...acesse aqui o n° 21 da bela revista Confraria. Contos, ensaios, poemas, desenhos lindos (e texto de Paloma Vidal).
(agora o blogger me deixou ver e escolher minha fonte e não me sacaneou apagando meu texto. Grata, ó espaço esquisito)

Seu nome é Lirovsky. É da Interlândia. Escreve sobre o teto do vão do infinito e as pilastras desse salão que interferem na dança. Também sobre a visão que a platéia tem da big band dentro da casa labiríntica. Refaz uma pequena ponte, com ferro madeira de pilhagens, sobre dois poços cavados que descem paralelos pro fundo da terra. Todo fim de tarde o firmamento cai na minha rua, molha seus amigos. Essa lama viscosa que prega no sapato vem da geleira que se derreteu quando a luz distante furou as camadas cinzas carregadas de som. Há uma trilha que leva além, mas o único guia fala gritando cuspindo e cercou a área. Eis o mote poético (e não poderia ser diferente) do livro Mercadorias e futuros, de José Paes de Lira, que aguardo curiosa e sedenta. O lançamento será dia 5, em São Paulo. Outras informações aqui.


Dias 6 e 7, tem espetáculo também de Pernambuco: é o Angu de sangue, no projeto Cena Contemporânea, uma espécie de festival de teatro em Brasília. A peça é formada por várias esquetes, interpretações dos contos de vários livros de Marcelino Freire. De modo geral, é um espetáculo muito bonito (já tive oportunidade de assisti-lo em Recife) e há dois ou três textos com interpretação visceral. Maravilhoso. Será no teatro do CAIXA Cultural (Setor Bancário Sul). Os ingressos começam a ser vendidos no próprio dia 6. A programação do festival está disponível aqui.