14 novembro 2008

Livro sobre a mulher na literatura

Será lançado na próxima segunda-feira, dia 17, o livro Formas e dilemas da representação da mulher na literatura contemporânea, organizado pela profa. Maria Isabel Edom Pires, da UnB. Nele, um artigo de minha amiga Virgínia Vasconcelos sobre o livro Duas iguais, de Cintia Moscovich. Será no auditório da Reitoria, às 18h.

Tereza XI

Terezinha dormiu duas ou três horas. Trabalhou todo o dia, resolveu problemas, ouviu reclamações, conversou minimamente com amigos. Entre uma atividade e outra, pensou no recém-solteiro que conhecera. À noitinha, após recusar um convite para um drink, se espremeu no cubículo do toalete da firma e mirou o sexo inchado e desejoso. Ouviu as vozes das mulheres rebaterem nos azuleijos e optou por deixar o ato para o sossego do lar. Ao chegar, botou o menino pra dormir, deitou-se no sofá. Sonhou com a punheta que não bateu para o tal recém-solteiro.

Na cabeceira da blogueira tem...

As formas elementares da vida religiosa, de Émile Durkheim; Diário de Bitita, de Carolina Maria de Jesus; Mediunidade de cura, de Ramatís; O diário de Frida Kahlo; Mãos de cavalo, de Daniel Galera; Chakras, de Shalila Sharamon e Bodo Baginski; e Rayuela, de Julio Cortazar. Tudo a seu tempo, duas páginas ou três linhas por noite.

09 novembro 2008

Tereza X

Fiapos de manga na boca. Tessa, rumo ao mediano sentimento de felicidade, reflete sobre suas possibilidades sexuais para um domingo à noite. Leva os dedos à buceta e goza em segundos, apática, diante do olhar reprovador do Faustão. Tsk tsk. Lambe os dedos e percebe que permanece inalterado o gosto forte da manga. Rosa.

02 novembro 2008

Tereza IX


Ela ri, ela chora, ela clama por justiça, ela luta, ela espera, ela reserva para si o espaço da culpa, ela é forte, ela é fraca, ela é mãe, é filha, é filha-da-puta, ela é a fé e o ceticismo, ela é carinho, ela é ternura, ela é pedra, fogo, ela é dura, fria, ela é mole e entregue, de corpo e alma, a tudo, ela é militante, ela é descomprometida, é vagabunda, e vale ouro, ela é alegre e divertida, ela é o próprio aborrecimento, ela é amiga. E é humana. Ela é Terezinha da Conceição, filha de Oxum. E de Xangô.



PS: Nada de Gorducha. Terá morrido? E Alexandre Marino anunciou e discutiu em seu blog casos de censura. Acesse o link na lista ao lado -->

28 outubro 2008

Grupo de leitura discute livro de Nilto Maciel

O mais recente romance do grande Nilto Maciel, Carnavalha, vai ser discutido pelo grupo de leitura da UnB, na próxima segunda-feira, dia 3/11. Será no auditório do Departamento de Teoria Literária e Literatura (ICC Central, sobreloja), às 15h. As discussões são sempre abertas ao público.

Lançamento - livro reúne textos sobre gênero

E será lançado amanhã, 29/10, o livro A construção dos corpos - perspectivas feministas, organizado pelas professoras da UnB Cristina Stevens e Tania Navarro. São 13 pesquisadoras abordando o tema gênero, mais especificamente as formas de violência, material e simbólica, decorrentes da imposição do masculino ao feminino. Será às 19h, no Carpe Diem (104 Sul).

26 outubro 2008

Tereza VIII

Que atraso. Foram 29 anos para Teca resolver experimentar maconha. Gostou e sentiu medo. Também antes dos 30, a negra vislumbrou - com ajuda - a amarga infância que teve. Se hoje é durona, ela deve isso ao violento controle familiar que sofria quando chorava ou demonstrava uma emotividade indesejada, sofrida, escandalosa. Teca é até capaz de perdoar, mas ainda guarda em si o medo da vida.

Dia 29 é dia do livro

A Universidade Federal do Paraná vai sediar, em 29/10, uma caminhada cultural, promovida pela Livrarias Curitiba e, no mesmo dia, a minha amiga Jeanne Alves completará 29 anos de idade. Que as terras canadenses a acolham em paz.

Carlos Emílio no youtube

O escritor cearense Carlos Emílio C. Lima disponibilizou vídeo com a leitura de seu O romance que explodiu no youtube. Bonito demais. Acesse aqui.

21 outubro 2008

Casa das musas atualizada

A revista eletrônica Casa das musas está atualizada. Tem tradução de textos de Calvino, Sartre e Pound; entrevista com um dos melhores escritores vivos da atualidade, Nilto Maciel; contos, poemas, crítica de cinema e muito mais. Vale navegar.

Cores de Brasília Teimosa

Até 23 de novembro, podem ser vistas no Conjunto Cultural da CAIXA as fotos que compõem "Brasília Teimosa", exposição de Bárbara Wagner. As fotos são maravilhosas, de um colorido saturado, quase cegador (veja imagem acima). Mas o que cega mesmo é o desconserto que baixa nos visitantes. Os retratos que transformam em arte o que há de mais 'feio' no bairro de Recife são expressivos e trazem à tona incômodos e preconceitos. Além de apreciar as fotos, é imprescindível se dispor a perceber os possíveis olhares que o típico público de exposições lança sobre os retratos. Olhares que nos dizem: "que gente feia" ou simplesmente "argh". E é na perfeição das cores, nas paredes límpidas e burguesas de um espaço cultural, no interior de molduras largas, que esse povo que fuma hollywood e bebe nova schin vem brilhar. Diz Helder Aragão: "Ao retratar os personagens de 'Brasília Teimosa' Bárbara compõe pequenos haicais visuais onde a felicidade está acompanhada do orgulho de ser o que se é, quebrando barreiras sociais de uma maneira intensa e alegre". E não há como discordar dele. As fotos de Bárbara extrapolam as molduras, explodem e, aos mais sensíveis babacas, causa náuseas. Estranho pôr-se diante da evidente beleza do feio fulmegante.
PS: um conto que escrevi, chamado "Orlando", é a história de uma mulher que possivelmente mora em Brasília Teimosa. Ele pode ser lido aqui.

19 outubro 2008


Tereza VII (e a primavera)


Enquanto a primavera for primavera, Tereza vai tecendo Tereza-mesma. Só nesta semana foi abandonada três vezes por três diferentes amores. Sente saudade do tempo em que dominava interior e exterior, madura criança que era. Primavera de sua vida. Agora, quer uma chance de tentar viver sem dor.

18 outubro 2008

Cartola, o grande


Poesia, sociologia e cinema

E há poema de Jean Narciso aqui. E muitos dos textos que têm ilustrado minhas noites, do sociólogo Reginaldo Prandi, especializado em religiões afro-brasileiras, estão aqui. E está para estrear em Brasília mais um filme sobre o caso do Ônibus 174. Esperadíssimo. (a Gorducha deve saber. Será que ela sabe da estréia de Um romance de geração? Podia contar pra gente)

12 outubro 2008

Fest-Livro no Lago Norte

Desde 6/10 até o dia 16, acontece o 24° Fest-Livro do Indi - Instituto Natural de Desenvolvimento Infantil, com o tema "Cultura Popular". Programação aqui. O instituto fica na QI 5 do Lago Norte.

PS: Alguém aí tem notícias da Gorducha? Que mulher misteriosa. Desapareceu há dias das minhas vistas.

10 outubro 2008

Tereza VI

Na casa de Tereza, há manchas invisíveis de tristeza pelas paredes. No coração dela, lama. O sol lhe castiga as costas - de negra que é - e o vento seco rasga o nó da garganta, enquanto muriçocas picam sem dó o seu único amor. Tereza posa de heroína que não é e nunca foi; nem de si, nem dos outros. Posa de auto-suficiente, dispensa o apoio dos amigos. E morre inteira. Só e perneta.

Notícias literárias

O poeta Jean Narciso teve seu nome incluído em antologia internacional. Quer ver? Aqui.

Amanhã, rola Festa da Umbigada na livraria do Odeon, na capital carioca, com participação do escritor cearense Carlos Emílio Corrêa Lima. Haverá lançamento de livros. Entre eles, Maria do Monte, o romance inédito de Jorge Amado.

Também amanhã, na biblioteca Governador Menezes Pimentel, em Fortaleza, acontece o evento Criança gosta de brincar e de ler, com palestras, exposição de livros usados, recreação, shows etc. Mais informações pelo e-mail: bibliotecacultural@secult.ce.gov.br.

09 outubro 2008


Mais primavera

Tereza de olhar oblíquo.

Vi, li e gostei - errata para "De vaidoso, pouco"

Errei ao publicar o link para o blog Anedota Búlgara como indicação de espaço virtual com textos de Jean Narciso. Ocorre que o poeta não escreve prosa - ele mesmo comentou a nota - e que os textos que erroneamente atribuí a ele, debaixo de críticas, são de outros autores. Sorry. Quanto aos poemas, vi, li e gostei. Vale navegar.

05 outubro 2008


De vaidoso, pouco


Conheça os contos e poemas de Jean Narciso. Divertidos, engraçados, bonitos, mas com algum excesso de palavras na minha humilde opinião.

27 setembro 2008


Foto de primavera

Não gosto de flores, não gosto de chuva. Não gosto de viver.

Conto de primavera

De manhã, tudo que é sinistro se resolve. As vozes na minha cabeça se explicam; o olhar do cadeirante dominado deixa de me amedrontar. De manhã, o sol desencanta poeiras e Exus e deixa a casa ser minha e só minha. De manhã, o de noite vira sonho e eu posso até rir de mim e, sem receio, rir das grandes estrelas que poderei quase tocar quando morrer.

Notícias de primavera


Um romance de geração na telona - O Festival de Cinema do Rio de Janeiro, que já começou, apresenta dia 30 Um romance de geração, baseado no livro homônimo de Sérgio Sant'Anna. Sem dúvidas, o volume é uma das melhores coisas da literatura brasileira da autalidade. Sobre o filme, que conta até com participação especial do escritor (veja a foto), leia aqui.
Ato com texto - Produção, leitura e interpretação de textos, oficinas de criatividade, interpretação, trabalhos de dobradura, arte-educação, comunicação criativa e muito mais é o que oferece o espaço Ato com texto, idealizado pela professora, blogueira, jornalista Solange Pereira. Para saber mais, clique aqui ou mande um e-mail para sollpp@gmail.com.

24 setembro 2008


"É primavera, te amo"

Nem tudo que reluz é cor-de-rosa. E Emília observou, de baixos olhos, as linhas retas do prédio escondido pelas belas imitações de algodão doce.

Rápidas e práticas

Revista Literatura - Quinze microcontos de Liana Aragão estão no n° 35 da revista Literatura, organizada pelo melhor escritor vivo da atualidade, Nilto Maciel. Entre os convidados estão Astrid Cabral, Glauco Mattoso e Raymundo Netto. Quer um (ou alguns) exemplar? Escreva para niltomaciel@uol.com.br.

Um papo - O projeto Sempre um papo, que durante alguns anos foi patrocinado pela CAIXA e pelo Correio Braziliense, na árida capital, ganhou ares internacionais agora. Semana passada foi iniciado o Siempre una palabra, em Madrid, na Casamérica. O primeiro convidado foi Milton Hatoum. Veja o site. No Brasil, o projeto segue em Belo Horizonte. Veja a página.

Concurso - Até 13 de outubro, estão abertas as inscrições para o 3° Concurso Guemanisse de Minicontos e Haicais. Há prêmios em dinheiro para os primeiros colocados e publicação. Mais detalhes, aqui.

PS: Gorducha deve ter notado as duas luas do dia 27 de agosto. E deve ser a detentora das melhores imagens do fenômeno. Ela deve, igualmente, guardar ótimas fotos da chegada da primavera à cidade-concreto.

20 setembro 2008


Tereza V

Vazia e só, Teca sonha com um quarentão grisalho e bem resolvido; de bons modos e cheiro de homem; criativo e sensível; que a acolha, que a crie. Comemora a chuva bem vinda no deserto de seu coração e acorda: seu amor é muito jovem, careca e barrigudo. E ela o cria, pleno e perfeito, com a ajuda de Joaquim. Numa cachoeira plena e perfeita.


Expresso Sant’Anna

Tem trecho do novo romance de Sérgio Sant’Anna, encomenda do projeto Amores Expressos, da Cia das Letras, publicado no Rascunho. Sobre os livros do autor, eu já disse:

“A obra de Sérgio Sant’Anna é habitada por leituras dialéticas do contexto social passado e presente na vida do autor. Longe de fazer uma literatura inofensiva, Sant’Anna abre o jogo a todo o momento. E mais, com o recurso da metalinguagem, ele nos indica (e até induz) como deve ser o nosso olhar sobre um texto literário. As marcas da produção são, nesse romance, explicitadas no conteúdo (e também na forma), discutidas abertamente.” (com Laeticia Eable, em O autor e seus cúmplices: o intelectual na obra recente de Sérgio Sant’Anna, publicado no número 21 da revista Cerrados)

16 setembro 2008


Pedaços de blogs e de gente


Sparágmos - "
Tiramos o nome da frase inicial do primeiro espetáculo que encenamos: – A aurora que buscamos não é essa que aí está, nem qualquer outra que tentem nos impor. Um lixo."

Razão Poesia - "
Para quem nasceu com 80% no nariz e na pele, 15% significa aprender a arte de pescar vento. Todos reclamam do calor. Calor de deserto, quentura-mais-que-desanimadora."

Mal de Montano - "a prática de ler não significa em essência nada. O costume de ler pode ser um desábito de adquirir conhecimento. Entrar no piloto automático da leitura não traz por si só transformação."

Alice me persegue - "É muito estranho ser atriz. É muito estranho. Fazer um filme que é e não é seu. Agir e se entregar como se fosse outra. Criar cuidadosamente um corpo, reconstruir idéias, caminhos, pensamentos, histórias, infância, e sem mais nem menos começar a reagir."

Poesilha - "Música para ouvir de pijama. E bem acompanhado."

Vasto Abismo - "
Publicam-se todo ano no Brasil milhares de livros de poesia e prosa de ficção, quase sempre às custas dos próprios autores e em pequenas tiragens."

Carapuceiro - "Esperanza, marcada por agulhas de fabriquetas coreanas e a febre da selva, pisoteia los hombres em la calle."

15 setembro 2008

Tereza IV

Para Rubo

De um interlocutor aflito

Atenta, Tereza ouve a voz
Cheio de dúvida, cheio de dor
O interlocutor é uma noz

Concentra energias de boas-vindas
No vôo certo por vias tortas
O vento chega, lânguido, ao lar amigo
Ouve choro; derramadas as flores mortas

Torce, afaga, cheira, morde
Peito apertado, rasgado, Tereza
Abraça, limpa, reza, colhe
Do corpo, inerte, toda a beleza

Tereza é toda tentativa
Costura, prega, cola. Resgata.
É mãe e amiga, insuficiente
Pouco fala: é robô, é toda lata

Do frio vêm dor e sorrisos
E ela receita: tempo, paciência, espera
Sabe que tudo há de melhorar
Porque é quase primavera

10 setembro 2008

O livro-lp de Averbuck

Clarah Averbuck lança amanhã, no cabalístico 11 de setembro, o livro Nossa senhora da pequena morte, no Rio. Eu, cá de longe, fico curiosa e penso seriamente em tentar comprar, já que são apenas 200 exemplares de uma edição muito bonita, um tal livro-lp (veja a foto), e mais: até o momento não há indícios de que seja mais um self-book(buck). Se eu estiver enganada, me digam logo!

Quem vê prefácio...

Leonardo Vieira criou um blog para deitar seu livro. O monótono e pretensioso prefácio diz: "Hoje, publicar um livro requer que a experiência seja-nos generosa em metal sonante. Já que a miséria faz-se recente amiga, achei por bem divulgar meu segundo volume de contos sem nenhum dispêndio e, também, sem qualquer esperança de retribuição. São fraquezas de um fatalista". Não posso (e não poderei) opinar sobre os textos, mas quero crer que são ótimos. Aqui ó.

08 setembro 2008

Taguatinga, xixi e flor

Depois de uma segunda-feira cansativa, peguei meu calhambeque para um encontro em Taguatinga. Tudo bem marcado e nada menos que 35km e um trânsito infernal me separavam do espaço de paz. Marcado? Tudo fechado, portão, cadeado. Liguei pro Gu: "tá em casa? quero fazer xixi...". E ele: "não tô, mas pode ir lá". E me deu seu endereço. Em minutos, me vi tocando a campainha de uma bela casa bastante habitada de gente que nunca vi. Além do xixi, que fiz envergonhada, me aliviei diante da simpática - para dizer pouco, muito pouco - Florence Dravet, que me presenteou com o seu novíssimo Rascos de Brasil inteiro - 1. Iara. É de se acreditar? A pessoa enfrenta longo asfalto para mijar e ganhar um belo livro? Ou isso é mais um miniconto? Deve ser. Pois provo - delícia - com o trecho do poema "Força nua" abaixo:

Iara ri, linda e nua, no alto da Sé.
E elas correm, peças ao vento
A liberdade à mostra.
Elas se encolhem e caminham, envergonhadas,
de volta à casa;
Diante dos homens às calçadas.
E as velhas à janela balançam a cabeça.

Crônica sobre mercado n'O Povo

De volta à realidade, foi publicada crônica de Raymundo Netto no jornal O Povo. "Lançamentos de livros" trata dos autores cearenses desconhecidos e sua busca por um público leitor para o lançamento de suas obras. Veja.

07 setembro 2008

Eu já disse isso II

“Saímos simbolicamente da colonização em 1822 e simbolicamente continuamos sendo devorados, não territorialmente, mas muito física e culturalmente. Num país em que o ranço estuprador da colonização é virtualmente lançado ao passado, se mantém a sensação implícita de atraso, enquanto somos compensados por um sentimento de quase pertencimento ao grupo 'desenvolvido', 'evoluído'. A nossa literatura atual é espaço propício para se discutirem esses atrasos e para se consolidarem os sentimentos plenos de dominação – que, no caso do masculino sobre o feminino, embasa outras questões – física, sexual e simbólica.” (Trecho do artigo Em meio a atos tirânicos: (re)Leitura da mulher colonizada em 'Um crime delicado')

Feira do livro

Termina hoje a 27ª edição da Feira do Livro de Brasília. Ontem, dei uma volta por lá e vi algumas boas promoções. A quantidade de sebos também parece ter aumentado, o que é maravilhoso. O último dia costuma ser bom para quem quer comprar muita coisa: os descontos são maiores e vale, sempre, vasculhar as pilhas promocionais (com livros de R$ 5 e até R$ 1).

PS1: a caminho da feira, no ônibus, me surpreendi com a cidade, tão diversa e humana. De carro, é impossível contemplar pessoas, prédios, ruas e até mesmo as paradas com estantes cheias da w3 norte. Tereza há de estar mais viva.

PS2: soube ontem que a Gorducha se curou do resfriado prolongado, mas não anda bem do estômago. Continua temporariamente desaparecida do antro (marginal?) cinematográfico da capital federal.

05 setembro 2008

Tereza III

Aflita e suave, Teca olhou curiosa para o amigo torto, oblíquo. Teria levado uma surra? Ou só se empenado por um vento? O amigo, torto e sonolento, evitou os olhos dela e a cumprimentou sem vontade. Na mesma noite, ao correr para outro colo, Teca – segura – tentou manter a elegância que não lhe é freqüente, mas não suportou a idéia de que sua buceta fosse objeto quase sagrado. E que o seu uso estava relegado à reverência respeitosa do sexo torto sem penetração.

Coisas de Bienal de Poesia

Alexandre Marino criou um espaço no flickr para abrigar a sua exposição de fotos da I BIP. Veja. E, em homenagem ao evento, Giovani Iemini lançou ontem o ebook de poesia Músculo de minhoca. Baixe.

03 setembro 2008

Brasília respira poesia?

No meu mundinho-sem-tv-e-jornal-não-por-opção-mas-por-cansaço, a Bienal de Poesia anda relegada a segundo plano. Mas isso não há de ser real - vivo, afinal, em meio ao surreal mundo das fraldas, mamadeiras, bochechas fofinhas, "mamã" e Caixa Econômica -, pois o evento, que teve início hoje, não reúne meia dúzia de recitadores empolgados. É uma puta estrutura, com não sei quantos poetas, críticos, atores, músicos, cineastas espalhados pela cidade em lançamentos, mostras de vídeos, simpósios, saraus etc. Fabrício Carpinejar e Nicolas Behr participam. É, parece que Brasília anda respirando poesia. O Alexandre Marino, por exemplo, estará amanhã no Martinica Café, com vários outros jornalistas-escritores. Será às 21h30. Veja a programação.

E por falar em gente empolgada com literatura, a mineira Consuelo Rezende lançou hoje o seu Narco-íris, de poemas, do qual falei há alguns dias aqui, no Café Cultural da CAIXA.

Rápidas acadêmicas

Em 9 e 10/10, acontece o 9° Encontro de Ciência Empírica em Letras, na UFRJ. O evento funciona como um fórum de discussão de estudos interdisciplinares que privilegiam a abordagem empírica. Outras informações aqui.

A Comunicologia, revista eletrônica do mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCB) recebe até o dia 30/9 trabalhos para publicação na edição de outubro de 2008. O tema é "cultura mediática". Veja a revista aqui.

CQC

Curtir o programa Custe o que custar, o CQC, da Band, tem sido a atividade da moda entre vários dos meus amigos. Eu já assisti e me diverti, mas ainda não consigo emitir uma opinião sólida sobre o programa. Aos fãs, vale uma passeada pelo blog do Danilo Gentili, o mais engraçado dos "repórteres". Aqui.

01 setembro 2008

Tereza II

As noites de Tetê já não eram as mesmas. Preferia ler J. Borges, o cordelista, em vez dos classudos pomposos autores contemporâneos de outrora. Divertia-se impunemente frente à tv de tela plana e 21 polegadas; cronometrava seus passos, suas atividades. Seu despertador acordava antes mesmo de o dia começar - quisesse ou não, chovesse ou não. Tetê carregava, incansável, o menino, as bolsas e a pedra. Pra cima, pra baixo. Tanto sangue derramado dentro do seu coração.
Eu já disse isso I

"Quando se dessacraliza a literatura, pode-se enxergar sem preconceitos a relação possível dela com as práticas de mercado. Afinal, a literatura é produto e, como tal, é objeto de troca, de consumo. O campo literário abrange não apenas aquilo que se julga inerente ao texto literário ou à presença dos agentes e suas interlocuções, mas também práticas como as publicitárias, cujo objetivo é vender para gerar lucro e não necessariamente emancipar". (Estratégias de atuação no mercado editorial – Marcelino Freire e a Geração 90, p. 121)

Piauiês na Feira do Livro


Paulo José Cunha lança na próxima quinta, dia 4, a 3ª edição da Grande enciclopéida internacional de piauiês. Será na Feira do Livro, a partir das 19h. Cunha é jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UnB e autor de alguns livros.

Clássicos universais (afe!) no Rio

O prof. Leonardo Vieira ministra, a partir de amanhã, dia 2, o curso "Quatro romances universais" (ou seja lá o que ele quis dizer com esse adjetivo). Serão discutidos Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, O som e a fúria, de William Faulkner, As ondas, de Virginia Woolf, e Água viva, de Clarice Lispector. Outras informações pelo e-mail: leonardo33vieira@yahoo.com.br

PS: A Gorducha voltou do Rio e parece estar resfriada, como metade da população de Brasília neste momento. Me contaram que ela fez alguns contatos no meio cinematográfico carioca, mas, tal como acontece aqui, não lhe deram muito crédito. De cama, não perde a Pink Dink Doo ("sim senhore positone").

30 agosto 2008

Tereza I

Terezinha acordou tão menstruada quanto dormira, cuidou do menino, deixou o menino com o pai, lavou o carro, fez análise, voltou, almoçou, reclamou de dor no olho, dormiu, acordou, ouviu, ouviu, ouviu, foi comprar frutas, chorou, voltou, tomou banho de sal grosso, cuidou do menino até ele dormir. Mentalizou os seus guias, pediu força, luz, paz. No vazio da sala, permitiu-se sentir feliz com o cheiro de chuva. Morava na cidade mais seca do mundo.

29 agosto 2008

Narco-nauta

O que você acharia de uma criatura que, de férias, vai pra outra cidade e na sede da empresa em que trabalha resolve passear serelepe vendendo seus livros de poesia? Isso não é um microconto, é fato. Consuelo Rezende, empregada da Caixa Econômica em Minas, de férias (ressalto) em Brasília, passou pela Matriz esta semana e vendeu muitos de seus exemplares. Poemas cotidianos, hifenizados. Cheios de trocadilhos e gracinhas (Marcelino Freire vai gostar!). Aqui uma pequena mostra, parte do poema "Jurimprudência", cujo personagem se chama Feio: "Só ele pra salvar as bonitas, da exceção". O nome do livro é Narco-Íris e o e-mail da Consuelo é consuelorezende@hotmail.com.

Cucurucucu Paloma

A escritora sagaz e competente acadêmica Paloma Vidal dará o ar de sua graça na Feira do Livro de Brasília. Será dia 6, às 19h, no café literário. Ela divide a mesa com Martín Kohan, Daniel Link e Vitor Ramil. Imperdível.

PS: Terá a Gorducha voltado do Rio. Não a vi esses dias...

26 agosto 2008

Leia Sparagmós

Compre batom, compre batom, ops... leia Sparagmós, leia Sparagmós, leia Sparagmós. Funcionou? Agora leia mesmo. Contos deliciosos do meu amigo Manoel Rodrigues, que me deixa orgulhosa por se render aos encantos magnéticos do mundo virtual. Um herói, afinal, tem que ser - ou fingir ser - humano. E cá está o grande Rodrigues, entre os reles blogueiros, para mostrar aos insuportáveis puristas que literatura é "isso aí" (e isso aqui, e aquilo lá e a puta que o pariu). Leia Sparagmós.

PS: O que era raiva virou ódio. Aos poucos, ferida cruelmente alargada. Não sei mais se confio em pessoas ou se são mesmo pessoas aquelas criaturas com quem convivo. Tenho ladras ou opressores-natos em minha volta? Racistas, misóginos, neo-nazi? Companheiros? Amigos? (Gorducha, você bem que podia fazer um filme - um curta que fosse - sobre a mentira e jogar isso na minha cara. Daqui, eu esfrego na cara dos meus confrades. E te dou todos os créditos).

23 agosto 2008

E..

...acesse aqui o n° 21 da bela revista Confraria. Contos, ensaios, poemas, desenhos lindos (e texto de Paloma Vidal).
(agora o blogger me deixou ver e escolher minha fonte e não me sacaneou apagando meu texto. Grata, ó espaço esquisito)
(escrevo pela terceira vez porque a porra do blogger apaga meus textos. E a minha fonte não está disponível!)

A bienal de SP termina amanhã e tem palestra com Fernando Morais, autor da biografia do Paulo Coelho. A feira do livro de Brasília começa dia 29/8 e tem Paloma Vidal na programação.

PS: droga. Lamentei, também duas vezes, o fato de terem rejeitado o projeto da gorducha de filmar um livro do P J Gutierrez (nas duas primeiras vezes escrevi o nome inteiro do autor). E de terem dito a ela que os motivos foram orçamento, inviabilidade técnica etc. Mas o fato é que ela não é o "tipo cineasta". E, triste, ela foi assistir Caetano e Roberto Carlos no Rio. Pagou uma nota.

18 agosto 2008

I BIP em Brasília

E você já entrou no site da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília? Não? Pois entre. O evento acontece entre 3 e 7 de setembro em vários locais da capital federal (o Setor Literário Sul será um deles?).

Especialização em Literatura Brasileira na UnB

Estão abertas as inscrições para o Curso de Especialização em Literatura Brasileira, edição 2008. Coordenado por Sylvia Cyntrão, o curso será ministrado por professores do Programa de Pós-Graduação em Literatura da UnB. O objetivo é qualificar professores/educadores a fim de propiciar os meios de entendimento da função da literatura como expressão, questionamento e projeção da realidade nacional e global. Haverá processo de seleção, com análise do currículo e uma prova dissertativa.O edital está disponível aqui. Outras informações: cursolatolit@unb.br, literatura.unb@gmail.com e 61-3307-2357.

17 agosto 2008

Em revistas

O novo livro de Marcelino Freire, Rasif, já foi comentado por vários jornais do país e está em lugar privilegiado na revista da Livraria Cultura, como indicação de lançamento. Pude dar uma folheada no belíssimo exemplar da Record, com capa dura e desenhos, e tirar algumas conclusões prévias. Mas não vou comentar ainda.

E na Marie Claire de julho tem uma entrevista com a eterna adolescente Clarah Averbuck. No melhor estilo Marie Claire, o texto é bem humanizado (na falta de palavra mais adequada) e mostra o que já estamos cansados de ler no blog e nos livros da autora gaúcha. Ela fala da vida não estabilizada financeiramente, do marido, do filme Nome próprio (Leanda Leal ganhou o kikito de melhor atriz em Gramado). Me surpreendeu o fato de ela ter parido em casa a filha Catarina e a sua última frase mostra um humor gostoso, raro. Por esses dois pontos, vale a leitura.

Em Fortaleza

O cordelista Rouxinol do Rinaré ministrará oficina de cordel em Fortaleza, no SESC Centro, nos dias 19 e 20. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.

15 agosto 2008

Um microconto a Humberto

Para que a saudade se registre, querido amigo, o primeiro a ler, a rir e a gostar, entrego o pequeno conto abaixo:

"Para Alaor, ser bonito significava estar fadado ao silêncio e à busca pelo aperfeiçoamento sexual constante. 'Não, meu bem, não fala nada e me come'. Aproveitava as tardes livres para estudar a arte da sedução, ouvir jazz e ler Rimbaud"

Guimarães x2 - Machado x1

No próximo dia 20 será aberta a Semana Guimarães Rosa, no Senado Federal. Haverá lançamento de livros, debate e exposição com acervo da Academia Brasileira de Letras.
E de 29 de setembro a 3 de outubro, será realizado o Congresso Internacional de dois Imortais, na UFMG. As mesas terão como tema Guimarães Rosa e Machado de Assis. Mais informações aqui.

12 agosto 2008

Literatura e relações raciais

No próximo dia 19, haverá mesa redonda sobre literatura e questões raciais, no auditório da reitoria da UnB, às 19h. A profª Sônia Roncador (Universidade do Texas) falará sobre "O mito da mãe preta no imaginário literário de raça e mestiçagem cultural" e a profª Regina Dalcastagnè fará a palestra "Entre silêncios e estereótipos: relações raciais na literatura brasileira contemporânea". A mediação é da mestranda Marina Farias Rebelo. Logo após, será lançado o número 31 da revista Estudos de Literatura Brasilieira Contemporânea, com um dossiê sobre literatura e relações raciais.

09 agosto 2008

Rosa e a gorducha

Acabo de ler História de mulheres, da espanhola Rosa Montero. Um ótimo apanhado de mini biografias de mulheres emblemáticas - umas famosas, outras nem tanto. Loucas, submissas, anoréxicas, doentes, lésbicas. Cada uma com uma personalidade, um problema e um ambiente social a enfrentar - ou a se deixar por ele moldar. Tirando-se algumas reflexões pseudo-psicanalíticas ou conclusões aparentemente infundadas (ao menos a quem trava contato com as personagens ali, pela primeira vez) da autora, o livro é uma boa pedida. É envolvente. Imagino que a gorducha deva ter se identificado, se é que já o leu. Cinéfila que é, talvez a literatura em si não lhe pareça tão importante, mas creio que biografias de grandes mulheres estejam no foco de seus interesses. Gorducha de leggings multicolores, ser discriminado em seu meio apesar do inegável talento, a dica é pra você.
Na pedreira

Só me sinto. Meus planos já não podem ser planos; são vales, abismos. Força eu que crie. Futuro eu que crie. Lá da pedreira, alguém me chama. Benzida, acolhida e no caminho da consolação, seguro a mão de pai Joaquim. E sigo.

05 agosto 2008

Novidades no site da Casa das Musas

Texto traduzido de Italo Calvino (veja trecho abaixo), conto de Nilto Maciel, crônica de Samarone Lima, notícias sobre a bienal internacional de poesia de Brasília, entrevistas com Marcelino Freire, Márcia Tiburi e Daniel Piza, crítica, teoria, poemas e até uma pseudo resenha de Liana Aragão. Tudo isso e algo mais aqui.

Mas onde a obssessão de colecionar recai sobre si mesma, revelando o próprio fundo de egotismo, é em uma prateleira plena de desadornadas capas de livro em papelão unidas por fitas, sobre cada uma das quais, uma mão feminina escreveu títulos como: “os homens que me agradam; os homens que não me agradam; as mulheres que admiro; os meus ciúmes; as minhas despesas quotidianas; a minha moda; os meus desenhos infantis; os meus castelos e por fim, os papéis que envolveram as laranjas que chupei”. (trad: Marcelo Costa Nunes)

PS: A gorducha oxigenada teima em se manter silenciosa. Mas não é charme; é trabalho. Está adaptando texto de Pedro Juan Gutierrez para o cinema. A idéia era fazer um curta, mas a profissional, que hoje ignora o calor e usa um chale de renda e brilhos, combinando com os cristais swarovski do sapato, já se prepara para convencer os patrocinadores de que um longa ambientado na capital cubana pode ser a melhor opção. Muito trabalho a fazer, afinal. Espero que ela me convide para a estréia.

04 agosto 2008

As sextas literárias de volta

O grupo de leitura da UnB diz adeus às férias e volta com a corda toda para o round two de 2008. A partir do dia 15/8, quinzenalmente, o grupo se reunirá para discutir literatura contemporânea brasileira e latino-americana. A participação é sempre aberta a qualquer interessado. Os encontros acontecem às 15h, no Departamento de Teoria Literária e Literatura da UnB. Veja o cronograma previsto abaixo.

15/8 - Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum
29/8 - Afogado, de Junot Díaz
12/9 - O livro das emoções, João Almino
26/9 - Só para fumantes, de Julio Ramón Ribeyro
10/10 - Carnavalha, de Nilto Maciel
24/10 - O desfile do amor, de Sergio Pitol
7/11 - A arte de produzir efeito sem causa, de Lourenço Mutarelli
21/11 - Radio Cidade Perdida, de Daniel AlarcónLima
5/12 - 98 tiros de audiência, de Aguinaldo Silva
19/12 - Zama, de Antonio Di Bendetto

03 agosto 2008

Ventania

Há pouco, uma ventania - inexplicável para agosto - passou pelo Guará. Arrancou parte do telhado de amianto de vizinhos que eu desconheço e levou meu homem embora.
Mercadorias e futuro será lançado esta semana em São Paulo

Seu nome é Lirovsky. É da Interlândia. Escreve sobre o teto do vão do infinito e as pilastras desse salão que interferem na dança. Também sobre a visão que a platéia tem da big band dentro da casa labiríntica. Refaz uma pequena ponte, com ferro madeira de pilhagens, sobre dois poços cavados que descem paralelos pro fundo da terra. Todo fim de tarde o firmamento cai na minha rua, molha seus amigos. Essa lama viscosa que prega no sapato vem da geleira que se derreteu quando a luz distante furou as camadas cinzas carregadas de som. Há uma trilha que leva além, mas o único guia fala gritando cuspindo e cercou a área. Eis o mote poético (e não poderia ser diferente) do livro Mercadorias e futuros, de José Paes de Lira, que aguardo curiosa e sedenta. O lançamento será dia 5, em São Paulo. Outras informações aqui.

PS: A gorducha eu vi anteontem, um dia antes do meu aniversário (que não foi muito melhor do que os dias anteriores). Como não é minha amiga nem curte blogs - muito menos o meu -, sequer me agradeceu pelo que escrevi há alguns dias. Grande é a vala que nos separa. E mal sabe ela o quanto eu a conheço e admiro.

31 julho 2008

Inimigos e Bolívia

Será lançado hoje, em Fortaleza, o mais novo livro de Pedro Salgueiro: Inimigos, ganhador do I edital de artes da Funcet. Será no Dragão do Mar, das 19h às 21h30.

Começa no dia 3, domingo, a Semana Cultural da Bolívia, em vários locais da cidade. O evento é promovido pela Embaixada da República da Bolívia e a Casa da Cultura da América Latina da UnB. Confira a programação abaixo:

Dia 3 de agosto: Palestra e exibição do filme Evo Pueblo, de Tonchy Antezana (2007, 105 minutos). Narra a história do menino camponês que se tornou o primeiro presidente indígena da República da Bolívia.Legendas em espanhol. Local: Auditório II, do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). Hora : 19hEntrada franca

Dia 4 de agosto: Exibição do filme Los Andes no Creen en Diós, de Antonio Eguino ((2005, 145 minutos). Adaptação de dois contos do escritor Adolfo Costa Du Rels. Narra a dura realidade do povoado boliviano de Uyuni onde, entre os anos 1920 e 40, jovens procuravam ascensão social por meio do garimpo. Legendas em espanhol. Local: Auditório II, do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). Hora: 19hEntrada franca

Dia 5 de agosto: Abertura da exposição fotográfica Bolívia Mais Além do Tempo (Bolívia Más Allá del Tiempo), que reúne setenta imagens dos arquivos de Freddy Alborta, Julio Cordero, Lucio Flores, Luigi Domenico Gismondi, Javier Nuñez de Arco; e dos artistas contemporâneos Vassil Anastasov, Sandra Boulanger, Patricio Crooker, Erika Ewel, Cecilia Lampó, Christian Lombardi, Sol Mateo, Javier Plaza e Roberto Valcarcel. Curadoria: Cecilia Lampó. Local: Galerias CAL, Acervo, Bolso e Auditório Pablo Neruda (CAL)Endereço: SCS Quadra 4, Edifício Anápolis. Horário de abertura: 19h30. Visitação: até o dia 31 de agosto de 2008. Terça a sexta-feira: 10h às 20h. Sábados, domingos e feriados: 12h às 18h

Exibição do filme Evo Pueblo, de Tonchy Antezana (2007, 105 minutos).Legendas em espanhol. Local: Auditório II, do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). Hora: 19hEntrada franca

Dia 6 de agosto: Oferenda floral. Local: Busto Simón Bolívar (Praça do Buriti). Hora: 9h Recepção social (apenas para convidados). Hora: 12h30 às 14h30

Dia 7 de agosto: Exibição do filme Los Andes no Creen en Diós, de Antonio Eguino (2005, 145 minutos).Legendas em espanhol. Local: Auditório II, do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). Hora: 19hEntrada franca

Dia 8 de agosto: Exibição do filme Evo Pueblo, de Tonchy Antezana (2007, 105 minutos). Local: Auditório II, do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). Hora: 19hEntrada franca

30 julho 2008

Até eu sigo sem mim (e a vida acadêmica também)

Vivo o segundo do terceiro dia de uma licença saúde, em casa. Curto minhas tristezas, uma forte dor de garganta e meu filho lindo.

Mas falemos de academia.

A revista Participação da UnB, criada em 1987 para publicar artigos, comunicações, resenhas, opiniões e entrevistas, está sendo relançada este ano. Os interessados devem encaminhar seus trabalhos até 22 de agosto. As orientações e os critérios para envio de trabalhos estão no site www.revistaparticipacaodex.unb.br. A revista seguirá modelo científico e terá periodicidade semestral.

No Rio, dia 4, acontece a palestra "Uma diáspora descontente: cinema, militância política e identidade étnica no Brasil", com o prof. Jeffrey Lesser, da Emory University. Será no Salão Moniz de Aragão do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, às 19hrs. A palestra será realizada em português.

A revista Aletria, da UFMG, recebe artigos que tratem de obras literárias de língua inglesa. O prazo é longo: 1° de maio de 2009. Dá pra preparar algo digno até lá. Veja as normas abaixo.

1. A revista Aletria aceita para publicação artigos inéditos em sua especialidade:
• ensaios sobre estudos literários e culturais;
• resenhas e recensões críticas de obras literárias e de obras científicas na área de literatura e teoria literária;
Observação: não serão aceitos capítulos de dissertações ou teses em que essa condição possa ser constatada no texto.
2. O material para publicação deverá ser encaminhado à equipe editorial da revista, e, em folha à parte, deve(m) o(s) autor(es) enviar, também, autorização para a publicação sem recebimento de direitos autorais.
3. Todos os trabalhos deverão ser enviados em duas vias impressas e em arquivo eletrônico em CD ou disquete, editado através do programa Microsoft Word for Windows versão 2.0 ou superior, em fonte Times New Roman, corpo 12, e espaço 2.
4. Só será aceito para publicação, de cada autor ou conjunto de autores, um artigo por ano.
5. Os trabalhos encaminhados não devem ultrapassar 20 páginas.
6. O material a ser publicado deve ser acompanhado de folha de rosto onde serão indicados: título; autor ou autores; instituição em que trabalha cada autor e a atividade que exerce na mesma; titulação acadêmica de cada autor; endereço pessoal e de trabalho completos, bem como telefones (e ramais, se for o caso); e-mail para contato.
7. O original, digitado em espaço duplo, fonte 12, Times New Roman, deve desenvolver-se na seguinte seqüência: título do trabalho, nome(s) do (s) autor(es) – um abaixo do outro –, filiação científica do(s) autor(es) e nome da (s) instituição(ões) a que se acha(m) vinculado(s) abaixo do(s) nome(s) do(s) autor(es) – as informações de cada autor abaixo do nome respectivo –, resumo e três palavras-chave em português, texto, resumo e as mesmas três palavras-chave traduzidos para outra língua (inglês, francês ou espanhol), referências bibliográficas. Se houver agradecimento ou dedicatória, acrescentá-los antes do resumo em português.
8. As ilustrações, gráficos e tabelas (indicar a fonte quando não forem originais do trabalho) com as respectivas legendas e/ou numerações, deverão vir em folhasseparadas, indicando-se, no texto, o lugar onde devem ser inseridas.
9. As notas de rodapé devem figurar ao pé da página em que seu número aparece. As notas de indicação bibliográfica, em pé-de-página, devem ser apresentadas observando-se a seguinte norma: sobrenome do autor em maiúsculas, título do livro ou texto consultado e número da página (se for o caso). CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio, p. 12.
10. Referências bibliográficas: deverão aparecer completas, imediatamente após o final do artigo, em ordem alfabética de sobrenome de autor, atendendo-se às regras para indicação bibliográfica, conforme a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) cujos elementos básicos especificamos a seguir:
a) Citação de artigo de revista deverá conter: autor(es) do artigo, título do artigo, título da revista grifado, local da publicação, número do volume, número do fascículo, páginas inicial e final do artigo citado, mês e ano da publicação; b) Citação de capítulo de livro deverá conter: autor(es), título do capítulo, organizador(es) da coletânea, título do livro grifado, número da edição (a partir da segunda), local de publicação, editora, data, página inicial e final do capítulo. c) Citação de livro deverá conter: autor(es), título grifado, número da edição (a partir da segunda), local de publicação, editora, data, número total de páginas.
11. As páginas deverão ser numeradas na margem superior direita.
12. O material deverá vir devidamente revisado pelo autor. Para indicar que fez a revisão, cada página deve vir rubricada pelo autor. A Comissão Editorial reserva-se o direito de fazer nova revisão e de fazer as necessárias alterações.
13. Os originais enviados não serão devolvidos, mesmo que não tenham sido publicados.
14. O autor que tiver seu artigo publicado receberá três exemplares
da revista.
Endereço para correspondência:
Revista Aletria nº 20 – Faculdade de Letras da UFMG
Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários – 4º andar
Avenida Antônio Carlos, 6627 – Campus da Pampulha.
Belo Horizonte, MG – CEP 31270-901.
Comissão Editorial
Profa. Dra. Sandra Regina Goulart Almeida (presidente)
Prof. Dra. Luiz Fernando Ferreira Sá
Prof. Dra. Thomas LaBorie Burns

26 julho 2008

A vida segue (sem mim)

Livros são lançados e lamento por não ler nos próximos dez meses, pelo menos, O conto do amor, de Contardo Caligaris. (e vou lamentar também pelos despeitados que não vão ler porque o cara é fodão da Folha de S. Paulo)

Filmes estreiam, com o mais do mesmo cenário-favela, como é o caso de Era uma vez, em cartaz em todos os cinemas desta capital. E ainda tem a versão cinematográfica do seriado Sex and the city. (atire a primeira pedra aquela que nunca assistiu, ou que nunca leu Marie Claire, ou que nunca chorou de rir lendo Maitena) (estou cheia de quem costuma atirar pedras)

Boa crítica segue sendo publicada. (em críticos é raro chegar pedra atirada e minha inocência me impede de querer saber o porquê)

Incrementos são pensados, como os cursos profissionalizantes que serão oferecidos aos beneficiários do Bolsa Família. E foda-se se o intuito for eleitoreiro. (seguem me enfadando os atiradores de pedras)

Poesias continuam sendo feitas, com teclados ou tablets. Bem como o status segue invicto no ranking dos determinantes literários. (aí sou eu a atiradora. e atire a primeira pedra aquele que nunca o foi)

Meu filho cresce lindo e esperto. Meus amigos - ou parte - continuam meus amigos. Meus moment friends continuam afastados e se embaraçam em encontros casuais. E ouvir "Dona", do Roupa nova, continua sendo absurdamente providencial quando se está derrubada. (apesar do forte guarda-chuva colorido, escuto assustada o barulho das pedras. E me aborreço)

PS: Lamento publicamente pela gorducha oxigenada de pernas finas cobertas por leggings que ressaltam celulites e falta-de-bom-senso, que sonha em ser cineasta e tem até talento. Mas se recusa a usar boina, calça xadrez, fumar maconha (ou tolerar o cheiro) e inserir termos técnicos em todas as conversas para humilhar os que não são do ramo. Gorducha, eu torço por você.

20 julho 2008

Nome próprio - resenha sobre mim, sobre Leandra e sobre Clarah

Acabo de assistir ao filme Nome próprio, de Murilo Salles. Não é possível elogiar com os elogios que já existem a interpretação de Leandra Leal. A atriz é Clarah Averbuck (ou Camila, pseudônimo da escritora gaúcha) da cabeça aos pés (e ao coração). Espetacular, visceral (pra repetir o que os críticos já andam dizendo). Mas há algo no filme que me incomoda. E há de ser o mesmo algo presente nos livros de Averbuck. São relatos obviamente autobiográficos, precariamente ficcionalizados (e isso é proposital), e só me dizem coisas sobre um modo infantil de lidar com as situações da vida real. São todos os livros dela muito "Liana" demais, há muito de mim ali. Mas, principalmente, há muito do que eu detesto em mim. Tudo isso deve se explicar a partir de uma adolescência muito bem vivida, e da qual não me arrependo, mas que está lá atrás, no lugar dela, no passado. E a Clarah/Camila tem a minha idade e segue infantilizada, irresponsável, iludida, meio sonhadora, deslumbrada. Aí está a palavra: deslumbrada. E impune. Tudo isso se sustenta bem numa literatura originada de blog, que é o caso dela - e é muito do que eu faço também, claro -, e no cinema e em qualquer outra arte contemporânea. Mas na vida real não. É adolescente demais; é classe média demais. E, especialmente para a vida real, estou farta de fantasias melancólicas, de neogóticos, de emos adolescentes e, principalmente, de emos adultos. Se é pra tocar o 'foda-se', posar providencialmente de irresponsável, de rebelde-com-conteúdo, de visceral (repetindo...), eu toco aqui: essa literatura, pra mim, não é suficiente. Não digo que não é boa, pois já li tudo de Averbuck. Mas é pouco. E essa escritora tem mais pra dar; é só apostar em outras ficções. Quem sabe ela não chega, um dia, ao talento pulsante de Leandra? Que se dá, inteira, à personagem. Mas passa longe de qualquer imagem (minha) adolescente.

19 julho 2008

E a blogueira poetiza sua realidade

Amarga. A fralda. E ri, sentada, sem graça, a poeta. Bala sugar free. Nada ingere, além de morte e, no extremo, ama. Ama, ama. (fralda) Se falam espíritos, ela escuta, amedrontada. Não cruza, sequer, o caminho para o toalete. A bexiga pode esperar. O coração, nem tanto. (fralda) Confusa recusa a verdade. Acusa, chora. Foge: barcos vikings, Colômbia, babalaôs, gargalhadas-suspiros-cheiros-de-nuvem, friends, tupinambás. (fralda) Pura. E volta, triste, dura e acuada. Vida de açúcar. Jejum indeciso. Vazia repousa, sozinha. Ama e troca fraldas.

Livros e um lamento

Macanudo 4, livro com tirinhas geniais do argentino Liniers, e Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi, com um apanhado curioso sobre os deuses da cultura Yorubá.

Morreu hoje, com oficiais 101 anos, Dercy Gonçalves. Cansada, lamento sem nada querer dizer, a não ser: "toca aqui".

12 julho 2008

Poetas protestam e governador poemiza

Na última quarta-feira, o grupo Loucos de pedra protestou contra a derrubada "acidental" de mosaicos com textos de poetas da cidade em paradas de ônibus na W3 Sul. O protesto foi pacífico e simbolizado pela colocação de placa numa calçada. O curioso foi a postura do governador José Roberto Arruda, que aproveitou o ensejo para poemizar. Mandou um memorando todo rimado para seus secretários. Veja trecho abaixo.
"...considerem que os versos limpam nossos dias
fazem Josés e Marias
Pessoas mais felizes
E quando, nas calçadas, as palavras
rimarem idéias com cimento
teremos, mais leve, o pensamento
dos críticos do dia a dia"

Pela net

Quero divulgar aqui o trabalho do meu amigo Rubens Rodrigues, que faz literatura com tablet. Veja. E a revista Casa das Musas está atualizadíssima. Duas entrevistas: Manoel de Barros e Ronaldo Correia de Brito, contos, crônicas, ensaios, resenhas e outras coisas. Vale conferir. Também vale passear pelo blog do Marcelo Sahea, do Gustavo de Castro, para citar os "brasilienses", e do Xico Sá, que é sempre uma boa pedida para sábado à noite.

09 julho 2008

E quase esqueci...

Será lançado amanhã, em São Paulo, o livro Capitu mandou flores, organizado por Rinaldo de Fernandes, em homenagem ao centenário da morte de Machado de Assis. Entre os contistas convidados, o grande Nilto Maciel, Lygia Fagundes Telles, André Sant'Anna, Ivana Arruda Leite, Glauco Mattoso e Ronaldo Cagiano. Veja o convite abaixo.
E eis que volta a blogueira

Eu não fui à FLIP. Não estava trabalhando num novo conto ou num artigo para publicação em revista acadêmica. Não estava me preparando pra concurso, pra doutorado, pra vestibular, pra nada. Não vi nenhum dos filmes em cartaz. Mais de um mês longe por vários motivos: troquei de provedor de internet, trabalhei muito, cuidei do meu filho durante todas as horas em que não trabalhei e poucas outras coisas fiz.

Demorei, mas voltei com boas notícias: o Nilto Maciel criou um blog em que vai disponibilizar a íntegra das edições da revista Literatura. Conheça. A escritora mineira Eltânia André, lançará dia 25, no Martinica Café, o livro de contos Meu nome agora é Jaque. A partir das 19h. E até o dia 15/7, estarão abertas as inscrições para o 14º Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho, da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL). Cada autor poderá inscrever um máximo de três contos e enviá-los à FCJOL: Praça da Bandeira s/nº Campos-RJ cep. 28030-550. O tema é livre.

01 junho 2008

São Paulo, Brasília e Mundo virtual

Lançamento em Sampa: Próximo dia 3, Denilson Lopes lança, em São Paulo, A delicadeza: estética, experiência e paisagens, após a abertura do XVII Encontro da Associacao Nacional de Pós-Graduação em Comunicação (COMPOS), no Teatro da UNIP-Paraíso. O livro parte de uma proposta de uma estética para a contemporaneidade, de uma estética da comunicacão, e de uma defesa da leveza, da delicadeza e da sutileza no cinema, literatura e música contemporâneos, em contraponto aos produtos marcados pela crueldade, pelo abjeto, pelo excesso e pelo trágico.

Mudança de planos: os livros de Glantz e Santiago serão discutidos dia 6 pelo grupo de leitura da UnB. O encontro será às 14h30, no auditório do TEL. Cristian Santos, que estuda a relação entre religião e literatura, participará.

Revista on line atualizada: a Revista Casa das Musas traz Qué es comunicación, de NIklas Luhmann, poemas de Maria Esther Maciel, design, arte e comunicação, por Ana Beatriz Barroso, entrevista com a poeta argentina Laura Cerrato, além de contos, crôncias, críticas etc. Confira.

22 maio 2008

Lançamento em Brasília


Chamada para artigos

A revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea está recebendo artigos e resenhas para a edição de dezembro de 2008. O número 32 trará um dossiê sobre “questões de gênero na literatura brasileira contemporânea”. Serão avaliados tanto artigos que consistam em leituras de narrativas e poesias – em seus diferentes formatos –, a partir do enfoque proposto, quanto textos teóricos que discutam as questões de gênero na sua intersecção com a literatura, além de leitura comparada com textos de outras nacionalidades ou outras épocas. Há também uma seção de tema livre, em que são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea, e espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses. O prazo final para o envio de artigos e resenhas é 4 de agosto de 2008.

Normas para publicação: Os artigos devem ser encaminhados em arquivo formato DOC ou RTF, em Times New Roman, fonte 12, espaço 1,5. As informações bibliográficas devem ser dadas, de modo reduzido (nome do autor, título do livro e número da página), em notas de rodapé. A bibliografia completa deve constar no final do texto, obedecendo às normas da ABNT. É necessário incluir um resumo, um abstract, três ou quatro palavras-chave e algumas linhas com os dados do autor, incluindo um e-mail que possa ser divulgado e o endereço postal para onde deverão ser encaminhados três exemplares da revista, caso o texto venha a ser publicado. As resenhas, sobre literatura ou textos teóricos, não devem exceder cinco páginas. Não há número fixo de páginas para os artigos. Os artigos e resenhas devem ser enviados para:
estudos@unb.br

20 maio 2008

Festival de poesia falada de Varginha

Direto do blog do Alexandre Marino, soube que hoje o último dia de inscrições para o Festival de poesia falada de Varginha, que já é tradicional na cidade mineira. O evento acontece no fim de junho. Outras informações aqui.

18 maio 2008

Duas chamadas para trabalhos acadêmicos

O IV Congresso da Associacao Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH), de 9 a 12 de setembro de 2008, em São Paulo, na USP, recebe inscrições para apresentação de trabalhos. Informações aqui. E a revista Miscelânea, da UNESP, recebe artigos. Informações pelo e-mail miscelanea@assis.unesp.br.
Discussão de Aparições e um miniconto de lambuja

Amanhã, 19/5, o grupo de leitura da UnB discute Aparições, de Margo Glantz. E na sexta-feira, dia 30/5, será a vez dos Contos antológicos, de Silviano Santiago, com a presença do pesquisador Cristian Santos (que estudou comigo no semestre em que, juntos, descobrimos a merda que é Harold Bloom e outras coisas). Ele trabalha, muito competentemente, com literatura e religião. Para este ano, o grupo ainda pretende discutir Martin Kohan, Sergio Chejfec, Lygia Fagundes Telles, Daniel Alarcón e Aguinaldo Silva. Logo que tivermos datas certas, divulgo.

E eu continuo produzindo, aos pouquinhos. Coisa pequena, mas divertida. Ou não. Vejam:

Senha
Fabiana viu a senha que Marcos digitava todas as manhãs, no seu laptop, e quase não conteve um riso espasmado e orgulhoso. Eram as iniciais dela, em ordem invertida, seguidas do dia de seu aniversário. Mas ele sabia, afinal, quando ela fazia anos?

08 maio 2008

Produção própria e grupo de leitura da UnB

Desaparecida por estar com atividades mil, sou a blogueira mais ausente do universo (virtual). Na volta ao trabalho e firme no papel de mãe do Bernardo, em momentos raros de folga, tenho escrito contos/crônicas muito pequenos. Micro? Mini? Talvez algo entre um e outro. Um deles exponho abaixo e logo logo postarei mais alguns aqui. Por enquanto, divulgo a discussão, no próximo dia 16, às 14h, de Aparições, de Margo Glantz. A seguinte será sobre Contos antológicos, de Silviano Santiago, no dia 30. Sempre no Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB. Leia resenhas e comentários sobre o grupo e os livros discutidos aqui e aqui.

A lusa Cássia Mara
Toda terça, Edésio se recusava a transar com Cássia Mara, mas pagava, em euros, para cheirar os sovacos da rapariga.