28 janeiro 2007


Perfume com notas enjoativas

Estreou esta semana o filme Perfume: a história de um assassino, de Tom Tykwer, uma adaptação do romance de Patrick Süskind. Trata-se da história de Jean-Baptiste Grenouille, que nasceu no fétido mercado de peixes em Paris e que possui um olfato privilegiado. Sua trajetória é movida pela busca por novos cheiros. Com uma fotografia deslumbrante, o filme peca pelo excesso. Tudo é hiperbolizado: a realidade miserável do jovem Grenouille, a sua genialidade, as cores, a poesia e a sua compulsão aliada à ambição que o leva a produzir um perfume capaz de escravizar pessoas são um exagero aos nossos olhos, ouvidos, boca, pele e – por que não dizer – narinas. Uma boa surpresa é a construção de um personagem sem culpas, movido por uma busca embasada na vaidade, explorando o olfato, um sentido pouquíssimo visitado em literatura ou cinema. Ou qualquer outra arte. O conjunto, entretanto, configura uma fragrância enjoativa. As três horas de filme chegam a dar náuseas.


Ignorâncias reveladas?

Vale, para reflexão, a leitura do texto "O leitor ignorante (a verdade por trás do mico)" publicado por Mário Bortolotto e reproduzido em partes por Marcelo Sahea (link ao lado). Uma reunião de leituras já batidas sobre leitores, editoras, mercado, que resulta num pequeno tratado que se calca nos repetidos e repetidos e repetidos discursos sobre a importância da leitura, da qualificação do leitor, da necessidade de tornar mais sérias as editoras etc. etc. etc. Algum ressentimento, talvez? Raiva contida? Eu, aqui com a minha ignorância, me pergunto quem é quem para apontar a ignorância do outro. O que será isso? Uma explosão? Qual será a estratégia por trás de um texto desses?

27 janeiro 2007

Escritora on line

A escritora e pesquisadora Paloma Vidal, que está de passagem pela UnB, tem um blog imperdível. São registros, contos-crônicas, impressões e comentários deliciosos. Clique aqui e confira. Paloma é autora de A duas mãos (7letras, 2003) e participou das antologias 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira, organizada por Luiz Ruffato (Record, 2004), Paralelos: 17 contos da nova literatura (Agir, 2004) e A visita (Barracuda, 2005).

Uma banda inteira

Hoje tem show da banda Extremos paralelos, com meu amigo e estudioso de poesia concreta Augusto Machado (o cabeludo da esquerda). Para os interessados em pop-rock dos anos 80, é uma grande dica. O repertório inclui canções nacionais e internacionais. Vai ser no Blues Pub bar (em frente ao Carrefour de Taguatinga), às 22h. Os ingressos são vendidos na hora.

21 janeiro 2007

Contos para crianças

Nos próximos dias 27 e 28, o Canto do conto, na livraria Fnac, recebe a contadora de histórias Juliana Maria, que envolverá crianças e adultos com as histórias De fora da arca, de Ana Maria Machado, e Feliz aniversário Lua, de Frank Arsch. Sempre às 16h.

Nilto Maciel e suas considerações

Já está no Cronópios a segunda parte das Considerações sobre contos, do escritor e amigo Nilto Maciel. Vale dar uma passeada por lá. O cabra tem muito a dizer,
ouça.

Blog de Ivana Arruda Leite

Estou pra comentar há semanas que o blog da Ivana Arruda Leite ganhou ainda mais graça com as histórias algo reais narradas a partir de fotos antigas da família dela. Imagino que Ivana tenha descoberto o scanner em casa e mandou ver.
Veja. E o folhetim Eu não sou a mulher maravilha terminou em 14/12/06. Perdi o final. Mas vou recuperá-lo. Confira.

Comprinhas...

Comprei ontem a 4ª edição do livro O viajante independente na América do Sul, um grande guia de viagem para brasileiros interessados em conhecer los hermanos. E o treinamento pesado para não fazer feio nas futuras fugas para os países vizinhos continua: leitura diária e deliciosa dos Cuentos completos 1, de Julio Cortázar.

Babel, o filme

Estreou na última sexta o esperadíssimo Babel, de Alejandro González Iñárritu. Com um Globo de Ouro, Gael García Bernal e Brad Pitt, além de opiniões apaixonadas (contrárias e favoráveis), o filme está em cartaz em muitas das nossas salas. Leia a crítica da Bravo! aqui. Eu devo assistir durante a semana e comentar em breve.

20 janeiro 2007

Hoje só notas

Artigo - Imperdível o artigo de Contardo Calligaris na Folha de S. Paulo da última quinta. Ele propõe uma leitura ficcional sobre nós mesmos, autoconhecimento por meio de uma broma, uma piada, o que faz coro com o que eu julgo ser a função da literatura: divertir e gerar conhecimento. "A ficção de uma vida diferente da minha me ajuda a descobrir o que há de humano em mim", disse o colunista. Vale espiar

Debate - Alexandre Marino ouviu na CBN entrevista com Silvestre Gorgulho, secretário de Cultura do Distrito Federal, sobre a biblioteca do século XXI e abriu discussão em seu blog sobre o tema. Vale conferir isso aqui.

Inscrições abertas - Até 10/3, poetas podem se inscrever no II Prêmio Goyaz de Poesia. O Festival de Poesia de Goyaz está previsto para setembro. Veja outras informações aqui. E também estão abertas, até 30/3, as inscrições para o 49° Prêmio Jabuti. Notícias aqui.

Inscrições encerradas - Terminaram ontem as inscrições para a seleção de mestrado e doutorado do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB. Eram 24 vagas para mestrado e oito para doutorado. As provas acontecerão em fevereiro e março, quando eu espero defender minha dissertação sobre as estratégias de sobrevivência dos escritores no mercado, com foco em Marcelino Freire.

13 janeiro 2007

Prêmio (estranho) para livro de contos, crônicas, poesias e romance

Estão abertas as inscrições para o II Prêmio Literário Fábrica de Livros. Livros que se enquadrem nas categorias "romance", "contos e crônicas", "poesias", "infantil" e "juvenil" podem ser inscritos até o dia 31 de maio. Um detalhe importante: só podem participar aqueles livros que já tenham sido impressos no projeto Fábrica de Livros. Isso mesmo: um concurso restrito. Será que até lá os interessados terão tempo para escrever ou concluir uma obra e imprimir seus textos? Ou a idéia é mesmo contemplar aqueles que já passaram pelo projeto? Os vencedores ganharão impressão de cem exemplares e lançamento na XIII Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, que acontece de 13 a 23 de setembro. O regulamento pode ser acessado aqui, mas suponho... ah, deixa pra lá. Recado dado.

07 janeiro 2007

Internet democrática?

Vale a leitura do artigo "Identidades vazias", de Slavojzizek, no caderno Mais! da Folha de S. Paulo de hoje. O tema é internet. E ele faz uma leitura social e filosófica bem interessante sobre o ciberespaço e a figura humana (e individual) que nele vive ou transita.

Academia democrática?

Acaba de ser lançado o número 10 da revista Labrys, de estudos feministas, coordenada pela respeitada profa. Tania Navarro, do Departamento de História da UnB. O acesso aos textos eletrônicos, ainda raro entre revistas acadêmicas, é fator importante para democratizar os estudos. Vale dar uma olhada nos artigos, em francês ou português, aqui publicados.

Cinema democrático?

A mais tradicional sala de cinema de Brasília, conhecida pela exibição de reprises entre um e outro festival, tem o ingresso a preço mais baixo em todo o Distrito Federal. Além disso, o acesso ao Cine Brasília (106/107 Sul) é fácil, a pipoca é boa e a tela é a melhor de todas. Em cartaz, o maravilhoso Madame Satã, de Karim Aïnouz, com atuação impecável de Lázaro Ramos. Só até 18 de janeiro.

05 janeiro 2007

Leituras e espetáculos para iniciar 2007

Sem lançamentos, sem notícias sobre os incentivos governamentais à literatura, sem alguns dos seus ilustres (e indesejados) moradores temporários, a cidade, vazia, é o espaço propício para ler e relaxar. Com calma, sem badalações. Eu já comecei: li Elas e outras mulheres, do Rubem Fonseca (nada diferente do que ele já produzia...), e estou mastigando com muito prazer o Livro dos homens, de Ronaldo Correia de Brito. O próximo são os Cuentos Completos 1, de Julio Cortázar. Também para quebrar um pouco marasmo casa-trabalho-casa (com seus devidos intervalos de leitura e pipocas domésticas), os espetáculos. E esse começo de ano já tem duas promessas: dois musicais, com ingressos quase esgotados. O primeiro é o do Grupo Dinner, com meu amigo Fábio Barreto, que apresenta hoje canções de filmes e musicais famosos, no Pier 21. O outro é o aguardado musical sobre Renato Russo, no CCBB (Setor de Clubes Sul), que começa hoje e vai até o dia 11 de fevereiro.

Direito à diversão pop

E atenção: o Big Brother começa dia 9, pra quem agüenta. Eu costumo agüentar por uns dias (com alguns eu fui até o fim). Acho divertido até que alguns acabam caindo na mesmice. Os puristas devem estar com calafrios (e que soltem seus peidos coloridos por aí). Mas é isso mesmo: cada um se diverte do modo que escolhe. Garanto que depois dos episódios diários do reality show eu terei os dvds de Friends e Smallville para me trazerem ao mundo real. Ou não.

30 dezembro 2006

Incentivo macro à criação literária

Foi dado o primeiro passo para se estabelecer uma política pública de incentivo à produção literária. Esta semana, tive acesso ao relatório da primeira reunião entre Ministério da Cultura, escritores, produtores e críticos, e a discussão parece ter sido bem conceitual - o que é importante, já que a idéia é construir algo sólido e efetivo. O documento mostra debates sobre o movimento Literatura Urgente, a utilização dos termos criação e produção, a liberdade e autonomia do escritor, o foco nos consagrados ou inéditos etc. Interessados em conhecer a íntegra do relatório podem me enviar e-mail. Abaixo, transcrevo as diretrizes constantes do documento que vão embasar as ações futuras do grupo.

FOMENTAR A LITERATURA BRASILEIRA

1. Promover a diversidade literária, entendida como alargamento dos horizontes expressionais, abertura ao experimentalismo formal, proliferação de gêneros e possibilidade de afirmação de particularismos estéticos ou identitários, segundo critérios gerais válidos para todos os programas apoiados neste setor.
- Garantir que o estímulo alcance uma ampla gama de gêneros literários, desde a poesia e a prosa de ficção até as várias modalidades de prosa não-ficcional (tais como o ensaio, a crítica, a biografia, o memorialismo e o testemunho, por exemplo).
- Incentivar ações nos âmbitos nacional, regional e local; nos dois últimos casos, desdenvolver meios de avaliar a sua replicabilidade em outras partes do país.
- Favorecer os programas que planejem uma ação continuada e assim almejem um acúmulo de respeitabilidade e reconhecimento nos meios literários nacionais.
- Condicionar o apoio público ao estabelecimento de comissões julgadoras formadas de maneira heterogênea, de maneira a assegurar um repertório crítico variado, apto a reconhecer desde a excelência de obras convencionais até a oportunidade de projetos inovadores ou mesmo disruptivos.
- Assegurar que as comissões julgadoras nunca terão menos de três integrantes, que não estejam vinculados, nas suas atividades principais, a uma mesma instituição, e ainda que a renovação periódica delas obedeça a um mecanismo de rotatividade claramente expresso.
- Desenvolver mecanismos de avaliação periódica dos critérios de alocação dos recursos públicos para a produção literária.

2. Valorizar o trabalho dos escritores, seja por meio da transferência de recursos para que se dediquem à produção literária, seja através de concursos e prêmios que projetem a imagem deles na sociedade e lhes confira prestígio e reconhecimento social.
- Apoiar a criação de bolsas de produção literária que envolvam mecanismos de controle e contrapartida não necessariamente vinculados à apresentação de uma obra acabada como produto final, tendo em vista as especificidades da atividade literária e o caráter de estímulo temporário desse tipo de subsídio.
- Assegurar a existência de uma oferta ampla e diversificada de prêmios e concursos literários, organizados segundo critérios amplos e heterogêneos, que contemplem tanto as obras inéditas quanto as já publicadas.
- Buscar a descentralização das propostas e do prestígio literário, de maneira a dar maior visibilidade a escritores residentes em partes do país menos favorecidas pelo mercado editorial e pelos meios de comunicação.
- Privilegiar as ações que favoreçam autores estreantes ou ainda não-consagrados, bem como as que se voltem para a publicação da primeira obra dos ainda inéditos.
- Estimular a proliferação de programas de residência para escritores em universidades de excelência, bibliotecas públicas, instituições de pesquisa ou entidades criadas para esse fim, cuja contrapartida não seja necessariamente a apresentação de uma obra como produto final, mas que beneficiem de maneira objetiva as comunidades ou as atividades das instituições proponentes.

3. Apoiar e planejar diferentes modos de estímulo indireto à produção literária e à atividade dos escritores, de maneira a projetar suas obras na sociedade e aproximá-los do público leitor.
- Promover a realização periódica de feiras do livro e encontros literários, com acondição de oferecerem ao público atividades gratuitas e programação variada que transcenda a mera finalidade comercial e adquira um significado cultural mais efetivo.
- Instituir programas de intercâmbio e / ou itinerância de escritores, dentro e fora do país, neste último caso com ênfase nos países do Mercosul e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
- Planejar a expansão e a otimização dos programas já existentes de subsídio à tradução e à publicação de obras literárias brasileiras no exterior, por iniciativa associada de editoras e tradutores estrangeiros.
- Apoiar a tradução para o português brasileiro e a publicação no Brasil de obras literárias de difícil inserção no circuito editorial, escritas em outras línguas.
- Estimular os modos alternativos de difusão das obras literárias, tais como as editoras cooperativas, os meios online e as publicações impressas ou eletrônicas que seguem o princípio do copyright não-restritivo.
- Estimular um envolvimento maior dos meios de comunicação, por meio de programas de rádio e televisão aberta ou por assinatura que se dediquem à literatura, com a participação de escritores e críticos.
- Estimular a proliferação de revistas literárias impressas ou eletrônicas que representem a atuação de novos escritores, críticos e ensaístas.


Incentivo micro e bem sucedido à leitura

Têm ocorrido em Brasília as Rodas de Contação de Histórias, promovidas pela Círculo de Brasília Editora. Esses espaços prevêem a leitura de textos em português e outras línguas. A última aconteceu no dia 16. O endereço é CLN 406 bloco B sala 34 (subsolo) e entrada é franca. Veja outras informações aqui.

24 dezembro 2006

Concurso para poetas e contistas

O 4° Concurso Literário Guemanisse de Contos e Poesias, promovido pela Editora Guemanisse, está com inscrições abertas até 12 de fevereiro de 2007. As categorias são contos e poesias (óbvio) e qualquer um pode participar (sem livro publicado, sem ISBN, sem amigos na editora etc. etc. etc.). Os contos podem ter até seis páginas e os poemas até duas. O primeiro lugar de cada categoria receberá R$ 3.000. Outras informações e inscrição aqui.

Sem novidades sobre o plano nacional de cultura

Notícia do dia 6 no blog do Alexandre Marino (Arqueolhar, link ao lado): "O Ministério da Cultura divulga nos próximos dias um relatório sobre a Oficina de Produção Literária, promovido pela Secretaria de Políticas Culturais. Nessa primeira reunião, realizada na terça-feira, 5 de dezembro, o ponto de partida das discussões foi o manifesto 'Temos fome de literatura', elaborado há dois anos pelo movimento Literatura Urgente e assinado por grande número de escritores de todas as regiões do País.Os principais pontos do manifesto, debatidos ontem, são o incentivo à criação literária, com medidas como concessão de bolsas, promoção de caravanas de escritores para palestras em universidades, a interferência oficial na deficiente distribuição de livros no Brasil, entre outros assuntos. A reunião foi fechada, mas o escritor mineiro Sérgio Fantini, um dos convidados, revelou a este escriba suas impressões e declarou-se otimista, pela maneira como as discussões estão sendo conduzidas". Até agora, esses próximos dias não chegaram, mas há esperança. Segundo Marino, o objetivo das futuras reuniões é definir propostas para o Plano Nacional de Cultura (PNC). Vamos aguardar...

22 dezembro 2006

Um romance para a nossa geração

Acabo de saber (com certo atraso) que um dos melhores livros da literatura brasileira, Um romance de Geração, de Sérgio Sant'Anna, está sendo filmado. O longa, produção independente, é de David França Mendes e promete arrasar (se usar algo muito inovador pra traduzir a energia e os entrelaçados do livro) ou virar o fiasco do ano (e o risco é grande, porque o livro é muito denso e difícil até de comentar). Mas vamos deixar a crítica para depois. Por enquanto, acompanhe aqui as novidades sobre o filme. E leia o livro, que é coisa de gênio.

TV universitária

Uma matéria do Correio Braziliense de hoje me chamou a atenção: um canal com programação feita por estudantes e professores da UnB já está no ar. E a galera é animada: o Márcio Garapa eu conheço do meu tempo de FAC. Se a energia continuar a mesma, é imprescindível dar uma espiada nos programas. Educar, divertir e informar são os pilares. Segundo declaração de Garapa, a idéia é "experimentar novos formatos que não têm espaço na televisão comercial". A conferir: Canal BSB (6 da NET).

Rap do Sahea

Abaixo transcrevo o rap feito pelo poeta Marcelo Sahea, inspirado pela discussão que ele tem fomentado sobre o edital de criação literária da Petrobras. Acompanhe as idéias do cabra aqui. E leia/cante o rap:

RAP DO POETA

Eu moro na CLN
Aqui em BSB
Não tenho ISBN
Mas tenho meu RG

refrão:
S. A. H. E. A.
Poeta fala mansa
mas que gosta de gritar
S. A. H. E. A.
Eu grito porque penso
e vou rimando o BE-A-BÁ (repete o refrão)

Tenho ABC no DNA
CPF no SPC
Eu não tirei MBA
O meu QI é meu QG

(refrão)

Esse é o RAP do poeta
Que publica sem brevê
Porque não tem ISBN
Mas tem o seu RG

(refrão)

20 dezembro 2006

Feio? Arte?

Recebi ontem das mãos (apesar de não tê-lo encontrado) de Marcelino Freire o livro Arte e feio combinam?, do prof. pernambucano Janilto Andrade. Marcelino esteve em Brasília pela 86ª vez este ano, numa "reunião". Mas a passagem foi rápida e ele só deixou beijos e abraços para os amigos da cidade. O livro é resultado de um estudo sobre a representação do feio na literatura de Marcelino, que foi aluno do Janilto em outros tempos. Estou curiosa para começar a leitura.

Poemas com alma

O amigo, professor, editor, jornalista & poeta Gustavo de Castro lançou há pouco o blog Razão Poesia para divulgar aquilo que se tornou o seu objetivo de vida: os poemas. E a página já está famosa, pois foi comentada pelo Paulo Paniago, no caderno Pensar, do Correio Braziliense de sábado. Um pulo muito apropriado do texto acadêmico (vale visitar os tantos livros que Gustavo já publicou sobre comunicação) para a poesia e o fraseado bonito que ele anda inventando e revelando. Clique aqui para conhecer a alma do cabra. Ou um pedaço dela.

16 dezembro 2006

Parabólica no Conic

Começou hoje a segunda Parabólica, no Conic. Várias oficinas de graça para o público, entre elas uma literária, ministrada por Ferréz, que aconteceu hoje, às 14. Vale conferir o link.


Lançamento hoje

José Carlos Vieira lança hoje, às 20h, o livro A alma e o e-mail (poemas). O volume inclui ainda Crônicas da minha cidade, com textos já publicados no Correio Braziliense. Será no Café com Letras (203 Sul), com show da banda Celebration Band.

12 dezembro 2006

Prêmio para pesquisadores

A professora Regina Dalcastagnè (minha orientadora, diga-se) recebeu ontem o Prêmio UnB de Pesquisa 2006, na Categoria Humanas e Sociais, um reconhecimento do seu trabalho pelo fomento à pesquisa e formação de pesquisadores. As outras duas categorias são Ciências da Vida e Ciências Exatas, da Terra e Engenharias. Cada uma teve um vencedor e duas menções honrosas. Na categoria Ciências da Vida, o vencedor foi o professor Ricardo Bentes de Azevedo, do Departamento de Genética, e em Exatas, da Terra e Engenharias, foi o professor Paulo Anselmo Ziani Suarez, do Instituto de Química.

Livro do amor


Será lançado na próxima quinta, dia 14, O livro do amor – ano 1, com sete contos escritos por sete autores: Antônio Oria, Fernando Ribeiro, Lavina Madeira, Paula Azevedo, Susana Dobal, Walter Menon e Yury Hermuche. As narrativas são ligadas por parágrafos em comum e os mesmos protagonistas: Esther e Lourenço. O último parágrafo de um conto é obrigatoriamente o primeiro do seguinte, mas os autores escreveram sem conhecer o restante do texto dos outros. Um barato. O lançamento é no Rayuela (411 Sul).

Lins fará roteiro de Faroeste caboclo


O escritor Paulo Lins visitou Brasília com o cineasta René Sampaio à procura de locações para o longa-metragem Faroeste caboclo, baseado na canção de Renato Russo. Em entrevista no caderno Pensar do Correio Braziliense de sábado, o escritor fala das semelhanças e diferenças entre favelas do Rio de Janeiro e determinados locais da Ceilândia, dos estudos para a adaptação da música e da literatura contemporânea.

Bolsa para criação literária

A Petrobras lançou edital público para bolsas destinadas à criação literária. São R$ 800 mil destinados a projetos de produção literária em ficção e poesia. Os escritores contemplados poderão receber até R$ 3 mil por mês para se dedicar ao livro. E as editoras interessadas em publicá-los (cada uma devidamente apresentada no projeto) receberão R$ 4 mil para os custos com a tiragem. Veja o regulamento aqui.

09 dezembro 2006

Depois de alguns dias de "férias", volto. E para compensar o atraso boas dicas e notícias.

Teatro e vídeo

Começou ontem o Cometa cenas, mostra semestral de trabalhos artísticos dos estudantes e artistas vinculados à UnB. As apresentações acontecem no Complexo das Artes e são gratuitas. Ao mesmo tempo, temos a mostra Kumasaka de vídeos, com exibição de curtas produzidos por alunos. Veja a programação de hoje e amanhã.

Sábado, 9/12:
14h e 14h40 Quem dará o veredicto?, de Gero Camilo.
Virgínia é perseguida por uma gangue de traficantes de órgãos e decide ficar em casa reclamando da vida e revelando suas suspeitas ao marido. Resultado da disciplina Introdução à Direção.
Direção: Glauber Coradesqui e Nei Cirqueira.
Local: Sala B1-51.
Classificação etária sugerida: Livre

16h Quase de tudo um pouco.
Trabalho final da disciplina Expressão Corporal 2. Orientação: Soraia Silva.
Local: Sala B1-59.
Classificação etária sugerida: Livre.

21h e 23h Páginas Amarelas
Inspirado em A Pior Banda Do Mundo
Local: Teatro Helena Barcelos

Domingo, 10/12
19h e 21h O casamento do pequeno burguês
Livre adaptação da obra de Bertold Brecht. Verdades vêm à tona, enquanto a casa cai aos pedaços durante uma festa de casamento. Orientação: Hugo Rodas
Local: Teatro Helena Barcelos.

Encontro de Comunicação em Curitiba

O XVI Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação em Comunicação será realizado entre os dias 13 e 16 de junho de 2007, na Universidade Tuiuti do Paraná. Os professores Denilson Lopes e César Guimarães estão recebendo propostas para o GT Estéticas da Comunicação. Os textos devem ser enviados para e o prazo final é 15 de janeiro.

Ministério da Cultura discute literatura

Informação quentíssima do Alexandre Marino: está acontecendo uma discussão bem interessante sobre a atividade literária, promovida pelo Ministério da Cultura. Mais notícias aqui.

Cerâmica e letras

A ceramista Dominique Liabeuf abre a exposição Cerâmica, cerrado e letras, na livraria Esquina da Palavra (406 Norte), dia 13 de dezembro, às 19 horas.

Natal poético

Não poderia ser diferente a confraternização de natal dos alunos e professores do Departamento de Teoria Literária e Literatura da UnB, ocorrido ontem. Sarau com poetas de várias regiões do país e a fabulosa leitura dramática de contos da Ivana Arruda Leite. Depois, comes, bebes e amigo secreto.

02 dezembro 2006

Considerações sobre contos

Um livro inteirinho, disponível no Cronópios, com artigos e resenhas do escritor Nilto Maciel. É sobre contistas de todo o país. Para acessar a primeira parte, clique aqui.

Revista recebe artigos

A revista Em extensão, da Universidade Federal de Uberlândia - UFU, recebe até junho de 2007 artigos, relatos de experiência e comunicações voltados para a extensão universitária. serão recebidos até junho de 2007. O material deverá ser apresentado impresso e em meio eletrônico. As normas completas para envio de trabalhos estão aqui.

Desigualdades sócio-espaciais urbanas

Próximos dias 6 e 7, o Departamento de Geografia da UnB promove curso para discutir a visão geográfica sobre desigualdades sócio-espaciais urbanas. Será no auditório Joaquim Nabuco, da Faculdade de Estudos Sociais Aplicados - FA, de 8h30 às 18h. Constam da programação as palestras "A construção teórica da Geografia Urbana: um caminho para pensar a cidade", com a professora da USP Ana Fani Carlos; "Desigualdades sócio-espaciais: a luta pelo direito à cidade", com professora da Unicamp Arlete Rodrigues; "Cidade e natureza: desafios e perspectivas para a geografia urbana", com a também uspiana Odette C. de Lima Seabra, entre outras. Informações e inscrições na Escola de Extensão da UnB (Multiuso I) e por e-mail latergea@unb.br.

Marcadores expostos

No espaço cultural da 508 Sul, está aberta a visitações uma exposição com marcadores de livros. Arte? Artesanato? A conferir e discutir. Veja alguns aqui.

01 dezembro 2006

Jornalismo literário

Direto do Cronópios: vi hoje a notícia sobre o curso de pós-graduação em jornalismo literário, que será oferecido em 2007 pela Associação Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL), em seis capitais brasileiras. Brasília está fora, mas temos Goiânia perto de nós. Interessados, cliquem aqui.

21 novembro 2006

Poesia visual e contos palpáveis

Tem entrevista bacana do Marcelo Sahea aqui. E tem convite do lançamento do livro do Ronaldo Cagiano, hoje, aí embaixo.


19 novembro 2006

Segunda-feira: dia da Consciência Negra

Durante toda a semana tem programação na UnB. Veja aqui. E além das inúmeras matérias que "colorem" os jornais para lembrar a data, veja o ensaio da profª Regina Dalcastagnè, publicado no caderno Pensar do Correio Braziliense de sábado. Nele, ela fala sobre representação de negros na literatura brasileira contemporânea e faz destaque sobre os livros Um defeito de cor (Record), de Ana Maria Gonçalves, O paraíso é bem bacana (Cia das Letras), de André Sant'Anna, Bandeira negra, amor (Objetiva), de Fernando Molica, e Ninguém é inocente em São Paulo (Objetiva), do Ferréz. Leia trecho do ensaio abaixo:


Dizem que os esquimós possuem inúmeras palavras para designar o que nós chamamos de branco. Pode parecer estranho, mas algo bem semelhante se dá na nossa literatura. Basta notar que as personagens brancas são representadas em uma infinidade de matizes: pertencem a todos os estratos sociais, exercem as mais diferentes profissões, vivem variados dilemas existenciais, afetivos, políticos, em suma, se constituem como indivíduos em um imenso universo de possibilidades. É o contrário do que acontece com as personagens negras, às quais costumam estar reservados pequenos nichos, geralmente os mais subalternos e miseráveis. (Correio Braziliense, Pensar, 18/11/06, p. 3)

Terça-feira: lançamento e cinema

Ronaldo Cagiano lança, a partir das 19h, no Café com Letras (203 Sul), o livro Dicionário de pequenas solidões, pela editora Língua Geral do escritor angolano José Eduardo Agualusa. Ah, não dei notícia, mas vale o registro: Ronaldo deu entrevista a propósito do já polêmico livro Todas as gerações (LGE), por ele organizado. Foi no Leituras, da TV Senado, e o programa foi exibido sábado, dia 18, e reexibido hoje, às 8h e às 20h30. Ainda temos tempo de ainda dar uma espiada.

Começa no mesmo dia o 39° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Várias mostras competitivas, oficinas, seminários, lançamentos e muita badalação. Veja a programação aqui.

12 novembro 2006

Revista Literatura - a sadeira?

Recebi de Nilto Maciel alguns exemplares do n° 32 da revista Literatura, por ele editada. Há alguns dias, anunciei aqui a morte da revista, por falta de verba e apoio. Entretanto, há pouco soube que pode haver esperança. O relançamento da revista está sendo cuidadosamente pensado. Não se sabe ainda por qual meios ela deverá circular, mas a intenção de retomada existe. Vamos torcer. E não é demais lembrar que nesse último (?) número há um conto meu, chamado "Fabrício Cidadão dos Santos Ferreira". Confira um trechinho.

Fabrício Cidadão dos Santos Ferreira odiava a escola, as paredes cheias de desenhos, os alunos que tinham dinheiro pro picolé. Gostava de trabalhar. Tinha doze anos e acabara de ser demitido sem justa causa do segundo emprego. Quebrava pedra atrás do morro. Fazedor de brita e de areia. Gostava.

E por falar em Nilto Maciel...

...junto com as revistas, o autor me mandou dois romances. Já estou com coceira pra começar. São eles: Estaca zero (Edicon), de 1986, e o instigante já no título Os varões de Palma (Códice), de 1994. Logo logo comento.

Todas as gerações no Correio

Saiu uma resenha bombástica no caderno Pensar do Correio Braziliense do último sábado. Assinado por Sérgio Sá, o texto tem como mote a falta de unidade dos contos reunidos na antologia Todas as gerações (LGE), organizada por Ronaldo Cagiano e com um conto meu. Sá chega a declarar que a quantidade (são 102 autores) foi privilegiada em detrimento da qualidade dos textos. Alguns autores - muitos já consagrados, diga-se - foram exaltados. O jornalista também elogiou os contos dos (quase) estreantes Juliano Cazarré e Pedro Biondi. Logo no subtítulo, Sá destacou: "Com 102 autores, a antologia Todas as gerações - o conto brasiliense contemporâneo apresenta bons momentos de ótimos escritores. Mas o resultado é demasiadamente irregular devido à grande quantidade de textos ilegíveis, piadas e doses de auto-ajuda". Concordo em parte: admito que há ali contos muito ruins (julgamento discutível, claro), mas qual é o problema de lermos piadas e auto-ajuda? Talvez fosse mais fácil discutir se Sá tivesse mencionado um ou outro que se encaixassem nessas categorias. Entretanto, de antemão, julgo que o entretenimento ainda pode ser o salvador da literatura. Se é que ela vai precisar de salvação.

07 novembro 2006

Ninguém é inocente

Estou lendo um livro imperdível. Questionável, mas imperdível. Um Ferréz em contos, imagine. Ninguém é inocente em São Paulo (Objetiva) é o terceiro livro do autor paulistano e o primeiro de contos. São dele Capão pecado e Manual prático do ódio. Veja o blog dele aqui.

Lançamento no Rio

O escritor colombiano Efraim Medina Reyes lança hoje o livro Pistoleiros/putas e dementes (Garamond), na livraria Letras e Expressões do Leblon, a partir das 21h.

Gestão cultural

Estão abertas as inscrições para o curso de especialização em gestão cultural, promovido pelo CEAD-UnB em parceria com o Ministério da Cultura. O objetivo é preparar os alunos para formulação, avaliação e gestão de políticas de cultura. Outras informações aqui.