Carvalho, ministra hoje palestra sobre o festival. Serão exibidos filmes de mostras anteriores. Com o tema "Comunidades da Internet", o festival tem o objetivo de estimular profissionais e amadores a produzirem filmes com até 1 minuto de duração. A mostra competitiva acontece em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. Nesta capital, de 17 a 21 de outubro. A palestra é hoje, às 19h, no Teatro da Caixa (Setor Bancário Sul).
"Prêmio Nobel a puta que o pariu"
A coisa ferveu. O embate, sempre muito construtivo, entre visões tradicionais e vanguardistas sobre literatura deu o tom das conversas da mesa que reuniu Marcelino Freire, Nicolas Behr e Salomão Sousa, no ENEL. Destaque para o comentário de Freire a respeito do fato de o Brasil não ter um Prêmio Nobel de Literatura, levantado por Sousa. Disse o escritor pernambucano, ao lembrar uma história inusitada ocorrida pouco antes (leia aqui), na FLIP, que prêmio Nobel não é porra nenhuma, que não adianta nada o escritor premiado não ser capaz de interagir com o público etc. etc. etc. "Prêmio Nobel a puta que o pariu" foi a frase que fechou a sessão, debaixo de aplausos.
Conheci o Nicolas Behr
Na mesma palestra, conheci, enfim, o poeta "brasiliense" Nicolas Behr. Comprei e ganhei livros dele e já estou lendo. Coisa nova, boa, seca, concisa. Gosto disso. Depois que terminar comento mais.
A coordenadora do Festival Regional do Minuto de Brasília, Anna Karina de Carvalho, ministra hoje palestra sobre o festival. Serão exibidos filmes de mostras anteriores. Com o tema "Comunidades da Internet", o festival tem o objetivo de estimular profissionais e amadores a produzirem filmes com até 1 minuto de duração. A mostra competitiva acontece em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. Nesta capital, de 17 a 21 de outubro. A palestra é hoje, às 19h, no Teatro da Caixa (Setor Bancário Sul).
"Prêmio Nobel a puta que o pariu"
A coisa ferveu. O embate, sempre muito construtivo, entre visões tradicionais e vanguardistas sobre literatura deu o tom das conversas da mesa que reuniu Marcelino Freire, Nicolas Behr e Salomão Sousa, no ENEL. Destaque para o comentário de Freire a respeito do fato de o Brasil não ter um Prêmio Nobel de Literatura, levantado por Sousa. Disse o escritor pernambucano, ao lembrar uma história inusitada ocorrida pouco antes (leia aqui), na FLIP, que prêmio Nobel não é porra nenhuma, que não adianta nada o escritor premiado não ser capaz de interagir com o público etc. etc. etc. "Prêmio Nobel a puta que o pariu" foi a frase que fechou a sessão, debaixo de aplausos.
Conheci o Nicolas Behr
Na mesma palestra, conheci, enfim, o poeta "brasiliense" Nicolas Behr. Comprei e ganhei livros dele e já estou lendo. Coisa nova, boa, seca, concisa. Gosto disso. Depois que terminar comento mais.
14 agosto 2006
Errata sobre ENEL e outras conversas
A mesa redonda que vai reunir Marcelino Freire, Nicolas Behr e Salomão Sousa, no ENEL 2006, acontece amanhã no anfiteatro 2, da UnB, e não no anfiteatro 9, como tinha anunciado abaixo.
ENEL hoje - os poetas Fabrício Carpinejar e Affonso Romano de Sant'Anna falarão sobre cultura contemporânea, mediados pela profª da UnB Sylvia Cyntrão. Desta vez, no anfiteatro 9, às 10h. Também imperdível.
FLIP 2006 - a Festa Literária Internacional de Parati terminou. As notícias estão correndo, com vários enfoques. Vale ler a coluna do Paulo Paniago no Pensar do último sábado e as matérias da Folha de S. Paulo e do Jornal do Brasil. As notícias oficiais estão aqui.
Lançamento amanhã - a jornalista Ana Maria Lopes lança amanhã, pela editora LGE, o livro Conversa com verso, às 19h, no restaurante Carpe Diem (104 Sul).
A mesa redonda que vai reunir Marcelino Freire, Nicolas Behr e Salomão Sousa, no ENEL 2006, acontece amanhã no anfiteatro 2, da UnB, e não no anfiteatro 9, como tinha anunciado abaixo.
ENEL hoje - os poetas Fabrício Carpinejar e Affonso Romano de Sant'Anna falarão sobre cultura contemporânea, mediados pela profª da UnB Sylvia Cyntrão. Desta vez, no anfiteatro 9, às 10h. Também imperdível.
FLIP 2006 - a Festa Literária Internacional de Parati terminou. As notícias estão correndo, com vários enfoques. Vale ler a coluna do Paulo Paniago no Pensar do último sábado e as matérias da Folha de S. Paulo e do Jornal do Brasil. As notícias oficiais estão aqui.
Lançamento amanhã - a jornalista Ana Maria Lopes lança amanhã, pela editora LGE, o livro Conversa com verso, às 19h, no restaurante Carpe Diem (104 Sul).
10 agosto 2006
Caminhos e descaminhos da literatura contemporânea
Estão confirmadíssimos para a mesa Caminhos e descaminhos da literatura contemporânea, no ENEL 2006, os escritores Marcelino Freire, Nicolas Behr e Salomão Sousa. Freire acaba de ganhar o prêmio Jabuti, na categoria Contos e Crônicas, com o livro Contos Negreiros. Behr e Sousa são poetas escolados de Brasília, independentes e polêmicos. Imperdível. O debate acontece às 10h da próxima terça-feira, dia 15, no anfiteatro 9, no ICC Sul, no campus da UnB. Outras informações sobre o ENEL 2006, clique aqui.
Lançamento hoje
A festejada poeta potiguar Marize Castro lança hoje o livro Esperado ouro, às 19h30, na livraria Café com Letras (203 Sul). O livro, que sai pela editora Una, já recebeu destaque na seleção da revista CULT. Marize nasceu em 1962, é poeta, jornalista e autora dos livros Poço. Festim. Mosaico. (1996), Rito (1993) e Marrons Crepons Marfins (1984).
Estão confirmadíssimos para a mesa Caminhos e descaminhos da literatura contemporânea, no ENEL 2006, os escritores Marcelino Freire, Nicolas Behr e Salomão Sousa. Freire acaba de ganhar o prêmio Jabuti, na categoria Contos e Crônicas, com o livro Contos Negreiros. Behr e Sousa são poetas escolados de Brasília, independentes e polêmicos. Imperdível. O debate acontece às 10h da próxima terça-feira, dia 15, no anfiteatro 9, no ICC Sul, no campus da UnB. Outras informações sobre o ENEL 2006, clique aqui.
Lançamento hoje
A festejada poeta potiguar Marize Castro lança hoje o livro Esperado ouro, às 19h30, na livraria Café com Letras (203 Sul). O livro, que sai pela editora Una, já recebeu destaque na seleção da revista CULT. Marize nasceu em 1962, é poeta, jornalista e autora dos livros Poço. Festim. Mosaico. (1996), Rito (1993) e Marrons Crepons Marfins (1984).
08 agosto 2006
Extra extra: Contos negreiros ganha JabutiEstou aqui arrepiada. Um livro assim, olhem: aberto, escancarado. E firme, denso, tenso. Como é que não ganha o Jabuti? Ou como é que ganha o Jabuti? (não vamos esquecer a pergunta do próprio Freire: mudou o Jabuti ou mudou(aram) ele(s)? Oh, céus...) Numa resenha publicada na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n° 26, eu vou mais fundo nos Contos negreiros (Record, 2005). Vale conferir. E vale conferir, claro, o próprio livro. Como disse, aberto. Esperando movimento do leitor, incômodo, balanço e, quem sabe, mudança. Parabéns, Marcelino.
Revista Literatura n° 31
Recebi há algumas semanas, em casa, o número 31 da revista Literatura. Fundada e editada de modo independente pelo escritor cearense Nilto Maciel, a revista é referência para quem quer conhecer a poesia e a prosa em produção no país e traz, além de textos literários, entrevistas, ensaios e resenhas. Autores jovens e veteranos costumam dividir harmonicamente espaço. Entre os contos deste número, destaco "Cadeira-de-balanço", de Caio Porfírio Carneiro, e "Questão", de Claudio Eugenio Luz, ambos muito curtos, concisos e deliciosos. Interessados na revista devem entrar em contato com Maciel, por meio do endereço abaixo ou por e-mail (niltomaciel@uol.com.br). O número 32 está previsto para outubro e virá com o conto "Fabrício Cidadão dos Santos Ferreira", de minha autoria.
Rua Haroldo Torres, 1111 - apto. 101 - Monte Castelo
Fortaleza-CE - CeP 60.357-100
Recebi há algumas semanas, em casa, o número 31 da revista Literatura. Fundada e editada de modo independente pelo escritor cearense Nilto Maciel, a revista é referência para quem quer conhecer a poesia e a prosa em produção no país e traz, além de textos literários, entrevistas, ensaios e resenhas. Autores jovens e veteranos costumam dividir harmonicamente espaço. Entre os contos deste número, destaco "Cadeira-de-balanço", de Caio Porfírio Carneiro, e "Questão", de Claudio Eugenio Luz, ambos muito curtos, concisos e deliciosos. Interessados na revista devem entrar em contato com Maciel, por meio do endereço abaixo ou por e-mail (niltomaciel@uol.com.br). O número 32 está previsto para outubro e virá com o conto "Fabrício Cidadão dos Santos Ferreira", de minha autoria.
Rua Haroldo Torres, 1111 - apto. 101 - Monte Castelo
Fortaleza-CE - CeP 60.357-100
07 agosto 2006
Dicas e comentários ligeiros
1) Literatura
Está em vias de ser lançada a coletânea Todas as gerações, com contos de cem escritores que vivem em Brasília. O livro é organizado pelo poeta e prosador Ronaldo Cagiano e sai pela editora LGE. Tem conto meu lá. Logo dou mais notícias.
2) Teatro
De volta o espetáculo Elas.com, em homenagem às mulheres da literatura brasileira contemporânea. Textos de Clarice Lispector, Ivana Arruda Leite, Carolina Maria de Jesus, Hilda Hilst, entre outras, encenados pelo grupo Entrecenas.

E tem mais apresentações programadas:
13 de agosto – Encontro Nacional de Estudantes de Letras/UnB
28, 29 e 30 de agosto – VII Seminário Internacional Fazendo Gênero/UFSC (Florianópolis)
3 de setembro – Feira do Livro/Pátio Brasil Shopping
26 de setembro – Tubo de Ensaio/UnB
18 de outubro – Cenas Poéticas/UnB
3) Congressos
O próprio VII Seminário Internacional Fazendo Gênero é outra boa dica. Entre 28 e 30 deste mês, em Florianópolis, os assuntos em discussão são as questões de gênero. No dia 28, eu apresento, ao lado da profª Tânia Ramos (UFSC) e da doutoranda e amiga do peito Virgínia Leal (UnB), além de Fernanda Deah Chichorro (UFPR), o texto Clara Averbuck e Ivana Arruda Leite: novas escritoras, novos olhares?.
E por falar em seminário, passei a semana no X Congresso Internacional da Abralic 2006, na UERJ. Participei do simpósio "Ficção contemporânea: novas possibilidades = novas abordagens?", junto com pesquisadores de diversas universidades do país. Boas discussões passaram por lá e, como o foco foi literatura contemporânea, muitos dos textos que estão pipocando por aí foram estudados.
Entre 11 e 18/8, acontece em Brasília o XXVII Encontro Nacional dos Estudantes de Letras. Entre os convidados confirmados, estão Affonso Romano de Sant'Anna, Fabrício Carpinejar, Marcelino Freire e Nicolas Behr. Outras informações, clique aqui.
4) Artes plásticas
Alunos do curso de artes plásticas do Departamento de Artes Visuais da UnB apresentam a mostra Identidades poéticas, até 19/8, das 10h às 19h, no Espaço Piloto da universidade. São pinturas, desenhos, fotografias, instalações de 16 artistas.
Começa amanhã (8/8) o Encontro de Arte na Saraiva, em Pernambuco. Ministrado pela artista plástica Karla Melo, o evento é aberto ao público e vai acontecer no auditório da Livraria Saraiva do Shopping Recife. O tema é “Impressionismo e pós-impressionismo. Raiz histórica das vanguardas e da arte moderna”.
5) Curso
Estão prorrogadas até o dia 14/8 as inscrições para o primeiro curso de graduação em Letras – Língua Brasileira de Sinais (Libras) da UnB. Os candidatos têm que ter fluência ou certificado em libras. São 55 vagas. Outras oito instituições de ensino superior do país oferecerão o curso.
1) Literatura
Está em vias de ser lançada a coletânea Todas as gerações, com contos de cem escritores que vivem em Brasília. O livro é organizado pelo poeta e prosador Ronaldo Cagiano e sai pela editora LGE. Tem conto meu lá. Logo dou mais notícias.
2) Teatro
De volta o espetáculo Elas.com, em homenagem às mulheres da literatura brasileira contemporânea. Textos de Clarice Lispector, Ivana Arruda Leite, Carolina Maria de Jesus, Hilda Hilst, entre outras, encenados pelo grupo Entrecenas.

E tem mais apresentações programadas:
13 de agosto – Encontro Nacional de Estudantes de Letras/UnB
28, 29 e 30 de agosto – VII Seminário Internacional Fazendo Gênero/UFSC (Florianópolis)
3 de setembro – Feira do Livro/Pátio Brasil Shopping
26 de setembro – Tubo de Ensaio/UnB
18 de outubro – Cenas Poéticas/UnB
3) Congressos
O próprio VII Seminário Internacional Fazendo Gênero é outra boa dica. Entre 28 e 30 deste mês, em Florianópolis, os assuntos em discussão são as questões de gênero. No dia 28, eu apresento, ao lado da profª Tânia Ramos (UFSC) e da doutoranda e amiga do peito Virgínia Leal (UnB), além de Fernanda Deah Chichorro (UFPR), o texto Clara Averbuck e Ivana Arruda Leite: novas escritoras, novos olhares?.
E por falar em seminário, passei a semana no X Congresso Internacional da Abralic 2006, na UERJ. Participei do simpósio "Ficção contemporânea: novas possibilidades = novas abordagens?", junto com pesquisadores de diversas universidades do país. Boas discussões passaram por lá e, como o foco foi literatura contemporânea, muitos dos textos que estão pipocando por aí foram estudados.
Entre 11 e 18/8, acontece em Brasília o XXVII Encontro Nacional dos Estudantes de Letras. Entre os convidados confirmados, estão Affonso Romano de Sant'Anna, Fabrício Carpinejar, Marcelino Freire e Nicolas Behr. Outras informações, clique aqui.
4) Artes plásticas
Alunos do curso de artes plásticas do Departamento de Artes Visuais da UnB apresentam a mostra Identidades poéticas, até 19/8, das 10h às 19h, no Espaço Piloto da universidade. São pinturas, desenhos, fotografias, instalações de 16 artistas.
Começa amanhã (8/8) o Encontro de Arte na Saraiva, em Pernambuco. Ministrado pela artista plástica Karla Melo, o evento é aberto ao público e vai acontecer no auditório da Livraria Saraiva do Shopping Recife. O tema é “Impressionismo e pós-impressionismo. Raiz histórica das vanguardas e da arte moderna”.
5) Curso
Estão prorrogadas até o dia 14/8 as inscrições para o primeiro curso de graduação em Letras – Língua Brasileira de Sinais (Libras) da UnB. Os candidatos têm que ter fluência ou certificado em libras. São 55 vagas. Outras oito instituições de ensino superior do país oferecerão o curso.
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