Nome próprio - resenha sobre mim, sobre Leandra e sobre Clarah
Acabo de assistir ao filme Nome próprio, de Murilo Salles. Não é possível elogiar com os elogios que já existem a interpretação de Leandra Leal. A atriz é Clarah Averbuck (ou Camila, pseudônimo da escritora gaúcha) da cabeça aos pés (e ao coração). Espetacular, visceral (pra repetir o que os críticos já andam dizendo). Mas há algo no filme que me incomoda. E há de ser o mesmo algo presente nos livros de Averbuck. São relatos obviamente autobiográficos, precariamente ficcionalizados (e isso é proposital), e só me dizem coisas sobre um modo infantil de lidar com as situações da vida real. São todos os livros dela muito "Liana" demais, há muito de mim ali. Mas, principalmente, há muito do que eu detesto em mim. Tudo isso deve se explicar a partir de uma adolescência muito bem vivida, e da qual não me arrependo, mas que está lá atrás, no lugar dela, no passado. E a Clarah/Camila tem a minha idade e segue infantilizada, irresponsável, iludida, meio sonhadora, deslumbrada. Aí está a palavra: deslumbrada. E impune. Tudo isso se sustenta bem numa literatura originada de blog, que é o caso dela - e é muito do que eu faço também, claro -, e no cinema e em qualquer outra arte contemporânea. Mas na vida real não. É adolescente demais; é classe média demais. E, especialmente para a vida real, estou farta de fantasias melancólicas, de neogóticos, de emos adolescentes e, principalmente, de emos adultos. Se é pra tocar o 'foda-se', posar providencialmente de irresponsável, de rebelde-com-conteúdo, de visceral (repetindo...), eu toco aqui: essa literatura, pra mim, não é suficiente. Não digo que não é boa, pois já li tudo de Averbuck. Mas é pouco. E essa escritora tem mais pra dar; é só apostar em outras ficções. Quem sabe ela não chega, um dia, ao talento pulsante de Leandra? Que se dá, inteira, à personagem. Mas passa longe de qualquer imagem (minha) adolescente.
20 julho 2008
19 julho 2008
E a blogueira poetiza sua realidade
Amarga. A fralda. E ri, sentada, sem graça, a poeta. Bala sugar free. Nada ingere, além de morte e, no extremo, ama. Ama, ama. (fralda) Se falam espíritos, ela escuta, amedrontada. Não cruza, sequer, o caminho para o toalete. A bexiga pode esperar. O coração, nem tanto. (fralda) Confusa recusa a verdade. Acusa, chora. Foge: barcos vikings, Colômbia, babalaôs, gargalhadas-suspiros-cheiros-de-nuvem, friends, tupinambás. (fralda) Pura. E volta, triste, dura e acuada. Vida de açúcar. Jejum indeciso. Vazia repousa, sozinha. Ama e troca fraldas.
Livros e um lamento
Macanudo 4, livro com tirinhas geniais do argentino Liniers, e Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi, com um apanhado curioso sobre os deuses da cultura Yorubá.
Morreu hoje, com oficiais 101 anos, Dercy Gonçalves. Cansada, lamento sem nada querer dizer, a não ser: "toca aqui".
Amarga. A fralda. E ri, sentada, sem graça, a poeta. Bala sugar free. Nada ingere, além de morte e, no extremo, ama. Ama, ama. (fralda) Se falam espíritos, ela escuta, amedrontada. Não cruza, sequer, o caminho para o toalete. A bexiga pode esperar. O coração, nem tanto. (fralda) Confusa recusa a verdade. Acusa, chora. Foge: barcos vikings, Colômbia, babalaôs, gargalhadas-suspiros-cheiros-de-nuvem, friends, tupinambás. (fralda) Pura. E volta, triste, dura e acuada. Vida de açúcar. Jejum indeciso. Vazia repousa, sozinha. Ama e troca fraldas.
Livros e um lamento
Macanudo 4, livro com tirinhas geniais do argentino Liniers, e Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi, com um apanhado curioso sobre os deuses da cultura Yorubá.
Morreu hoje, com oficiais 101 anos, Dercy Gonçalves. Cansada, lamento sem nada querer dizer, a não ser: "toca aqui".
12 julho 2008
Poetas protestam e governador poemiza
Na última quarta-feira, o grupo Loucos de pedra protestou contra a derrubada "acidental" de mosaicos com textos de poetas da cidade em paradas de ônibus na W3 Sul. O protesto foi pacífico e simbolizado pela colocação de placa numa calçada. O curioso foi a postura do governador José Roberto Arruda, que aproveitou o ensejo para poemizar. Mandou um memorando todo rimado para seus secretários. Veja trecho abaixo.
"...considerem que os versos limpam nossos dias
fazem Josés e Marias
Pessoas mais felizes
E quando, nas calçadas, as palavras
rimarem idéias com cimento
teremos, mais leve, o pensamento
dos críticos do dia a dia"
Pela net
Quero divulgar aqui o trabalho do meu amigo Rubens Rodrigues, que faz literatura com tablet. Veja. E a revista Casa das Musas está atualizadíssima. Duas entrevistas: Manoel de Barros e Ronaldo Correia de Brito, contos, crônicas, ensaios, resenhas e outras coisas. Vale conferir. Também vale passear pelo blog do Marcelo Sahea, do Gustavo de Castro, para citar os "brasilienses", e do Xico Sá, que é sempre uma boa pedida para sábado à noite.
Na última quarta-feira, o grupo Loucos de pedra protestou contra a derrubada "acidental" de mosaicos com textos de poetas da cidade em paradas de ônibus na W3 Sul. O protesto foi pacífico e simbolizado pela colocação de placa numa calçada. O curioso foi a postura do governador José Roberto Arruda, que aproveitou o ensejo para poemizar. Mandou um memorando todo rimado para seus secretários. Veja trecho abaixo.
"...considerem que os versos limpam nossos dias
fazem Josés e Marias
Pessoas mais felizes
E quando, nas calçadas, as palavras
rimarem idéias com cimento
teremos, mais leve, o pensamento
dos críticos do dia a dia"
Pela net
Quero divulgar aqui o trabalho do meu amigo Rubens Rodrigues, que faz literatura com tablet. Veja. E a revista Casa das Musas está atualizadíssima. Duas entrevistas: Manoel de Barros e Ronaldo Correia de Brito, contos, crônicas, ensaios, resenhas e outras coisas. Vale conferir. Também vale passear pelo blog do Marcelo Sahea, do Gustavo de Castro, para citar os "brasilienses", e do Xico Sá, que é sempre uma boa pedida para sábado à noite.
09 julho 2008
E quase esqueci...
Será lançado amanhã, em São Paulo, o livro Capitu mandou flores, organizado por Rinaldo de Fernandes, em homenagem ao centenário da morte de Machado de Assis. Entre os contistas convidados, o grande Nilto Maciel, Lygia Fagundes Telles, André Sant'Anna, Ivana Arruda Leite, Glauco Mattoso e Ronaldo Cagiano. Veja o convite abaixo.
E eis que volta a blogueira
Eu não fui à FLIP. Não estava trabalhando num novo conto ou num artigo para publicação em revista acadêmica. Não estava me preparando pra concurso, pra doutorado, pra vestibular, pra nada. Não vi nenhum dos filmes em cartaz. Mais de um mês longe por vários motivos: troquei de provedor de internet, trabalhei muito, cuidei do meu filho durante todas as horas em que não trabalhei e poucas outras coisas fiz.
Demorei, mas voltei com boas notícias: o Nilto Maciel criou um blog em que vai disponibilizar a íntegra das edições da revista Literatura. Conheça. A escritora mineira Eltânia André, lançará dia 25, no Martinica Café, o livro de contos Meu nome agora é Jaque. A partir das 19h. E até o dia 15/7, estarão abertas as inscrições para o 14º Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho, da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL). Cada autor poderá inscrever um máximo de três contos e enviá-los à FCJOL: Praça da Bandeira s/nº Campos-RJ cep. 28030-550. O tema é livre.
Eu não fui à FLIP. Não estava trabalhando num novo conto ou num artigo para publicação em revista acadêmica. Não estava me preparando pra concurso, pra doutorado, pra vestibular, pra nada. Não vi nenhum dos filmes em cartaz. Mais de um mês longe por vários motivos: troquei de provedor de internet, trabalhei muito, cuidei do meu filho durante todas as horas em que não trabalhei e poucas outras coisas fiz.
Demorei, mas voltei com boas notícias: o Nilto Maciel criou um blog em que vai disponibilizar a íntegra das edições da revista Literatura. Conheça. A escritora mineira Eltânia André, lançará dia 25, no Martinica Café, o livro de contos Meu nome agora é Jaque. A partir das 19h. E até o dia 15/7, estarão abertas as inscrições para o 14º Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho, da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL). Cada autor poderá inscrever um máximo de três contos e enviá-los à FCJOL: Praça da Bandeira s/nº Campos-RJ cep. 28030-550. O tema é livre.
01 junho 2008
São Paulo, Brasília e Mundo virtual
Lançamento em Sampa: Próximo dia 3, Denilson Lopes lança, em São Paulo, A delicadeza: estética, experiência e paisagens, após a abertura do XVII Encontro da Associacao Nacional de Pós-Graduação em Comunicação (COMPOS), no Teatro da UNIP-Paraíso. O livro parte de uma proposta de uma estética para a contemporaneidade, de uma estética da comunicacão, e de uma defesa da leveza, da delicadeza e da sutileza no cinema, literatura e música contemporâneos, em contraponto aos produtos marcados pela crueldade, pelo abjeto, pelo excesso e pelo trágico.
Mudança de planos: os livros de Glantz e Santiago serão discutidos dia 6 pelo grupo de leitura da UnB. O encontro será às 14h30, no auditório do TEL. Cristian Santos, que estuda a relação entre religião e literatura, participará.
Revista on line atualizada: a Revista Casa das Musas traz Qué es comunicación, de NIklas Luhmann, poemas de Maria Esther Maciel, design, arte e comunicação, por Ana Beatriz Barroso, entrevista com a poeta argentina Laura Cerrato, além de contos, crôncias, críticas etc. Confira.
Lançamento em Sampa: Próximo dia 3, Denilson Lopes lança, em São Paulo, A delicadeza: estética, experiência e paisagens, após a abertura do XVII Encontro da Associacao Nacional de Pós-Graduação em Comunicação (COMPOS), no Teatro da UNIP-Paraíso. O livro parte de uma proposta de uma estética para a contemporaneidade, de uma estética da comunicacão, e de uma defesa da leveza, da delicadeza e da sutileza no cinema, literatura e música contemporâneos, em contraponto aos produtos marcados pela crueldade, pelo abjeto, pelo excesso e pelo trágico.
Mudança de planos: os livros de Glantz e Santiago serão discutidos dia 6 pelo grupo de leitura da UnB. O encontro será às 14h30, no auditório do TEL. Cristian Santos, que estuda a relação entre religião e literatura, participará.
Revista on line atualizada: a Revista Casa das Musas traz Qué es comunicación, de NIklas Luhmann, poemas de Maria Esther Maciel, design, arte e comunicação, por Ana Beatriz Barroso, entrevista com a poeta argentina Laura Cerrato, além de contos, crôncias, críticas etc. Confira.
22 maio 2008
Lançamento em Brasília

Chamada para artigos
A revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea está recebendo artigos e resenhas para a edição de dezembro de 2008. O número 32 trará um dossiê sobre “questões de gênero na literatura brasileira contemporânea”. Serão avaliados tanto artigos que consistam em leituras de narrativas e poesias – em seus diferentes formatos –, a partir do enfoque proposto, quanto textos teóricos que discutam as questões de gênero na sua intersecção com a literatura, além de leitura comparada com textos de outras nacionalidades ou outras épocas. Há também uma seção de tema livre, em que são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea, e espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses. O prazo final para o envio de artigos e resenhas é 4 de agosto de 2008.
Normas para publicação: Os artigos devem ser encaminhados em arquivo formato DOC ou RTF, em Times New Roman, fonte 12, espaço 1,5. As informações bibliográficas devem ser dadas, de modo reduzido (nome do autor, título do livro e número da página), em notas de rodapé. A bibliografia completa deve constar no final do texto, obedecendo às normas da ABNT. É necessário incluir um resumo, um abstract, três ou quatro palavras-chave e algumas linhas com os dados do autor, incluindo um e-mail que possa ser divulgado e o endereço postal para onde deverão ser encaminhados três exemplares da revista, caso o texto venha a ser publicado. As resenhas, sobre literatura ou textos teóricos, não devem exceder cinco páginas. Não há número fixo de páginas para os artigos. Os artigos e resenhas devem ser enviados para: estudos@unb.br

Chamada para artigos
A revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea está recebendo artigos e resenhas para a edição de dezembro de 2008. O número 32 trará um dossiê sobre “questões de gênero na literatura brasileira contemporânea”. Serão avaliados tanto artigos que consistam em leituras de narrativas e poesias – em seus diferentes formatos –, a partir do enfoque proposto, quanto textos teóricos que discutam as questões de gênero na sua intersecção com a literatura, além de leitura comparada com textos de outras nacionalidades ou outras épocas. Há também uma seção de tema livre, em que são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea, e espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses. O prazo final para o envio de artigos e resenhas é 4 de agosto de 2008.
Normas para publicação: Os artigos devem ser encaminhados em arquivo formato DOC ou RTF, em Times New Roman, fonte 12, espaço 1,5. As informações bibliográficas devem ser dadas, de modo reduzido (nome do autor, título do livro e número da página), em notas de rodapé. A bibliografia completa deve constar no final do texto, obedecendo às normas da ABNT. É necessário incluir um resumo, um abstract, três ou quatro palavras-chave e algumas linhas com os dados do autor, incluindo um e-mail que possa ser divulgado e o endereço postal para onde deverão ser encaminhados três exemplares da revista, caso o texto venha a ser publicado. As resenhas, sobre literatura ou textos teóricos, não devem exceder cinco páginas. Não há número fixo de páginas para os artigos. Os artigos e resenhas devem ser enviados para: estudos@unb.br
20 maio 2008
Festival de poesia falada de Varginha
Direto do blog do Alexandre Marino, soube que hoje o último dia de inscrições para o Festival de poesia falada de Varginha, que já é tradicional na cidade mineira. O evento acontece no fim de junho. Outras informações aqui.
Direto do blog do Alexandre Marino, soube que hoje o último dia de inscrições para o Festival de poesia falada de Varginha, que já é tradicional na cidade mineira. O evento acontece no fim de junho. Outras informações aqui.
18 maio 2008
Duas chamadas para trabalhos acadêmicos
O IV Congresso da Associacao Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH), de 9 a 12 de setembro de 2008, em São Paulo, na USP, recebe inscrições para apresentação de trabalhos. Informações aqui. E a revista Miscelânea, da UNESP, recebe artigos. Informações pelo e-mail miscelanea@assis.unesp.br.
O IV Congresso da Associacao Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH), de 9 a 12 de setembro de 2008, em São Paulo, na USP, recebe inscrições para apresentação de trabalhos. Informações aqui. E a revista Miscelânea, da UNESP, recebe artigos. Informações pelo e-mail miscelanea@assis.unesp.br.
Discussão de Aparições e um miniconto de lambuja
Amanhã, 19/5, o grupo de leitura da UnB discute Aparições, de Margo Glantz. E na sexta-feira, dia 30/5, será a vez dos Contos antológicos, de Silviano Santiago, com a presença do pesquisador Cristian Santos (que estudou comigo no semestre em que, juntos, descobrimos a merda que é Harold Bloom e outras coisas). Ele trabalha, muito competentemente, com literatura e religião. Para este ano, o grupo ainda pretende discutir Martin Kohan, Sergio Chejfec, Lygia Fagundes Telles, Daniel Alarcón e Aguinaldo Silva. Logo que tivermos datas certas, divulgo.
E eu continuo produzindo, aos pouquinhos. Coisa pequena, mas divertida. Ou não. Vejam:
Senha
Fabiana viu a senha que Marcos digitava todas as manhãs, no seu laptop, e quase não conteve um riso espasmado e orgulhoso. Eram as iniciais dela, em ordem invertida, seguidas do dia de seu aniversário. Mas ele sabia, afinal, quando ela fazia anos?
Amanhã, 19/5, o grupo de leitura da UnB discute Aparições, de Margo Glantz. E na sexta-feira, dia 30/5, será a vez dos Contos antológicos, de Silviano Santiago, com a presença do pesquisador Cristian Santos (que estudou comigo no semestre em que, juntos, descobrimos a merda que é Harold Bloom e outras coisas). Ele trabalha, muito competentemente, com literatura e religião. Para este ano, o grupo ainda pretende discutir Martin Kohan, Sergio Chejfec, Lygia Fagundes Telles, Daniel Alarcón e Aguinaldo Silva. Logo que tivermos datas certas, divulgo.
E eu continuo produzindo, aos pouquinhos. Coisa pequena, mas divertida. Ou não. Vejam:
Senha
Fabiana viu a senha que Marcos digitava todas as manhãs, no seu laptop, e quase não conteve um riso espasmado e orgulhoso. Eram as iniciais dela, em ordem invertida, seguidas do dia de seu aniversário. Mas ele sabia, afinal, quando ela fazia anos?
08 maio 2008
Produção própria e grupo de leitura da UnB
Desaparecida por estar com atividades mil, sou a blogueira mais ausente do universo (virtual). Na volta ao trabalho e firme no papel de mãe do Bernardo, em momentos raros de folga, tenho escrito contos/crônicas muito pequenos. Micro? Mini? Talvez algo entre um e outro. Um deles exponho abaixo e logo logo postarei mais alguns aqui. Por enquanto, divulgo a discussão, no próximo dia 16, às 14h, de Aparições, de Margo Glantz. A seguinte será sobre Contos antológicos, de Silviano Santiago, no dia 30. Sempre no Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB. Leia resenhas e comentários sobre o grupo e os livros discutidos aqui e aqui.
A lusa Cássia Mara
Toda terça, Edésio se recusava a transar com Cássia Mara, mas pagava, em euros, para cheirar os sovacos da rapariga.
Desaparecida por estar com atividades mil, sou a blogueira mais ausente do universo (virtual). Na volta ao trabalho e firme no papel de mãe do Bernardo, em momentos raros de folga, tenho escrito contos/crônicas muito pequenos. Micro? Mini? Talvez algo entre um e outro. Um deles exponho abaixo e logo logo postarei mais alguns aqui. Por enquanto, divulgo a discussão, no próximo dia 16, às 14h, de Aparições, de Margo Glantz. A seguinte será sobre Contos antológicos, de Silviano Santiago, no dia 30. Sempre no Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB. Leia resenhas e comentários sobre o grupo e os livros discutidos aqui e aqui.
A lusa Cássia Mara
Toda terça, Edésio se recusava a transar com Cássia Mara, mas pagava, em euros, para cheirar os sovacos da rapariga.
14 abril 2008
Curso on line sobre Grande sertão: veredas
Copio abaixo a mensagem que recebi de Leonardo Vieira sobre o curso a respeito de Grande sertão: veredas, que terá início no próximo dia 22. O bacana é que é on line.
NONADA: LEITURAS DE GRANDE SERTÃO: VEREDAS PELA INTERNET
100 anos de Guimarães Rosa
Enfrentar o texto de Grande Sertão: Veredas se torna, muitas vezes, uma tarefa que afasta de início o leitor, acautelado por determinadas armadilhas que não são outras que as do próprio sertão: lugar onde convivem o bem e o mal, a perdição e graça, a ética e a barbárie. Penetrar a linguagem roseana, requer, antes de tudo, que nos encontremos munidos de determinadas ferramentas de leitura.
O curso “NONADA: LEITURAS DE GRANDE SERTÃO: VEREDAS”, se propõe a uma análise detalhada da obra-prima de João Guimarães Rosa. Ao mesmo tempo em que o leitor ficará a par dos procedimentos recorrentes do escritor mineiro na construção de sua linguagem, irá se estabelecer o diálogo com os inúmeros gêneros narrativos que influem na composição do romance. No universo de Guimarães Rosa podemos encontrar traços tanto da épica homérica, dos romances de cavalaria, da tradição fáustica, da literatura de cordel, do folclore brasileiro, passando pela filosofia de Heráclito, Górgias, Kierkegaard, Nietzsche, os koan chineses, Bergson. O sertão é o terreno onde os homens não se encontram ainda presos às convenções. Região da impossibilidade de se discernir o certo do errado, o verdadeiro do falso, deus e o demo. A errância de Riobaldo, o jagunço-filósofo, não encontra nem um ponto de chegada ou de saída, sua vida se dispõe, como ele mesmo diz, no meio da travessia. E é pela incapacidade de se encontrar respostas - as “megeras cartesianas” do homem dogmático - que se constrói uma das mais trágicas narrativas de nossa história literária.
Duração do curso: 04 meses. Início: 22 de abril/ término: 08 de julho
O curso será através da Internet, com leituras orientadas semanais e discussões via e-mails.
Mensalidade: R$ 80,00.
Mais informações pelo telefone ou e-mail: (21) 2229-7750 / leonardo33vieira@yahoo.com.br
Requisito para o curso: ter o livro Grande Sertão: Veredas.
O professor, Leonardo Vieira de Almeida, é escritor, tradutor, Mestre em Literatura Brasileira (UERJ) e Doutorando em Estudos de Literatura Brasileira (PUC-Rio). Autor do livro de contos Os que estão aí, Ibis Libris, 2002, e de contos publicados no suplemento literário Rascunho, do jornal do estado do Paraná, no jornal Panorama e nos sites literários Paralelos, Bestiário, Cronópios, Confraria do vento e pequena morte. Co-autor do livro À roda de machado de Assis: ficção, crônica e crítrica (Editora Argos, 2006). Em 2007 ganhou o prêmio Otto Lara Resende por melhor ensaio sobre Guimarães Rosa. Também é tradutor e vive no Rio de Janeiro.
Endereço de meu currículo:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4711371U5
Página na Internet:
http://contandocontos.blog-br.com/
Copio abaixo a mensagem que recebi de Leonardo Vieira sobre o curso a respeito de Grande sertão: veredas, que terá início no próximo dia 22. O bacana é que é on line.
NONADA: LEITURAS DE GRANDE SERTÃO: VEREDAS PELA INTERNET
100 anos de Guimarães Rosa
Enfrentar o texto de Grande Sertão: Veredas se torna, muitas vezes, uma tarefa que afasta de início o leitor, acautelado por determinadas armadilhas que não são outras que as do próprio sertão: lugar onde convivem o bem e o mal, a perdição e graça, a ética e a barbárie. Penetrar a linguagem roseana, requer, antes de tudo, que nos encontremos munidos de determinadas ferramentas de leitura.
O curso “NONADA: LEITURAS DE GRANDE SERTÃO: VEREDAS”, se propõe a uma análise detalhada da obra-prima de João Guimarães Rosa. Ao mesmo tempo em que o leitor ficará a par dos procedimentos recorrentes do escritor mineiro na construção de sua linguagem, irá se estabelecer o diálogo com os inúmeros gêneros narrativos que influem na composição do romance. No universo de Guimarães Rosa podemos encontrar traços tanto da épica homérica, dos romances de cavalaria, da tradição fáustica, da literatura de cordel, do folclore brasileiro, passando pela filosofia de Heráclito, Górgias, Kierkegaard, Nietzsche, os koan chineses, Bergson. O sertão é o terreno onde os homens não se encontram ainda presos às convenções. Região da impossibilidade de se discernir o certo do errado, o verdadeiro do falso, deus e o demo. A errância de Riobaldo, o jagunço-filósofo, não encontra nem um ponto de chegada ou de saída, sua vida se dispõe, como ele mesmo diz, no meio da travessia. E é pela incapacidade de se encontrar respostas - as “megeras cartesianas” do homem dogmático - que se constrói uma das mais trágicas narrativas de nossa história literária.
Duração do curso: 04 meses. Início: 22 de abril/ término: 08 de julho
O curso será através da Internet, com leituras orientadas semanais e discussões via e-mails.
Mensalidade: R$ 80,00.
Mais informações pelo telefone ou e-mail: (21) 2229-7750 / leonardo33vieira@yahoo.com.br
Requisito para o curso: ter o livro Grande Sertão: Veredas.
O professor, Leonardo Vieira de Almeida, é escritor, tradutor, Mestre em Literatura Brasileira (UERJ) e Doutorando em Estudos de Literatura Brasileira (PUC-Rio). Autor do livro de contos Os que estão aí, Ibis Libris, 2002, e de contos publicados no suplemento literário Rascunho, do jornal do estado do Paraná, no jornal Panorama e nos sites literários Paralelos, Bestiário, Cronópios, Confraria do vento e pequena morte. Co-autor do livro À roda de machado de Assis: ficção, crônica e crítrica (Editora Argos, 2006). Em 2007 ganhou o prêmio Otto Lara Resende por melhor ensaio sobre Guimarães Rosa. Também é tradutor e vive no Rio de Janeiro.
Endereço de meu currículo:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4711371U5
Página na Internet:
http://contandocontos.blog-br.com/
Lançamentos de hoje
Para lembrar: Regina Dalcastagnè lança hoje Ver e imaginar o outro: alteridade, desigualdade, violência na literatura brasileira contemporânea, por ela organizado. O livro reúne ensaios sobre literatura de pesquisadores do Brasil e do exterior. No mesmo local e hora, será lançado O nascimento da política moderna: Maquiavel, Utopia, Reforma, do professor Luis Felipe Miguel. Hoje, 14 de abril, a partir das 19h, no Carpe Diem (104 Sul, Bloco D).
Esquina fechada
Soube com atraso e transmito pesarosa a notícia de que a livraria Esquina da Palavra fechou suas portas, depois de seis anos de pulsação literária. Mais uma que perde espaço para as grandes redes. Abaixo, o e-mail de despedida de Lourenço Flores, o dono. E veja aqui, aqui e aqui alguns lamentos.
Foi uma jornada e tanto. Daquele 23 de fevereiro de 2002, com uma apresentação sensacional da Elisa Lucinda, até hoje, 31 de março de 2008, a Esquina da Palavra valeu uma vida. Estou fechando a livraria com um tremendo orgulho por esse período todo. A alegria que encontrei aqui, os amigos que fiz, a pequena parcela na vida de cada um de vocês, os livros editados, os autores que aqui autografaram - não tenho como não falar da Valéria Grassi, das adrianas Falcão e Lisboa, do Marçal Aquino, do Bonassi, do John Gledson, do Ismail Xavier e tantos outros que é até injusto citar só alguns -, leram seus livros, beberam e curtiram esse canto de Brasília, até mesmo essa agonia financeira que muitos de vocês viram acontecer, tudo isso vai ficar para sempre comigo.
Queria agradecer a todo mundo que esteve aqui, bateu papo, ouviu algumas leituras de um livreiro que às vezes se empolgava e desandava a falar sem parar, participou do Cinema na Esquina, viu alguns dos shows que fizemos aqui ao lado, ao ar livre (do Beto Só - com Solitários Incríveis e sem Solkitários Incríveis - ao Eduardo Suplicy, em um improvável dueto com o também senador Marco Maciel na indefectível Blowin' the wind, acompanhado pelo Supla e pelo João, passando por todos os demais amigos que aqui deixaram suas marcas - como o povo do Bois de Gerião, Proto, Phonopop, Watson, Superquadra, Disco Alto, ...). Àqueles que torceram pelo sucesso da Esquina e até emprestaram um pouco para tentar fazer com que ela ficasse de pé (a alguns que ainda não foram pagos, por favor, saibam que os pagarei religiosamente). A todos, só posso dizer obrigado.
P.S.: Nos próximos sábado e domingo, dias 5 e 6, a partir das 9h, estarei fazendo uma queima dos livros que ainda tenho aqui - todos com 50% de desconto. Quem quiser, por favor apareça.
Prêmios literários
Estão abertas as inscrições para dois prêmios literários: o 6° Concurso literário de contos e poesias, da editora Guemanisse (informações aqui), e o Prêmio Off FLIP de literatura 2008 (aqui).
Para lembrar: Regina Dalcastagnè lança hoje Ver e imaginar o outro: alteridade, desigualdade, violência na literatura brasileira contemporânea, por ela organizado. O livro reúne ensaios sobre literatura de pesquisadores do Brasil e do exterior. No mesmo local e hora, será lançado O nascimento da política moderna: Maquiavel, Utopia, Reforma, do professor Luis Felipe Miguel. Hoje, 14 de abril, a partir das 19h, no Carpe Diem (104 Sul, Bloco D).
Esquina fechada
Soube com atraso e transmito pesarosa a notícia de que a livraria Esquina da Palavra fechou suas portas, depois de seis anos de pulsação literária. Mais uma que perde espaço para as grandes redes. Abaixo, o e-mail de despedida de Lourenço Flores, o dono. E veja aqui, aqui e aqui alguns lamentos.
Foi uma jornada e tanto. Daquele 23 de fevereiro de 2002, com uma apresentação sensacional da Elisa Lucinda, até hoje, 31 de março de 2008, a Esquina da Palavra valeu uma vida. Estou fechando a livraria com um tremendo orgulho por esse período todo. A alegria que encontrei aqui, os amigos que fiz, a pequena parcela na vida de cada um de vocês, os livros editados, os autores que aqui autografaram - não tenho como não falar da Valéria Grassi, das adrianas Falcão e Lisboa, do Marçal Aquino, do Bonassi, do John Gledson, do Ismail Xavier e tantos outros que é até injusto citar só alguns -, leram seus livros, beberam e curtiram esse canto de Brasília, até mesmo essa agonia financeira que muitos de vocês viram acontecer, tudo isso vai ficar para sempre comigo.
Queria agradecer a todo mundo que esteve aqui, bateu papo, ouviu algumas leituras de um livreiro que às vezes se empolgava e desandava a falar sem parar, participou do Cinema na Esquina, viu alguns dos shows que fizemos aqui ao lado, ao ar livre (do Beto Só - com Solitários Incríveis e sem Solkitários Incríveis - ao Eduardo Suplicy, em um improvável dueto com o também senador Marco Maciel na indefectível Blowin' the wind, acompanhado pelo Supla e pelo João, passando por todos os demais amigos que aqui deixaram suas marcas - como o povo do Bois de Gerião, Proto, Phonopop, Watson, Superquadra, Disco Alto, ...). Àqueles que torceram pelo sucesso da Esquina e até emprestaram um pouco para tentar fazer com que ela ficasse de pé (a alguns que ainda não foram pagos, por favor, saibam que os pagarei religiosamente). A todos, só posso dizer obrigado.
P.S.: Nos próximos sábado e domingo, dias 5 e 6, a partir das 9h, estarei fazendo uma queima dos livros que ainda tenho aqui - todos com 50% de desconto. Quem quiser, por favor apareça.
Prêmios literários
Estão abertas as inscrições para dois prêmios literários: o 6° Concurso literário de contos e poesias, da editora Guemanisse (informações aqui), e o Prêmio Off FLIP de literatura 2008 (aqui).
08 abril 2008
Ver e imaginar o outro
No Carpe Diem, próxima segunda-feira, às 19h, tem lançamento do livro Ver e imaginar o outro: alteridade, desigualdade, violência na literatura brasileira contemporânea, organizado por Regina Dalcastagnè. Entre os artigos estão os de Ivete Walty, Gislene Barral, Sônia Roncador e Tânia Pellegrini.
No Carpe Diem, próxima segunda-feira, às 19h, tem lançamento do livro Ver e imaginar o outro: alteridade, desigualdade, violência na literatura brasileira contemporânea, organizado por Regina Dalcastagnè. Entre os artigos estão os de Ivete Walty, Gislene Barral, Sônia Roncador e Tânia Pellegrini.
04 abril 2008
Fast news
Sites literários atualizados - vale dar uma olhada em Enquanto isso num café e Casa das musas.
Ilustre - a galera ligada em artes visuais vai gostar de conhecer o trabalho do meu grande amigo Rubens Rodrigues. Aqui.
Felisberto Hernández - O cavalo perdido e outras histórias, do uruguaio Felisberto Hernández, será discutido pelo grupo de leitura da UnB, na próxima segunda, dia 7, às 14h30, no auditório do Departamento de Teoria Literária (ICC Central, primeiro andar).
Sites literários atualizados - vale dar uma olhada em Enquanto isso num café e Casa das musas.
Ilustre - a galera ligada em artes visuais vai gostar de conhecer o trabalho do meu grande amigo Rubens Rodrigues. Aqui.
Felisberto Hernández - O cavalo perdido e outras histórias, do uruguaio Felisberto Hernández, será discutido pelo grupo de leitura da UnB, na próxima segunda, dia 7, às 14h30, no auditório do Departamento de Teoria Literária (ICC Central, primeiro andar).
31 março 2008
Questões raciais na literatura brasileira contemporânea
A revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, publicada pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília, está recebendo até 9 de maio artigos para compor o seu número 31. O objetivo da revista é fomentar o debate crítico sobre a literatura contemporânea produzida no Brasil, em suas diferentes manifestações, a partir dos mais diversos enfoques teóricos e metodológicos, com abertura para o diálogo com outras literaturas, em especial da América Latina. O próximo número tratará de questões raciais na literatura brasileira contemporânea. E a revista dispõe ainda de uma seção de tema livre, em que são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea. Também há espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses.
Normas para publicação:
Os artigos devem ser encaminhados em arquivo formato DOC ou RTF, em Times New Roman, fonte 12, espaço 1,5. As informações bibliográficas devem ser dadas, de modo reduzido (nome do autor, título do livro e número da página), em notas de rodapé. A bibliografia completa deve constar no final do texto, obedecendo às normas da ABNT. É necessário incluir um resumo, um abstract, três ou quatro palavras-chave e algumas linhas com os dados do autor, incluindo um e-mail que possa ser divulgado e o endereço postal para onde deverão ser encaminhados três exemplares da revista, caso o texto venha a ser publicado. As resenhas, sobre literatura ou textos teóricos, não devem exceder cinco páginas. Os trabalhos não solicitados serão encaminhados a pareceristas, mantido o anonimato mútuo. Os artigos e resenhas devem ser enviados para: estudos@unb.br.
A revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, publicada pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília, está recebendo até 9 de maio artigos para compor o seu número 31. O objetivo da revista é fomentar o debate crítico sobre a literatura contemporânea produzida no Brasil, em suas diferentes manifestações, a partir dos mais diversos enfoques teóricos e metodológicos, com abertura para o diálogo com outras literaturas, em especial da América Latina. O próximo número tratará de questões raciais na literatura brasileira contemporânea. E a revista dispõe ainda de uma seção de tema livre, em que são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea. Também há espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses.
Normas para publicação:
Os artigos devem ser encaminhados em arquivo formato DOC ou RTF, em Times New Roman, fonte 12, espaço 1,5. As informações bibliográficas devem ser dadas, de modo reduzido (nome do autor, título do livro e número da página), em notas de rodapé. A bibliografia completa deve constar no final do texto, obedecendo às normas da ABNT. É necessário incluir um resumo, um abstract, três ou quatro palavras-chave e algumas linhas com os dados do autor, incluindo um e-mail que possa ser divulgado e o endereço postal para onde deverão ser encaminhados três exemplares da revista, caso o texto venha a ser publicado. As resenhas, sobre literatura ou textos teóricos, não devem exceder cinco páginas. Os trabalhos não solicitados serão encaminhados a pareceristas, mantido o anonimato mútuo. Os artigos e resenhas devem ser enviados para: estudos@unb.br.
20 março 2008
E a carnavalhação continua
Enviei ao Rascunho comentário sobre a resenha de Paulo Krauss a respeito de Carnavalha, de Nilto Maciel, e ele foi publicado. Veja. As impressões sobre o livro ainda não cessaram. Só na última edição da revista Literatura há pelo menos quatro resenhas (uma delas pode ser lida aqui). E há outras em blogs e sites por aí, veja esta. Na revista, também há um conto meu, "Lisa", e textos de Glauco Mattoso, Nelson de Oliveira, Pedro Salgueiro, Rinaldo de Fernandes e Wilson Gorj, com micronarrativas (veja o blog dele). E no mesmo dia que recebi a revista, chegou Filosofia poesia espionagem, de Gustavo de Castro e Daniel Innerarity. Um volume interessante, pequeno e super clean, editado a custo baixíssimo, pela Casa das Musas. Ele pode ser comprado, bem baratinho, na livraria Cultura ou no Chiquinho.
Enviei ao Rascunho comentário sobre a resenha de Paulo Krauss a respeito de Carnavalha, de Nilto Maciel, e ele foi publicado. Veja. As impressões sobre o livro ainda não cessaram. Só na última edição da revista Literatura há pelo menos quatro resenhas (uma delas pode ser lida aqui). E há outras em blogs e sites por aí, veja esta. Na revista, também há um conto meu, "Lisa", e textos de Glauco Mattoso, Nelson de Oliveira, Pedro Salgueiro, Rinaldo de Fernandes e Wilson Gorj, com micronarrativas (veja o blog dele). E no mesmo dia que recebi a revista, chegou Filosofia poesia espionagem, de Gustavo de Castro e Daniel Innerarity. Um volume interessante, pequeno e super clean, editado a custo baixíssimo, pela Casa das Musas. Ele pode ser comprado, bem baratinho, na livraria Cultura ou no Chiquinho.
11 março 2008
Filosofia, poesia e espionagem
Acaba de ser lançado Filosofia poesia espionagem, de Gustavo de Castro e Daniel Innerarity. Escrito em 2003, o livro é dividido em duas partes. Na primeira, Castro discute a capacidade de observar o invisível descrita na literatura de Jorge Luis Borges e Italo Calvino. A partir da literatura fantástica, mostra que espionar é uma atividade humana recorrente a quem quer fazer arte ou literatura. Na segunda, Innerarity mostra que o filósofo é ele mesmo um cruzador de informações, um averiguador da verdade, um detetive da physis. "O espião está longe de ser apenas o personagem-símbolo dos filmes da guerra fria, é antes uma atitude-de-conhecimento", diz Castro. O livro tem apresentação de Luiz Martins e Florence Dravet e está sendo vendido na Livraria Cultura e no Chiquinho, livreiro da UnB, por R$ 10,00.
Acaba de ser lançado Filosofia poesia espionagem, de Gustavo de Castro e Daniel Innerarity. Escrito em 2003, o livro é dividido em duas partes. Na primeira, Castro discute a capacidade de observar o invisível descrita na literatura de Jorge Luis Borges e Italo Calvino. A partir da literatura fantástica, mostra que espionar é uma atividade humana recorrente a quem quer fazer arte ou literatura. Na segunda, Innerarity mostra que o filósofo é ele mesmo um cruzador de informações, um averiguador da verdade, um detetive da physis. "O espião está longe de ser apenas o personagem-símbolo dos filmes da guerra fria, é antes uma atitude-de-conhecimento", diz Castro. O livro tem apresentação de Luiz Martins e Florence Dravet e está sendo vendido na Livraria Cultura e no Chiquinho, livreiro da UnB, por R$ 10,00.
Lançamento no Rio
A delicadeza: estética, experiência e paisagens, do pesquisador Denilson Lopes, será lançado na próxima segunda-feira (17/3), às 19h, no Salão Vermelho do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Campus da Praia Vermelha, Palácio Universitário, 2º andar – Av. Pasteur, 250 – Urca). Na ocasião, serão exibidos filmes e será servido coquetel. Para brasilienses e outros interessados, o livro pode ser adquirido pelo site da Livraria Cultura. Leia um trecho abaixo.
Tudo começou, começa com o desejo de falar sobre a beleza hoje em dia, da possibilidade da estética, após os Estudos Culturais. Uma estética adequada a uma produção cultural e artística que se firmaram após os anos 70 do século passado, quando cada vez mais os meios de comunicação de massa se tornam parte integrante da experiência cotidiana das sociedades contemporâneas, de nossos afetos, desejos e memórias, ao mesmo tempo em que os projetos modernos se transformam em meio ao debate da pós-modernidade, na crise de utopias universais e do ethos vanguardista em busca do novo. Termino com a sensação de que a crença na beleza e a beleza da fé andaram juntas nesse caminho. Beleza e fé.
A delicadeza: estética, experiência e paisagens, do pesquisador Denilson Lopes, será lançado na próxima segunda-feira (17/3), às 19h, no Salão Vermelho do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Campus da Praia Vermelha, Palácio Universitário, 2º andar – Av. Pasteur, 250 – Urca). Na ocasião, serão exibidos filmes e será servido coquetel. Para brasilienses e outros interessados, o livro pode ser adquirido pelo site da Livraria Cultura. Leia um trecho abaixo.
Tudo começou, começa com o desejo de falar sobre a beleza hoje em dia, da possibilidade da estética, após os Estudos Culturais. Uma estética adequada a uma produção cultural e artística que se firmaram após os anos 70 do século passado, quando cada vez mais os meios de comunicação de massa se tornam parte integrante da experiência cotidiana das sociedades contemporâneas, de nossos afetos, desejos e memórias, ao mesmo tempo em que os projetos modernos se transformam em meio ao debate da pós-modernidade, na crise de utopias universais e do ethos vanguardista em busca do novo. Termino com a sensação de que a crença na beleza e a beleza da fé andaram juntas nesse caminho. Beleza e fé.
09 março 2008
Encontros discutem feminismo e literatura
Pesquisadores da área de gênero e literatura podem encaminhar artigos e pôsteres para os eventos II Seminário Internacional Enfoques Feministas e o Século XXI: Feminismo e Universidade na América Latina, VI Encontro da Rede Brasileira de Estudos e Pesquisas Feministas e II Encontro Internacional Política e Feminismo. Os resumos deverão ser encaminhados em formato .doc ou .rtf, Times New Roman 12, espaçamento simples, alinhamento justificado, com no máximo 30 linhas, até o dia 31 de março para os e-mails: reginadalcastagne@uol.com.br e constanciaduarte@gmail.com. O título do trabalho deverá ser em negrito, caixa alta, seguido do nome da/o autor/a, sigla da instituição de origem, e de e-mail, cada um ocupando uma linha. Os eventos acontecem em 10 a 13 de junho de 2008, na UFMG, em Belo Horizonte. Mais informações: redefem@gmail.com e nepem@fafich.ufmg.br.
Pesquisadores da área de gênero e literatura podem encaminhar artigos e pôsteres para os eventos II Seminário Internacional Enfoques Feministas e o Século XXI: Feminismo e Universidade na América Latina, VI Encontro da Rede Brasileira de Estudos e Pesquisas Feministas e II Encontro Internacional Política e Feminismo. Os resumos deverão ser encaminhados em formato .doc ou .rtf, Times New Roman 12, espaçamento simples, alinhamento justificado, com no máximo 30 linhas, até o dia 31 de março para os e-mails: reginadalcastagne@uol.com.br e constanciaduarte@gmail.com. O título do trabalho deverá ser em negrito, caixa alta, seguido do nome da/o autor/a, sigla da instituição de origem, e de e-mail, cada um ocupando uma linha. Os eventos acontecem em 10 a 13 de junho de 2008, na UFMG, em Belo Horizonte. Mais informações: redefem@gmail.com e nepem@fafich.ufmg.br.
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